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PATRIMÔNIO CULTURAL

Maestro Duda

Cidade: Recife
Atividade/expressão cultural: maestro
Ano de registro patrimônio vivo: 2010

Pri Buhr/Secult-PE

O seu nome de batismo é José Ursicino da Silva. Contudo, no mundo do frevo é conhecido como Maestro Duda. Filho da terra de músicos, Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, nasceu em 23 de dezembro de 1935. Aos oito anos, começou a estudar música, aos dez, já era integrante da Banda Saboeira e logo escreveu sua primeira composição, o frevo “Furacão”.

Regente, compositor, arranjador e instrumentista, Maestro Duda é referência no cenário cultural do frevo. Chegou a tocar Oboé na Orquestra Sinfônica do Recife e formou várias bandas de frevo, tendo a carreira repleta de sucessos, como “Nino, o pernambuquinho”. Para teatro, musicou “Um Americano no Recife”, com direção de Graça Melo, e outras peças dirigidas por Lúcio Mauro e Wilson Valença. Foi chefe do Departamento de Música da TV Jornal do Comércio e trabalhou na TV Bandeirantes, em São Paulo. Em 1970, voltou para o Recife, tornando a integrar a Orquestra Sinfônica e passando a atuar como professor-arranjador do Conservatório Pernambucano de Música.

Compositor de diversos frevos, choros e sambas gravados por Jamelão, músicas para Quinteto de Sopros e Quinteto de Metais, banda e orquestra, recebeu o prêmio de melhor arranjo de música popular brasileira em 1980, em concurso promovido pela Globo, Shell e Associação Brasileira de Produtores de Discos. Reconhecida sua excelência cultural, foi eleito como Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco em 2010, e homenageado pelo Carnaval do Recife em 2011.

Confira abaixo o vídeo ‘Frevo não é para ouvir sentado’, produzido pelo Jornal do Commercio, com incentivo do Governo de Pernambuco, que documenta um pouco sobre a vida do Maestro Duda, na série ‘Pernambuco Vivo’.