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Aurinha do Coco não abandona suas origens

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Nascida em Olinda, Aurinha revela que o Largo do Amparo é o seu reduto artístico na cidade

Bruno Souza

Quem escuta o nome Áurea da Conceição de Assis Souza, talvez, nem imagine que seja a mesma Aurinha do Coco que vemos dançando, sorrindo e cantando nos palcos mundo a fora, movida pelo ritmo contagiante do coco. Carismática que só ela, a cantora, que foi criada dentro do ambiente coquista de sua cidade natal, Olinda, despontou para vida artística ainda jovem, apresentando-se nos corais da igreja. “Fiz parte do coral São Pedro Mártir e, depois, do Madrigal do Recife, ambos regidos pelos maestros José Beltão e Otoniel Mendes”, contou ao Cultura.PE sobre o início de sua carreira.

Honrando a tradição dos coquistas do bairro do Amaro Branco, que ouviu durante durante toda sua infância, Aurinha integrou por 10 anos o grupo de Selma do Coco, como vocalista. “Foi uma experiência muito rica. Aprendi muito com ela. Hahay”, disse fazendo alusão à célebre risada de D. Selma. Nos anos 90, a artista popular decidiu seguir carreira solo e, desde então, vem difundindo esse ritmo da cultura pernambucana em inúmeros eventos dentro de nosso Estado, assim como em várias cidades brasileiras. “O coco já me deu uma porção de coisas: já toquei na Bahia, ao lado de Naná Vasconcelos, no Panorama Percussivo Mundial; em Garanhuns, durante o Festival de Inverno; e fiz uma participação no CD Forró de Todos os Tempos, de Alceu Valença, e no CD Pernambuco em Concerto, cantando uma canção minha”, disse satisfeita com a repercussão que seu trabalho vem tendo ao longo desses anos.

Quando perguntada sobre sua relação com Olinda, Aurinha foi enfática ao afirmar que a cidade lhe traz muitas alegrias e que guarda, em especial, um carinho pelo Largo do Amparo. “Berço e passarela de várias troças carnavalescas, esse Largo é uma referência para o meu trabalho. Aqui ouvi/ouço os grandes artistas da minha terra e, aqui, também encontro inspiração para compor minhas músicas. Sou muito satisfeita com o meu bairro e te garanto que daqui não saio tão cedo”, revelou a cantora (com o sorriso no rosto) à série Meu Lugar na Cidade, do Portal Cultura.PE, que destacou, nos últimos dias, a relação de afeto que os artistas mantém com os espaços dos dois municípios-irmãos, Olinda e Recife, que aniversariam nesta quinta-feira (12).

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