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PATRIMÔNIO CULTURAL

Semana do Patrimônio

A Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco entrou no calendário da Fundarpe, em 2008, por demanda da Comissão Setorial de Patrimônio, em suas diretrizes prioritárias, caracterizando-se como uma prática concreta de utilização dos canais de cogestão.

É um momento em que ampliamos a discussão com a população sobre questões relativas à preservação do patrimônio cultural de Pernambuco, por meio de ações distribuídas em três eixos: oficina voltada a gestores, ação educativa voltada a estudantes da rede pública de ensino e seminário voltado a pesquisadores, estudantes, gestores e demais interessados na preservação do patrimônio cultural.

O evento é realizado, anualmente, em agosto, mês em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, por motivo do nascimento, no dia 17, do advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898/1969), criador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan.

Desde 2008, o objetivo da Diretoria de Preservação Cultural da Fundarpe, através da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, foi o de potencializar parcerias com outras instituições voltadas à preservação cultural, consolidando ações conjuntas com os municípios das 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado no compartilhamento de informações técnicas, abrindo o debate sobre projetos de preservação cultural em andamento e incrementando o número de alunos da Rede Estadual a participarem de educação patrimonial.

Realizada no Teatro Arraial, a I Semana do Patrimônio teve como tema “Debatendo o Patrimônio Cultural de Pernambuco”. Integrou a programação também uma visita guiada ao Museu do Estado de Pernambuco – MEPE, com foco na valorização do patrimônio.

Em 2009, na II Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, além da realização de seminário e oficinas, aconteceram também visitas aos museus e espaços culturais da Fundarpe. Aproximadamente 480 alunos de escolas públicas estaduais dos municípios de Gravatá, Bezerros e Caruaru participaram da programação, acompanhados por guias, e tiveram a oportunidade de conversa com o Patrimônio Vivo J. Borges, em Bezerros.

Em 2010, a III Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco aconteceu no Iphan e no Museu do Estado – MEPE. A parceria com o Ministério Público de Pernambuco possibilitou a realização da palestra “Atuação do Ministério Público na defesa do Patrimônio Cultural”, proferida pelo Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda, Promotor de Justiça de Minas Gerais.

A 4ª edição da Semana do Patrimônio, em 2011, reuniu, em toda a sua programação, 810 participantes. Durante a abertura, no Teatro Arraial, foi realizada uma Escuta Setorial de Patrimônio e a eleição da Comissão Setorial. Fizeram parte da programação,  exibição de filmes sobre patrimônio no cinema São Luiz, oficinas de gestão, exposições e apresentações culturais na Casa da Cultura. Uma novidade foi a Trupe do Patrimônio, grupo de teatro de rua que se apresentou no anfiteatro da Casa da Cultura, para alunos de escolas públicas estaduais. O tema do seminário desta edição foi “Patrimônio Cultural e Desenvolvimento Sustentável: paradoxos e desafios contemporâneos”.

Em 2012, em comemoração ao quinto ano do evento, formalizamos uma parceria com a Prefeitura Municipal de Olinda para execução e expansão do projeto. Celebramos juntos os 30 anos da inscrição do Sítio Histórico na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Com o tema “Patrimônio Cotidiano”, a V Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco focalizou o dia a dia das cidades patrimônio, tendo a atenção voltada para a realidade local, suas relações sociais e práticas socioculturais, e seus múltiplos usos e sentidos atribuídos pelos seus moradores. Foram realizadas mostras, seminários, palestras, oficinas e trilhas, com a participação de alunos das escolas públicas municipais pelas ruas e ladeiras do Sítio Histórico.

Em 2013, quando foram comemorados os 40 anos de atuação da Fundarpe, um contexto reflexivo se impôs à programação da VI Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.  Além do aspecto celebrativo, um componente avaliativo foi exigido no sentido de apreender e considerar os caminhos, descaminhos e desafios lançados a um órgão preservacionista ao longo de sua história. Sob o tema “Patrimônio Cultural e Políticas Públicas: (Des)envolvimento e desafios”, a semana foi uma convocação ao debate e à construção de novas diretrizes para a preservação cultural do Estado. Por sugestão da Comissão Setorial de Patrimônio, as parcerias foram ampliadas através da realização do I Encontro Patrimônios em Diálogo na Academia na UFPE e de ações educativas na Casa do Patrimônio do Iphan, em Recife e Igarassu. Aconteceram riquíssimas mesas redondas, encontros, exposições, lançamento de livros, ações educativas, celebrações e seminário reunindo cerca de 750 participantes.

Ao longo das suas edições, a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco tem se constituído num momento oportuno de aprofundamento e discussão sobre como o patrimônio cultural é integrado e se integra ao cotidiano das pessoas, das cidades e de suas paisagens. Momento fértil de redescobertas, de apropriações e de reapropriações do sentimento de pertencimento de ser cidadão do mundo.

2014 – “Patrimônio Cultural: limites, caminhos e inovações”. Com esse tema foi aberta a VII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, realizada de 17 a 22 de agosto de 2014. As parcerias se ampliaram e a VII edição do evento aconteceu também nos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Caruaru, simultaneamente. Em Olinda, gestores e técnicos organizaram um seminário para discutir a arte urbana e o patrimônio. As Rodas de Diálogo exploraram as questões do patrimônio cultural e gênero. Lula Vassoureiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco, ministrou uma oficina de máscaras para 40 alunos da Rede Pública Estadual. Vale destacar, dentro da programação da VII Semana, as exposições: “Materiais Construtivos e Ferramentas Tradicionais”, na sala de exposição do Centro de Artesanato de Pernambuco; “Exposição Pernambuco Vivo” e “Acessibilidade e Educação Patrimonial nos Patrimônios de Pernambuco”, na Torre Malakoff. Aproximadamente 1.670 pessoas foram contabilizadas.

2015 – A VIII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco foi aberta no dia 17 de agosto, no Teatro Santa Isabel, com solenidade presidida pelo Governador do Estado de Pernambuco, Sr. Paulo Câmara. A plateia lotada foi saudada pelos Patrimônios Vivos e Mestres do Frevo: Duda, Ademir e Nunes. Logo depois foi lançado o Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco 2015, pelo Governador do Estado. Também fizeram parte da programação de abertura as palestras: “Práticas sustentáveis e territórios de sociabilidades”, proferida pela Profª. Drª. em Arquitetura e Urbanismo, Márcia Sant’ Anna – UFBA e “Projetos de qualificação de espaços públicos: além da modernidade líquida”, pelo Prof. Dr. em Arquitetura e Urbanismo Bruno Padovano – USP.

Com o tema: “Práticas sustentáveis e territórios de sociabilidades”, a VIII Semana do Patrimônio contou com a participação de representantes dos municípios de Brejo da Madre de Deus, Caruaru, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes, Paudalho, Recife e Olinda. Com base nos quatro eixos norteadores da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco – Brincar, Experimentar, Interpretar e Pensar buscou-se contribuir para o debate em torno da preservação do patrimônio cultural a partir das práticas reconhecidas como sustentáveis desenvolvidas nos sete municípios envolvidos.

Em 2015, cerca de 3.200 pessoas participaram da VIII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco. A significativa ampliação das parcerias e municípios envolvidos durante a oitava edição estimulou a criação de uma publicação que reunisse todo o conteúdo fomentado. Assim, nasceu à publicação eletrônica – Aurora 463 – Revista da Semana do Patrimônio, que tem como título o endereço da sede da Fundarpe. A edição foi elaborada pelos técnicos da Gerência de Preservação Cultural, palestrantes convidados e antigos colaboradores: fazedores de cultura que labutam na árdua tarefa de manter erguido o patrimônio cultural de nosso Estado.