<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; bruno souza</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/bruno-souza/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 19:59:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Mergulho nas ondas do mar de Lia de Itamaracá: biografia revela facetas desconhecidas da cirandeira</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/mergulho-nas-ondas-do-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/mergulho-nas-ondas-do-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 15:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
		<category><![CDATA[cepe editora]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[lia de itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[michelle de assumpção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=77015</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Ainda que de longe, acompanhei o processo de apuração/escrita da biografia Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular, que a jornalista Michelle de Assumpção lança oficialmente nesta quinta-feira (14), numa live especial com o editor Diogo Guedes. O bate-papo virtual será transmitido pelo perfil do Instragram da Companhia Editora de Pernambuco, @cepeeditora, a partir [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_77031" aria-labelledby="figcaption_attachment_77031" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Alfeu Tavares/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-5-ALCEU-TAVARES.jpg"><img class="size-medium wp-image-77031" alt="Alfeu Tavares/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-5-ALCEU-TAVARES-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Além da história de Lia de Itamaracá, a biografia apresenta um ensaio fotográfico da cirandeira, clicado por vários fotógrafos pernambucanos, em momentos distintos da carreia da artista</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Ainda que de longe, acompanhei o processo de apuração/escrita da biografia <em><a href="http://editora.cepe.com.br/livro/lia-de-itamaraca--nas-rodas-da-cultura-popular-" target="_blank"><strong>Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular</strong></a></em>, que a jornalista <a href="https://www.instagram.com/mi.assumpcao/" target="_blank"><strong>Michelle de Assumpção</strong></a> lança oficialmente nesta quinta-feira (14), numa<em> live</em> especial com o editor <strong><a href="https://www.facebook.com/diogo.guedes.961" target="_blank">Diogo Guedes</a></strong>. O bate-papo virtual será transmitido pelo perfil do Instragram da Companhia Editora de Pernambuco, <a href="https://www.instagram.com/cepeeditora/" target="_blank"><strong>@cepeeditora</strong></a>, a partir das 17h30. Parceiro de bancada na Assessoria de Comunicação da Secult-PE/Fundarpe (e de incontáveis <em>happy hours</em>, no Bar Central), a autora, vez por outra, chegava à nossa sala contando algum fato curioso sobre a mais célebre cirandeira pernambucana, da qual sentia um orgulho imenso de biografar.</p>
<p>Um deles, porém, me deixou surpreendido. Não tanto pelo fato em si, mas, sim, por ir de encontro à magnitude de <a href="https://www.instagram.com/liadeitamaracaoficial/" target="_blank"><strong>Lia de Itamaracá</strong></a>, que, além de ser uma artista extraordinária, é extremamente carismática e desinibida nos palcos. Ao relato: <em>&#8220;Lia é tímida. Para bular essa timidez e conquistar de vez sua confiança, resolvi me aproximar dela nos shows e nas inúmeras aparições públicas que ela faz. Numa dessas apresentações que acompanhei para observá-la e tentar extrair mais informações dela e das pessoas de seu entorno, quando cheguei ao camarim, ela já estava vestida para entrar no palco. Só que, mesmo pronta, Lia teve vontade de ir ao banheiro e, como naquele momento só havia homens no camarim, me dispus a ajudá-la. Mesmo envergonhada, ela topou. A partir desse episódio e de uma sucessão de conversas que tivemos na sua casa, lá na Ilha de Itamaracá, a cumplicidade feminina nos uniu e, aos poucos, fui descobrindo as várias facetas de sua personalidade&#8221;</em>, disse-me a autora entre um gole e outro do nosso habitual cafezinho matinal.</p>
<div id="attachment_77051" aria-labelledby="figcaption_attachment_77051" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">André Zahar/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/MICHELLE-DE-ASSUMPÇÃO-5-FOTO-ANDRE-ZAHAR.jpg"><img class="size-medium wp-image-77051" alt="André Zahar/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/MICHELLE-DE-ASSUMPÇÃO-5-FOTO-ANDRE-ZAHAR-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A biografia marca também a estreia da jornalista Michelle de Assumpção na literatura</p></div>
<p>O resultado dessa aproximação está nas 216 páginas do livro editado brilhantemente pela Cepe, dentro da coleção <a href="http://editora.cepe.com.br/catalogo/biografias-e-perfis" target="_blank"><strong>Perfis</strong></a>, e que é um verdadeiro mergulho nas ondas do mar vivido, cantado e celebrado por Lia de Itamaracá. De sua infância simples à beira-mar nas praias de Jaguaribe e do Pilar, na Ilha de Itamaracá, aos títulos de Patrimônio Vivo e Doutora <em>Honoris Causa</em> (UFPE), a obra desvenda a história da pernambucana Maria Madalena Correia do Nascimento, mulher negra, merendeira e artista incansável da ciranda, que, aos 76 anos, segue encantando uma legião de fãs e admiradores nos palcos por onde pisa mundo a fora ou nas telas de cinema, já que vira-mexe é convocada para atuar em produções cinematográficas, como a participação que fez recentemente no longa &#8220;Bacurau&#8221;, dirigido pelos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.</p>
<div id="attachment_77048" aria-labelledby="figcaption_attachment_77048" class="wp-caption img-width-324 alignright" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Capa-Lia-de-Itamaraca.jpg"><img class="size-medium wp-image-77048 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Capa-Lia-de-Itamaraca-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O livro integra a coleção Perfis da Cepe que apresenta a história de personagens pernambucanas célebres</p></div>
<p>Tudo isso é narrado sob o olhar atento e sensível de Michelle de Assumpção, repórter que, além de pertencer a uma família de artistas (ela é filha do compositor <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/carnaval/75-anos-de-j-michiles-em-ritmo-de-frevo/" target="_blank"><strong>J. Michiles</strong></a>), sempre priorizou, em suas pautas nos principais cadernos de cultura de Pernambuco, ampliar os espaços e vozes de artistas e grupos de cultura popular, historicamente invisibilizados pela imprensa tradicional.</p>
<p>Recentemente, pudemos trocar uma ideia (à distância) sobre o livro, que marca também sua estreia na literatura, e aprofundar algumas questões presentes nos 19 capítulos da obra, que já está à venda no site da Cepe: <strong><a href="http://editora.cepe.com.br/livro/lia-de-itamaraca--nas-rodas-da-cultura-popular-">editora.cepe.com.br</a></strong>. Confira abaixo a entrevista na íntegra:</p>
<p><strong>1- Advinda de uma família de artistas, você deve manter uma relação tácita e extremamente afetiva com a arte e a cultura popular pernambucana. Dentro de suas memórias mais tenras, há algum registro do seu primeiro contato com Lia de Itamaracá e suas célebres cirandas?</strong></p>
<p><em>Sim, e é uma memória inesquecível: eu estava numa roda, no meio de várias outras rodas, formada por jovens roqueiros da classe média recifense. A roda era de ciranda! O ano era 1998. E eu era repórter do Diario de Pernambuco e havia sido escalada para fazer a cobertura daquela noite do festival Abril Pro Rock (APR). Cheguei mais cedo, só para entrevistar Lia, escalada para uma das primeiras atrações da noite. Uma cirandeira num festival de rock, apesar de parecer inusitado, e é, para nós que vivíamos os anos 90 no Recife, era muito natural. O Manguebeat havia descortinado nossos artistas populares! Um ano antes, Selma do Coco, estourada com a música &#8220;A Rolinha&#8221;, havia tocado já no APR. Naquele ano, seria a vez de Lia. Eu me lembro da entrevista e depois da ciranda que dancei junto com o público, impactada com Lia, e todo significado de sua presença naquele momento. </em></p>
<p><strong>2- Como surgiu o convite para escrever a biografia? Por se tratar de uma perfilada com quase 80 anos de vida (e dona de uma trajetória artística internacionalmente reconhecida), quais foram os desafios que você encontrou para contar essa história? De que maneira o livro se estrutura? Fala um pouco do processo de apuração/escrita da obra.</strong></p>
<p><em>Fui convidada pela Cepe no final de 2018. A pesquisa começou no início de 2019, precisamente no dia 12 de janeiro, aniversário de Lia, quando houve uma grande festa em Itamaracá, em sua homenagem. Voltei mais algumas vezes à ilha, enquanto também apurava em jornais antigos, entrevistas com outros personagens, e outros documentos. Fui elaborando uma grande reportagem sobre Lia, da qual não poderia desvincular da própria história da ciranda em Pernambuco. Um bem cultural que se desenvolve a partir da tutela do Estado, que é o principal fomentador das políticas de proteção e de incentivo aos artistas deste gênero. Não tinha como contar a história da artista sem passar por essa construção toda, que envolve o próprio gênero, os mestres que vieram antes dela, como Baracho e Dona Duda, passando por movimentos culturais que impulsionaram sua trajetória &#8211; como o Manguebeat &#8211; e até mesmo a cena atual, viva e pulsante da ciranda em Pernambuco. Lia perpassa todos esses tempos e espaços, numa trajetória ascendente que rompe as barreiras e os limites que foram sendo colocados. Porque ela leva consigo a ciranda &#8211; uma cultura que acadêmicos e gestores públicos abraçam como uma tradição a ser salvaguardada. Mas segue ignorando as limitações das políticas públicas de fomento, para se inserir, com sucesso, numa lógica que não é só da tradição, mas sobretudo do mercado. Resumindo, é essa a história que eu conto. </em></p>
<p><strong>3- Logo no começo do livro, você conta algumas das aventuras da sua biografada ainda criança pelas praias de Jaguaribe e do Pilar, na Ilha de Itamaracá. Apesar da simplicidade e do parco dinheiro, dá para perceber nas entrelinhas da obra que Lia de Itamaracá sempre manteve-se altiva e perseverante, diante das intempéries que atravessaram sua vida. Num momento que se debate tanto o conceito de &#8220;lugar de fala&#8221; e construção de novas narrativas, a partir da visibilidade de histórias que, por muitas vezes, são silenciadas, a intenção do livro é retratar essa outra face de Lia de Itamaracá, mulher aguerrida que, a despeito de tudo e todos, ganhou os palcos do mundo?</strong></p>
<p><em>Prefiro dizer que o livro traz narrativas da história de Lia. Porque elas foram escritas por mim, a partir do meu olhar, e desse recorte que resolvi fazer. Por mais que eu tenha tentado dar um mergulho profundo em sua vida, sua história mais verdadeira é só sua. Envolve sentimentos, memórias, amores passados… Escrevi, sim, fatos mais íntimos, questões familiares, domésticas, porque o leitor de uma biografia está interessado em tudo que envolveu a construção da pessoa que ele admira. E, talvez, alguns desses fatos expliquem a artista que Lia se tornou. Se ela se impõe artisticamente, isso tem relação direta com os fatos que se sucederam em sua vida. Acho que só poderíamos falar de uma “nova narrativa”, se a própria Lia escrevesse. Aliás, ela tem feito cada vez mais isso: se apropriou de sua própria história, e a conta, do seu jeito, por onde passa, se assim for convidada. Queremos fazer um lançamento com ela, quando pudermos voltar a ter uma vida social. Se o livro contribuir para que Lia ganhe mais força e espaço para ter sua própria voz, ele terá cumprido também uma função mais importante.</em></p>
<p><strong>4- Uma das responsabilidades que você toma para si, na biografia, é desvendar a verdadeira autoria da disputadíssima canção &#8220;Essa ciranda quem me deu foi Lia&#8221;. Dando voz a vários personagens (um dos pilares do bom jornalismo), é possível notar que você conseguiu conciliar todas as versões contadas sobre a origem da música à inegável notoriedade que seus versos deram à carreira de Lia de Itamaracá. Como mexer em algo tão espinhoso, sem magoar ou descreditar narrativas que estavam cristalizadas há tantos anos?</strong></p>
<p><em>Não tem como começar a contar sobre a vida artística de Lia sem passar por esta canção. O fato é que, quando Lia faz sua estreia profissional (no Festival da Ciranda, em 1974, no Pátio de São Pedro) ela chega rompendo alguns paradigmas. Primeiro, é uma mulher. Praticamente só existiam &#8220;cirandeiros&#8221;, &#8220;mestres&#8221;, homens. Segundo: ela já é famosa. Não por conta de trabalhos feitos anteriormente, mas por conta de uma música que estourou em todo Brasil e até hoje é até hoje um hino da ciranda na Estado: “Essa ciranda quem me deu foi Lia”, que é gravada quase dez anos antes, por Teca Calazans, e depois pelo próprio Baracho. Nesta época, Lia ainda não havia começado sua trajetória na ciranda. Enfim, meu cuidado nessa questão da autoria da canção foi apenas de me ater aos fatos, contados pela própria Lia, Teca Calazans e outros que entrevistei, e às datas em que eles aconteceram.  </em></p>
<p><strong>5- Outra característica marcante da biografia é o paralelo que você traça entre a vida de Lia de Itamaracá, a ciranda (e sua valorização ao longo dos anos) e outras manifestações da cultura popular, como, por exemplo, o coco, o fandango, o reisado e o pastoril. Que pontos de intersecção você encontrou nessas manifestações culturais e a própria trajetória artística de Lia?<br />
</strong></p>
<p><em>O pastoril e o fandango foram as primeiras manifestações que chegaram à Ilha de Itamaracá e que estão na lembrança de Lia como o primeiro contato com a arte, com a música. O coco de roda, segundo nos conta Dona Duda, era dança de pescador, onde não cabia entrar criança. Daí, ela começa a usar os instrumentos dos batedores de coco para formar rodas com as crianças, na Praia do Janga (Paulista). Dali, a ciranda de Dona Duda cresce e vira um fenômeno turístico. É no local que acontece o primeiro e o segundo Festival de Ciranda que, com o sucesso que alcança, é transferido pela Prefeitura do Recife para o Pátio de São Pedro. É na quarta edição deste concurso que Lia faz sua estreia, ganhando o primeiro lugar. O evento reunia cirandeiros de todo Estado. Mestres que antes tinham maracatu e coco, passaram a fazer ciranda por conta do concurso. Então, sim, as brincadeiras populares estão umas ligadas às outras, pelos saberes e fazeres de seus próprios brincantes. Por isso, o livro se chama &#8220;Lia de Itamaracá, nas Rodas da Cultura Popular&#8221;, pois com a história de Lia tento alinhavar a história da própria ciranda no Estado.</em></p>
<div id="attachment_77050" aria-labelledby="figcaption_attachment_77050" class="wp-caption img-width-389 alignright" style="width: 389px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/lia-de-itamaraca-sonia-braga-cena-filme-bacurau.jpg"><img class=" wp-image-77050  " alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/lia-de-itamaraca-sonia-braga-cena-filme-bacurau-486x486.jpg" width="389" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá e a atriz Sônia Braga, durante a gravação do filme &#8220;Bacurau&#8221;</p></div>
<p><strong>6- Tendo trabalhado durante tantos anos como repórter dos principais cadernos de cultura do Estado, <em>Caderno C</em> (Jornal do Commercio) e <em>Viver</em> (Diario de Pernambuco), e, por conseguinte, na assessoria de comunicação da Secult-PE/Fundarpe, você deve ter acompanhado de perto a evolução/construção das principais políticas públicas implementadas na área da gestão cultural nos últimos anos. De que maneira esse conjunto de leis e dispositivos legais serviram para assegurar a preservação/difusão dos saberes/conhecimentos dos grandes mestres da cultura popular e, consequentemente, a participação desses artistas nas principais festas, ciclos e ações do nosso calendário cultural?</strong></p>
<p><em>As políticas de preservação do patrimônio cultural em Pernambuco são referência em todo país. O Estado tem hoje nove bens culturais inscritos como Patrimônios Imateriais do Brasil. Entre eles, os maracatus (baque solto e baque virado), o frevo, o cavalo-marinho, o caboclinho. A ciranda está no processo de receber essa titulação também. Além disso, o Estado também fomenta um conjunto de políticas que envolve prêmios, participação dos mestres, mestras e grupos de cultura popular em festivais, ciclos festivos, além da titulação do Patrimônio Vivo, capacitações, e outras iniciativas. Lia de Itamaracá, que foi titulada Patrimônio Vivo de Pernambuco desde o primeiro edital do prêmio, em 2005, teve sua carreira artística, em diversos momentos, beneficiada pelas políticas públicas de cultura. E Lia dá um exemplo que pode servir para outros artistas e grupos, independente da manifestação que eles representam. Ela constrói sua carreira a partir da transformação do bem cultural que representa, a ciranda, em um produto. As políticas públicas, ao meu ver, podem proporcionar aos artistas esta “virada de chave”: conscientizar os fazedores de cultura da importância e do valor da sua manifestação e, a partir dessa tomada de consciência, eles próprios salvaguadarem o bem cultural que são detentores.</em></p>
<p><strong>7- Voltando à biografia, um dos fatos mais curiosos que você relata no livro é o encontro de Lia de Itamaracá com o Manguebeat, movimento que, desde os anos 90, mudou radicalmente nosso olhar sobre a cultura popular. Apesar de bastante conhecida, você relata que a cirandeira havia caído no ostracismo e que, graças ao encontro com o produtor (e fiel escudeiro) Beto Hees e ao show realizado no Festival do Abril Pro Rock, em 1998, ela viu sua carreira ressurgir. O que há na obra de Lia de Itamaracá que estabelece diálogo/conexões com públicos e universos tão distintos?</strong></p>
<p><em>Acredito que seja a noção de pertencimento do lugar de onde veio, Itamaracá, sua ilha, sua praia. Ser tão desta localidade, cantar daquela forma única, com aquela voz que só ela tem, a vida dos pescadores, dos amores que o mar leva, ou traz, tratar de situações tão do seu território, faz ela ser universal e poder então dialogar com outros que são universais, pelos mesmos motivos. O fato de ela nunca ter deixado a ilha, e estar indo cada vez mais longe em suas andanças, é uma prova disso.</em></p>
<p><strong>8- Você credita essa universalidade à incursão de Lia de Itamaracá no cinema, por exemplo?</strong></p>
<p><em>É o contrário. O cinema quis Lia justamente por conta da universalidade que ela carrega. Ela carrega Itamaracá, Pernambuco, mas traz também a África. No rosto e na voz de Lia, enxergamos continentes, enxergamos a história de muitas mulheres fortes, firmes, vencedoras.</em></p>
<div id="attachment_77049" aria-labelledby="figcaption_attachment_77049" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-19-JAN-RIBEIRO-DOUTORA-HONORIS-CAUSA-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-77049" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-19-JAN-RIBEIRO-DOUTORA-HONORIS-CAUSA-1-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá na cerimônia que lhe outorgou o título de Doutora Honoris Causa pela UFPE. O evento aconteceu em agosto de 2019, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções)</p></div>
<p><strong>9- No livro, você dedica dois capítulos inteiros a dois momentos-chaves da carreira de Lia de Itamaracá: a conquista dos títulos de Patrimônio Vivo do Estado, em 2005, e de Doutora Honoris Causa, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2019. Esse reconhecimento, com toda certeza, catapultou sua trajetória artística a outro patamar e fez com o que sua arte circulasse por outros espaços. É possível afirmar que esses títulos conquistados por ela credenciam/abrem espaço para outros artistas da cultura popular?<br />
</strong></p>
<p><em>Acredito que sim. Por muitos anos, a academia ignorou completamente os saberes e fazeres populares. Parece que isso está sendo revisto. Isso sim, é um grande passo para a construção de novas narrativas, </em><em>como você falou no início. Temos muito o que aprender sobre o nosso território e a nossa identidade, a partir da sabedoria dos nossos mestres e mestras populares. Teríamos uma grande revolução na Educação e na Cultura do país se, desde muito cedo, os estudantes por exemplo tivessem acesso aos ensinamentos que podem ser apreendidos das brincadeiras populares.</em></p>
<p><strong>10- Em vários momentos do livro, você ressalta a timidez de Lia de Itamaracá, como traço marcante de sua personalidade. O que mais você descobriu na vida de Maria Madalena Correia do Nascimento que não sobressai à figura mítica de Lia de Itamaracá dos palcos?</strong></p>
<p><em>Lia é uma das mulheres mais simples que já conheci. Direta, de intuição muito aguçada, e que não consegue fingir simpatia. Se ela abrir o sorriso, é porque gostou e se sentiu feliz. Gosta mesmo é de suas amizades na ilha, andar naquela areia, de camisa, bermuda e chinelo, e cumprimentar todos os conhecidos que passam. Sentar no bar de Dona Rosa, pedir uma água de coco e jogar conversa fora. Depois disso, o que lhe agrada mais é arrumar as malas para viajar quando tem show fora. Começa uma semana antes e fica na ansiedade até chegar o dia. O palco é o seu templo, e ela o domina sem precisar de ninguém. A banda que corra atrás, porque ela canta o que quer, de acordo com o que sente vindo do público. Essa verdade de Lia é o que de mais encantador existe nela.  </em></p>
<p><strong>11- Como as pessoas podem encontrar o livro? Além da live na quinta-feira (14), no perfil do Instagram da Cepe, <a href="https://www.instagram.com/cepeeditora/" target="_blank"><strong>@cepeeditora</strong></a>, vocês preveem outro evento de lançamento, pós-pandemia?</strong></p>
<p><em>O livro já está à venda na <a href="http://editora.cepe.com.br/livro/lia-de-itamaraca--nas-rodas-da-cultura-popular-" target="_blank"><strong>estante virtual</strong></a> da Cepe e estará em todas as lojas físicas da editora, assim que acabar o isolamento social. Também está previsto um lançamento presencial, com a participação da cirandeira, e uma boa roda de ciranda ao final. Espero que seja em breve.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/mergulho-nas-ondas-do-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cultura.PE Indica: professores de literatura da UFPE elegem livros para quarentena</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/cultura-pe-indica-professores-de-literatura-da-ufpe-elegem-livros-para-quarentena/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/cultura-pe-indica-professores-de-literatura-da-ufpe-elegem-livros-para-quarentena/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 16:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[cultura.pe indica]]></category>
		<category><![CDATA[deriva]]></category>
		<category><![CDATA[Derivações e Representações Interartísticas de Vozes do Atlântico]]></category>
		<category><![CDATA[felipe aguiar]]></category>
		<category><![CDATA[paulo braz]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[raira maia]]></category>
		<category><![CDATA[UFPE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=76651</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Nunca se falou tanto em arte, cultura e educação, como nestes últimos dias de quarentena. A explosão de lives com shows diários, aulas à distância, download gratuito de e-books e lançamentos de filmes, séries e discos em plataformas on demand (Netflix, Amazon, Spotify, Deezer, etc.) indica que, para além da mera distração, o conhecimento, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_76715" aria-labelledby="figcaption_attachment_76715" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Arte/Adeildo Leite</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/série-cultura-pe-capa-home-o-que-anda-lendo-arte-adeildo-leite.jpeg"><img class="size-medium wp-image-76715" alt="Arte/Adeildo Leite" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/série-cultura-pe-capa-home-o-que-anda-lendo-arte-adeildo-leite-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Na estreia da série <strong>Cultura.PE Indica</strong>, os professores de literatura da UFPE foram convidados para mostrar o que andam lendo neste período da quarentena</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Nunca se falou tanto em arte, cultura e educação, como nestes últimos dias de quarentena. A explosão de <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/musica/quarta-edicao-do-palco-em-casa-homenageia-moraes-moreira/" target="_blank"><strong><em>lives</em> com shows diários</strong></a>, <a href="http://www.educacao.pe.gov.br/portal/?pag=1&amp;cat=37&amp;art=5590" target="_blank"><strong>aulas à distância</strong></a>, <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/literatura/cepe-editora-libera-novos-e-books-para-download-gratuito/" target="_blank"><strong><em>download</em> gratuito de <em>e-books</em></strong></a> e lançamentos de <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/audiovisual/cinema-de-qualidade-que-faz-pensar-e-tambem-relaxar-na-sala-de-casa/" target="_blank"><strong>filmes</strong></a>, séries e <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/funcultura/funcultura-da-musica-incentivou-nos-ultimos-anos-mais-de-40-discos-de-artistas-pernambucanos/" target="_blank"><strong>discos</strong></a> em <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/funcultura/alexandre-revoredo-lanca-novo-disco-nas-plataformas-digitais/" target="_blank"><strong>plataformas <em>on demand</em></strong></a> (<em>Netflix</em>, <em>Amazon</em>, <em>Spotify</em>, <em>Deezer</em>, etc.) indica que, para além da mera distração, o conhecimento, a informação e, consequentemente, a fruição estética dessas obras são as melhores ferramentas para combater a ignorância e manter-se mentalmente sadio neste momento de isolamento social.</p>
<p>Pensando nisso, o <strong>Portal Cultura.PE</strong> arregimentou um time de professores e jornalistas que vão mostrar ao longo dos próximos dias, em três blocos, o que andam lendo<strong> (livros)</strong>, ouvindo<strong> (discos/coletâneas musicais)</strong> e <strong>vendo</strong> (filmes/séries) nesse período de quarentena. Trata-se da série <strong>Cultura.PE Indica</strong>, um projeto colaborativo que tem como intuito dar visibilidade a obras e artistas das mais diversas esferas culturais e linguagens artísticas.</p>
<p>Para a estreia da série, convidamos os professores de literatura do <strong>Grupo de Pesquisa D.E.R.I.V.A.</strong> (Derivações e Representações Interartísticas de Vozes do Atlântico), vinculado ao Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para que eles, numa espécie de curadoria coletiva, indicassem obras para ocupar o nosso (inevitável) tempo livre e, mais do que isso, apontassem novos caminhos de leitura para enriquecer o nosso repertório. Da poesia de Celina de Holanda (PE) aos contos de Ondjaki (Angola), os livros apresentam uma multiplicidade de olhares e gêneros literários. Confira:</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-professor-fabio-livro-viagens-gerais-autoria-celina-de-holanda-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-76716 aligncenter" alt="Arte/Adeildo Leite" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-professor-fabio-livro-viagens-gerais-autoria-celina-de-holanda-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><em>&#8220;A descoberta da poesia de Celina de Holanda para mim foi um achado. Para quem gosta de poesia de qualidade rara, conjugando densidade e brevidade, poesia concentrada e certeira, que fala ao coração e à cabeça. O sentimento, as imagens da terra e a meditação existencial encontram nesse olhar, atento ao mundo e à vida interior, um espaço de grande surpresa e prazer, numa bela e cuidada edição da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), como esta de <strong><a href="http://editora.cepe.com.br/livro/viagens-gerais" target="_blank">Viagens Gerais</a></strong>&#8220;</em>, professor <strong><a href="http://lattes.cnpq.br/0140051673649772" target="_blank">Fábio Andrade</a> </strong>(UFPE).</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-profesor-Tiago-Hermano-Breunig-livro-A-súbita-insistência-das-coisas-autoria-julya-vasconcelos-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-76720 aligncenter" alt="Arte/Adeildo Leite" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-profesor-Tiago-Hermano-Breunig-livro-A-súbita-insistência-das-coisas-autoria-julya-vasconcelos-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><em>&#8220;Apropriado para estes dias de confinamento no interior e na intimidade de nossas casas e de nossos corpos, o livro de estreia da poeta recifense Julya Vasconcelos, <a href="http://editoraurutau.com.br/titulo/a-subita-insistencia-das-coisas" target="_blank"><strong>A súbita insistência das coisas</strong></a>, trata da elaboração calculada de uma subjetividade que parece se fundir com as coisas, concretas e abstratas, que persistem insistentemente ao tempo e a constituem. Seus fragmentos revelam a falsa fragilidade de uma mulher que observa o mundo ruir, sem explicação, e permanece ereta, enrijecida na busca de uma linguagem para o que não tem, como a viga que fecha o livro&#8221;</em>, professor <a href="http://lattes.cnpq.br/4555361609634168" target="_blank"><strong>Tiago Hermano Breunig</strong></a> (UFPE).</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-da-professora-raira-mais-livro-os-da-minha-rua-autoria-ondjaki-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-76721 aligncenter" alt="Arte/Adeildo Leite" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-da-professora-raira-mais-livro-os-da-minha-rua-autoria-ondjaki-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><em>&#8220;O livro de contos <a href="http://www.linguageral.com.br/livro/os-da-minha-rua/" target="_blank"><strong>Os da minha rua</strong></a>, do angolano Ondjaki, resgata o olhar infantil para cenas e fatos do cotidiano. Por meio de uma voz narrativa que costura os textos, o autor apresenta um discurso que flerta com a linguagem da poesia, em um texto cheio de sutilezas e imagens que escapam do automatismo dos dias. Quanto a nós, leitores, recebemos a possibilidade de resgate (e escape?) às nossas próprias histórias e memórias da infância potencializadas pela literatura&#8221;</em>, professora <a href="http://lattes.cnpq.br/1209538703147242" target="_blank"><strong>Raíra Maia</strong></a> (UFPE).</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-professor-paulo-braz-livro-a-última-tentação-autoria-Nikos-Kazantzákis-2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-76718 aligncenter" alt="Arte/Adeildo Leite" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-professor-paulo-braz-livro-a-última-tentação-autoria-Nikos-Kazantzákis-2-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><em>&#8220;A dica da vez é em dose dupla: um livro e um filme. Ou melhor, um livro que virou filme. <a href="https://www.grualivros.com.br/catalogo/literatura-estrangeira/ultima-tantacao" target="_blank"><strong>A última tentação</strong></a> (no original, Ο τελευταίος πειρασμός) é aquele clássico do romancista grego Nikos Kazantzákis que reconta a vida de Jesus Cristo segundo uma ótica, por assim dizer, nada convencional. Narrada com um feroz humanismo, que valeu a excomunhão do escritor e a catalogação do livro no Index Librorum Prohibitorum (aquela listinha do Vaticano dos livros proibidos pela Igreja), a conhecida história de Jesus ganha renovado brilho e beleza, sobretudo para aqueles que sabem que o espírito religioso pode (e deve) ser também cheio de fúria e dúvida e paixão. Ah! a dica do filme: <a href="https://filmow.com/a-ultima-tentacao-de-cristo-t4320/" target="_blank"><strong>A última tentação de Cristo</strong></a> (The last temptation of Christ), adaptação do diretor norte-americano Martin Scorcese&#8221;</em>, professor <a href="http://lattes.cnpq.br/4715239872385127" target="_blank"><strong>Paulo Braz</strong></a> (UFPE).</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-professor-felipe-aguiar-livro-mulheres-que-correm-com-o-lobos-autoria-clarissa-pinkola-estés-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-76719 aligncenter" alt="Arte/Adeildo Leite" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/indicação-do-professor-felipe-aguiar-livro-mulheres-que-correm-com-o-lobos-autoria-clarissa-pinkola-estés-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><em>&#8220;<a href="https://www.martinsfontespaulista.com.br/mulheres-que-correm-com-os-lobos-587518.aspx/p" target="_blank"><strong>Mulheres que correm com os lobos</strong></a>, de Clarissa Pincola Estés, é um livro que fala da natureza humana partindo da perspectiva da natureza feminina. Como a história moderna marca séculos de opressão ao feminino, a leitura vale como reconexão com a natureza selvagem suprimida. Em tempos de reclusão, a obra conduz o leitor a uma interiorização necessária e ao conhecimento mais profundo de si mesmo&#8221;</em>, professor <a href="http://lattes.cnpq.br/9786126365281031" target="_blank"><strong>Felipe Aguiar</strong></a> (UFPE/UniSãoMiguel/FOCCA).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/cultura-pe-indica-professores-de-literatura-da-ufpe-elegem-livros-para-quarentena/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema São Luiz exibe sessão especial do filme &#8220;VOLTA, eu te amo!&#8221;</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-sao-luiz-exibe-sessao-especial-do-filme-volta-eu-te-amo/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-sao-luiz-exibe-sessao-especial-do-filme-volta-eu-te-amo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2017 19:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema São Luiz]]></category>
		<category><![CDATA[especial]]></category>
		<category><![CDATA[eu te amo!]]></category>
		<category><![CDATA[exibição]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[VOLTA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=53620</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Finalista do Festival Internacional do Audiovisual 2016, o filme VOLTA, eu te amo! será exibido numa sessão especial no Cinema São Luiz, na próxima segunda-feira (18), às 19h30. Com acesso gratuito e aberta ao público, a sessão contará com a presença dos produtores Aguinaldo Flor, Taciana Sherlock e Fernando Cunha, responsáveis pela película, que conta a história do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53622" aria-labelledby="figcaption_attachment_53622" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fernando Cunha Jr./Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/filme-volta-eu-te-amo-foto-Fernando-Cunha-Jr.jpg"><img class="size-medium wp-image-53622" alt="Fernando Cunha Jr./Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/filme-volta-eu-te-amo-foto-Fernando-Cunha-Jr-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">No filme, história de Daniel e Amanda se mistura aos de outros casais que enfrentam o mesmo dilema de um relacionamento à distância</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Finalista do Festival Internacional do Audiovisual 2016, o filme <em>VOLTA, eu te amo!</em> será exibido numa sessão especial no Cinema São Luiz, na próxima segunda-feira (18), às 19h30. Com acesso gratuito e aberta ao público, a sessão contará com a presença dos produtores Aguinaldo Flor, Taciana Sherlock e Fernando Cunha, responsáveis pela película, que conta a história do casal Daniel (Daniel Dias da Silva), um fotógrafo pernambucano, e Amanda (Marília Davascio), uma fotógrafa carioca, que se encontram em um dilema: levar ou não um relacionamento à distância. <em>&#8220;A história dos dois protagonistas é contada em meio a histórias reais, documentadas por pessoas que vivem ou viveram dilemas semelhantes e com finais emocionantes&#8221;</em>, adianta o diretor Aguinado Flor em entrevista exclusiva ao <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/" target="_blank"><strong>Portal Cultura.PE</strong></a>. Confira abaixo o texto na íntegra:</p>
<div id="attachment_53626" aria-labelledby="figcaption_attachment_53626" class="wp-caption img-width-323 alignright" style="width: 323px"><p class="wp-image-credit alignleft">Dinho Faber/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/aguinaldo-flor-diretor-volta-eu-te-amo.jpg"><img class="size-medium wp-image-53626 " alt="Dinho Faber/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/aguinaldo-flor-diretor-volta-eu-te-amo-323x486.jpg" width="323" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O diretor Aguinaldo Flor</p></div>
<p><strong>1- O filme é um misto de documentário e ficção? Como surgiu a ideia de rodá-lo?</strong><br />
<em>Isso mesmo. Trata-se de um doc-ficção que conta com nove histórias reais de casais que vivem ou viveram relacionamentos à distância. A ideia de produzi-lo surgiu após um curso de formação em documentário, que fiz no Rio de Janeiro. Como trabalho de conclusão, rodamos um documentário com a direção-geral de Ana Rieper e direção coletiva dos alunos, na Cruzada São Sebastião, uma comunidade no Leblon (RJ). Depois desta produção, senti a necessidade de produzir algum documentário independente. Numa noite, sonhei que estava produzindo uma ficção contando a história de um casal de fotógrafos que moravam em cidades diferentes. Uni, então, a ideia de produzir um documentário com o sonho, e roteirizei um doc-ficção, tendo como tema central as relações à distância. Falei desse sonho para o meu sócio, Fernando Cunha Jr., que topou a missão de produzir o &#8216;VOLTA&#8217;, junto com a minha colega de turma de curso, Taciana Sherlock. Formamos uma parceria e, a partir dessa comunhão, o filme foi produzido. Ah, esse mesmo sonho se tornou a primeira cena do &#8216;VOLTA&#8217;.</em></p>
<p><strong>2- Fala um pouco sobre os protagonistas do filme, Daniel e Amanda, interpretados pelos atores Daniel Dias da Silva (CE) e Marília Davascio (PR). Além deles, você comentou anteriormente que há histórias reais de pessoas que enfrentam os mesmos dilemas de um amor longínquo. Como você chegou a essas histórias e como elas se misturam ao enredo?</strong><br />
<em>Daniel, pernambucano, e Amanda, carioca, formam um casal de fotógrafos que se conheceram em um congresso no Rio de Janeiro. Um ano depois de namoro à distância, Daniel pede Amanda em casamento e resolve morar no Rio de Janeiro. Porém, após um período morando juntos, ele consegue um edital em Pernambuco para realizar um projeto de foto-documentário, que sempre quis realizar e nunca teve recursos financeiros para executá-lo. Com seus projetos acadêmicos na capital carioca, ela não pode mudar de cidade, então, ambos decidem morar em cidades separadas. Nesse período de afastamento compulsório, Amanda visita o marido no Recife e deixa de presente um álbum de fotografias com recordações de um dia especial para o casal. E é aí, a partir dessas imagens, que entram os relatos de outros casais. A ideia original era ter no máximo quatro histórias reais para montar um curta-metragem, mas ao fazermos uma postagem no Facebook, sem grandes pretensões, obtivemos um retorno grande, ao ponto de dobrarmos o número de histórias e dizer para outros casais que, em outro momento, o projeto iria retornar para fazer uma segunda temporada de entrevistas.</em></p>
<p><em>Como disse antes, na parte documental, tem nove histórias reais contadas por 15 pessoas que, durante as filmagens, um não assistia o depoimento do seu respectivo parceiro. Dessa forma, temos histórias iguais contadas por pessoas diferentes. Em relação à trama, a estrutura do filme é montada como se fossem atos, cada personagem conta um pedacinho de sua história, como se fosse um capítulo de sua vida: como se conheceram, as dificuldades de se viver à distância, a decisão de casar, de separar, etc. Assim temos uma &#8220;história&#8221; construída por várias outras.</em></p>
<p><strong>3- Mesmo em tempos de relações líquidas, como diria o Zygmunt Bauman, o amor (ou a distância que o permeia) é a mola propulsora da película. Vale ainda investir em histórias românticas no cinema?</strong><br />
<em>Costumo dizer que os grandes conflitos no mundo são ocasionados por não priorizarmos o amor ao próximo. Isso pode soar clichê, mas, mesmo vivendo em clãs, grupos, sociedades, quando não se tem a presença do amor em sua rotina, o indivíduo não se sente completo. &#8216;VOLTA, eu te amo!&#8217;, como documentário, cumpre com seu papel social de mostrar que toda forma de amor vale a pena. São 40 minutos de cenas de carinho, de dor, de ansiedade, de momentos engraçadinhos&#8230; Durante as exibições do filme, ficamos extremamente satisfeitos com a reação das pessoas perguntando se o projeto iria continuar, pois queriam dar seus depoimentos também. Isto é, a nossa experiência comprova que, seja no cinema ou na vida real, vale a pena amar. </em></p>
<p><strong>4- O filme conta com algum edital de incentivo? Quais são os desafios de realizar uma produção independente em nosso país?</strong><br />
<em>O filme é totalmente independente, não conta com edital incentivo ou financiamento coletivo. Todo o recurso financeiro necessário para a produção saiu do bolso dos três produtores do filme (eu, Aguinaldo Flor, Taciana Sherlock e Fernando Cunha). Realizar uma produção independente no Brasil, por si só, é um grande desafio, pois, por mais que você encontre uma equipe que aposte em seu projeto, a produção cinematográfica tem toda uma pós-produção, que necessita de uma dedicação especial para finalizar o filme. Costumo dizer que ser um realizador que não tem uma pegada tão comercial torna tudo ainda mais difícil, mas acredito no cinema de guerrilha.</em></p>
<p><strong>5- Esse é seu primeiro filme? Conta um pouco da sua trajetória no mercado audiovisual.</strong><br />
<em>É o meu primeiro filme independente. Após o &#8216;VOLTA&#8217;, roteirizei e codirigi o curta &#8216;O Som do Surto&#8217;, durante o Festival 72Horas Rio, além de roteirizar e dirigir o curta &#8216;As Cores das Estações&#8217;. Atualmente, tenho desenvolvido uma pesquisa audiovisual relacionada ao processo criativo no teatro. Em 2016, criei a produtora pernambucana <strong>zero8onze</strong>, com foco em produção audiovisual e fotografia. Fora isso, estou cheio de projetos: coproduzindo, junto à Ponto de Equilíbrio, um documentário sobre a história do ator Paulo César Pereio; produzindo um documentário histórico-religioso; e na fase de pré-produção de um piloto para uma série original, que prefiro manter em segredo por enquanto.</em></p>
<p><strong>6- Como tem sido a receptividade do público com o filme? Há pretensão de inscrevê-lo em festivais?</strong><br />
<em>Nós o exibimos no Festival Internacional do Audiovisual 2016 e fizemos um lançamento no Rio de Janeiro, e o feedback dos espectadores é bastante positivo. Estamos com uma fila de espera de casais aguardando uma nova temporada de entrevistas. A nossa ideia é criarmos uma série do &#8216;VOLTA&#8217;, pois as nove histórias são narrativas redondas e cheias de nuances que, junto aos novos depoimentos que temos em mente para captar, rendem uma segunda temporada. Após, o lançamento no Cinema São Luiz, iremos focar nossos esforços em inscrever nos festivais nacionais e internacionais.</em></p>
<p>Assista o<em> teaser</em> do <em>VOLTA, eu te amo!</em>:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/CHnkuDrtyJE" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Sessão especial do filme &#8220;VOLTA, eu te amo!&#8221;<br />
<strong>Quando:</strong> segunda-feira (18), às 19h30<br />
<strong>Onde:</strong> Cinema São Luiz (Rua da Aurora 175, Boa Vista, Recife – PE)<br />
<strong>Quanto:</strong> Acesso gratuito</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-sao-luiz-exibe-sessao-especial-do-filme-volta-eu-te-amo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Documentário &#8220;Aurora 1964&#8243; faz pré-estreia no Cinema São Luiz</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/documentario-aurora-1964-faz-pre-estreia-no-cinema-sao-luiz/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/documentario-aurora-1964-faz-pre-estreia-no-cinema-sao-luiz/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Aug 2017 18:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aurora 1964]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema São Luiz]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Di Niglio]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[pre-estreia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=53000</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Cineasta de primeira viagem, o italiano Diego Di Niglio lança na próxima segunda-feira (11), às 19h, seu primeiro documentário no Cinema São Luiz. Batizado de &#8220;Aurora 1964&#8243;, o longa, que conta com incentivo do Funcultura, retrata a história de pernambucanos que tiveram a vida atingida pelo regime militar instalado com o Golpe de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53032" aria-labelledby="figcaption_attachment_53032" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-53032" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/aurora1964div-2-di-3-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O longa marca estreia do diretor Diego Di Niglio nas telonas</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Cineasta de primeira viagem, o italiano Diego Di Niglio lança na próxima segunda-feira (11), às 19h, seu primeiro documentário no Cinema São Luiz. Batizado de &#8220;Aurora 1964&#8243;, o longa, que conta com incentivo do Funcultura, retrata a história de pernambucanos que tiveram a vida atingida pelo regime militar instalado com o G<em id="__mceDel">olpe de 1964. &#8221;O longa é um exercício de memória, que constrói pontes entre épocas da história brasileira dos séculos 20 e 21. É um registro sobre vidas recompostas, constituídas por desvios e atravessadas pela imprevisibilidade das dinâmicas políticas do presente e do passado&#8221;</em>, conta Di Niglio.</p>
<p>Segundo o diretor, o documentário é resultado de quatro anos de pesquisa nos arquivos do DOPS-PE e de uma série de investigações e acompanhamento das sessões da Comissão de Memória e Verdade de Pernambuco, bem como das memórias orais e dos acervos particulares de pessoas que vivenciaram esse período e que protagonizam o filme. <em>&#8220;Aurora 1964 foi rodado entre abril de 2015 e dezembro de 2016, entre Recife, Olinda e o antigo Engenho Galileia (Vitória de Santo Antão), sede da primeira Liga Camponesa do Nordeste, local onde foi gravado o célebre documentário Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho&#8221;</em>, lembra o cineasta na entrevista exclusiva que concedeu ao <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/" target="_blank"><strong>Portal Cultura.PE</strong></a>. Logo após a exibição do filme, haverá um debate entre o diretor, o público e os protagonistas do documentário no Cinema São Luiz. O acesso é gratuito.</p>
<p>Confira abaixo a entrevista na íntegra:</p>
<p><strong>1- Qual o ponto de partida do filme? A partir de que elementos históricos/afetivos você construiu o enredo do documentário?</strong><br />
<em>Sou formado em Ciências Políticas pela Universidade Católica de Milão e tenho uma trajetória na cooperação internacional, de mais de 15 anos, em projetos de ONG em área cultural, social, preservação ambiental e de desenvolvimento econômico em Africa, Asia e America Latina. Sempre fui muito sensibilizado pelas dinâmicas dos golpes dos anos 60/70 em America Latina, e me aproximei aos movimentos sociais de luta contra as ditaduras, como Las Madres de Plaza de Mayo e Las Abuelas de Plaza de Mayo na Argentina e, sucessivamente no Brasil, às entidades empenhadas no processo de memória e reparação, contra os crimes atuados pelos repressão dos órgãos estaduais, com leituras, pesquisas e encontros.</em></p>
<p><em>Meu caminho no Brasil, nessa temática, iniciou-se em 2013, através do livro <a href="http://www.justica.gov.br/central-de-conteudo/anistia/anexos/historia-oral-miolo-1.pdf" target="_blank"><strong>Marcas da</strong> </a><strong><a href="http://www.justica.gov.br/central-de-conteudo/anistia/anexos/historia-oral-miolo-1.pdf" target="_blank">Memória: História Oral da Anistia no Brasil</a></strong>, realizado pelas UFPE, UFRS e UFRJ, com apoio da Comissão de Anistia. A partir da leitura dessa obra, entrei em contato com o professor Antônio Montenegro, do departamento de história da UFPE, que me acolheu com muito interesse e disponibilidade, e me apresentou ao historiador Pablo Porfírio, que se tornou um grande parceiro neste caminho. Eles me apresentaram à Comissão de Memória e Verdade de Pernambuco, que também abriu as portas as minhas pesquisas com grande disponibilidade.</em></p>
<div id="attachment_25209" aria-labelledby="figcaption_attachment_25209" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Diego-Di-Niglio-Foto-de-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-25209" alt="Foto: Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Diego-Di-Niglio-Foto-de-Costa-Neto-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Diego Di Niglio tomou o Golpe de 1964 como pano de fundo para o seu primeiro documentário</p></div>
<p><em>A minha ideia inicial foi de um projeto fotográfico, retratando as memórias orais de pessoas envolvidas na luta atingidas pela ditadura, através de encontros com as pessoas (inicialmente, da lista dos entrevistados pelo Marcas da Memória, ampliando para outras que conheci durante esse trajeto), bem uma busca nos arquivos do DOPS de Pernambuco. Entre 2014 e 2016, realizei o <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/funcultura/diego-di-niglio-apresenta-resultado-da-pesquisa-marcas-da-memoria-na-torre-malakoff/" target="_blank"><strong>trabalho fotográfico</strong></a>, com incentivo do Funcultura, em um projeto de pesquisa na área de fotografia, que gerou o blog <a href="https://p14311.org/" target="_blank"><strong>www.p14311.org</strong></a> e que ainda em 2017 será lançado em um fotolivro, sob o titulo P14311, também com a chancela do Funcultura.</em></p>
<p><em>Foi durante essa pesquisa fotográfica que surgiu a ideia do documentário audiovisual &#8220;Aurora 1964&#8243;, pois, à medida que ia fotografando, fui gravando depoimentos dos personagens retratados, a fim de onhecer mais sobre a história deles e estabelecer um diálogo mais profundo, que considero fundamental para gerar uma relação humana entre nós e também para favorecer o processo de criação fotográfica.</em></p>
<p><em>Ao longo desse caminho, foram se envolvendo parceiros da área audiovisual, como o fotógrafo Mateus Sá, o roteirista e diretor Felipe Peres Calheiros, além do historiador Pablo Porfírio e o meu colega de pesquisa Marcelo dos Santos. Desses encontros, nasceu a ideia do documentário &#8220;Aurora 1964&#8243;, como série para TV. Apresentamos o projeto no Funcultura Audiovisual e aprovamos, em 2015, na linha de Desenvolvimento de Produto para TV e, em 2016, como série para televisão. Rodamos entre 2015 e 2016, e, no processo de montagem, conseguimos desdobrá-lo em um longa e uma série televisiva.</em></p>
<p><strong>2- Trata-se de um documentário de memórias, não é isso? Como foi para você, que é estrangeiro, revisitar/reconstruir essas memórias/histórias de um período tão dolorido para o povo brasileiro? Há um silenciamento/apagamento dessa época na nossa história oficial?</strong><br />
<em>Sim, é um documentário de memórias, mas no filme tentamos investigar o passado, contextualizando com a realidade presente, a contemporaneidade dos protagonistas e a atualidade social e política do Brasil de hoje. A intenção do longa é mostrar a história desses personagens integrando suas memórias na dimensão do cotidiano de cada um deles. Fizemos isso para valorizar a realidade de cada um, sem limitar a narração a memória do passado. Vale dizer aqui que a história oral, contada por pessoas que vivenciaram essa época, com suas emoções, seus apagamentos e imprecisões que o tempo naturalmente produz, serve como contraponto da história oficial que sempre objetiva os fatos, mas, na realidade, é também fruto de uma interpretação.</em></p>
<p><em>Nunca idealizamos um documentário historiográfico, pois os fatos já foram amplamente objetos de livros e outros filmes. Porém, pensamos em uma abordagem mais pessoal, baseada nas pessoas, em suas lembranças em um contexto mais contemporâneo. A atualidade da temática e a necessidade de se fazer este trabalho vem de elementos distintos. De um lado, o processo de reparação propriamente dito, operado pelas Comissões de Memória e Verdade a nível nacional e em vários estados do Brasil. De outro, a constatação que a consciência do que se passou entre 1964 e 1985 ainda não está suficientemente presente na consciência da sociedade brasileira (a não ser em algumas camadas dela), pois observamos uma evidente desconhecimento sobre os fatos e a gravidade da violência que foi empregada pelos órgãos repressores do Estado naquela época.</em></p>
<p><strong>3- Como as pessoas entrevistadas reagiram ao reavivamento dessas memórias? Quem são os personagens que participam do documentário?</strong><br />
<em>Em muitos momentos das gravações, as emoções das pessoas em reviver o passado foram bem intensas. E intensas tanto para os entrevistados quanto para nós, da equipe. Para mim, particularmente, foi uma experiência profunda de humanidade, onde pude conhecer de perto as pessoas que se dispuseram em abrir suas histórias para nosso documentário: Jomard Muniz de Britto; Jacyra Bezerra, Jarbas Araújo, Anacleto Julião, Cícero Anastásio da Silva, o Maestro Geraldo Menucci, Maria de Lourdes da Silva, Marcelo Santa Cruz, Zito da Galileia, Nadja Brayner e a Banda Ave Sangria, que assina também a trilha sonora.</em></p>
<p><strong>4- Esse é seu primeiro trabalho na área de cinema? Conta um pouco dessa experiência em rodar um filme pela primeira vez.</strong><br />
<em>O &#8220;Aurora 1964&#8243; é minha primeira experiência na direção de um trabalho audiovisual. Tudo foi um aprendizado. Agradeço infinitamente a todos os parceiros que trabalharam nesta empreitada da elaboração do projeto, a produção, montagem e finalização. Foi um processo de construção coletiva que, mesmo com uma equipe reduzida, garantiu a flexibilidade necessária para as gravações. O desafio maior foi enfrentar cada etapa da construção do filme, se debruçando sobre a linguagem e a estética que tentamos construir, como contar a história e como roteirizar o documentário, em função da abordagem escolhemos ter. Destaco que o Funcultura foi fundamental para a ideia do documentário se tornar realidade, pois ele garantiu o incentivo não só a realização completa do longa, como do projeto de pesquisa fotográfica que foi o passo anterior a ele.</em></p>
<p><strong>5- Após essa pré-estreia no Cinema São Luiz, o filme terá desdobramento? Participará de festivais?</strong><br />
<em>Como comentei anteriormente, o &#8220;Aurora 1964&#8243; tem vários desdobramentos: fotolivro, longa-metragem e série para TV de 4 capítulos (que será também produzida em DVD com legendas em LIBRAS e um kit de propostas de atividades didáticas em 1000 cópias de distribuição gratuita para escolas, universidades, cineclubes, associações). O documentário também está inscrito em vários festivais nacionais e internacionais, mas por enquanto estamos aguardando respostas. A série será lançada na TVPE e, sucessivamente, vamos começar a distribuí-la com outras emissoras nacionais e internacionais.</em></p>
<p>Veja o teaser de &#8220;Aurora 1964&#8243;:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/PdRctmSLOVI" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Pré-estreia do documentário &#8220;Aurora 1964&#8243;<br />
<strong>Quando:</strong> segunda-feira (11), às 19h<br />
<strong>Onde:</strong> Cinema São Luiz (Rua da Aurora 175, Boa Vista, Recife &#8211; PE)<br />
<strong>Quanto:</strong> acesso gratuito</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/documentario-aurora-1964-faz-pre-estreia-no-cinema-sao-luiz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Semeando outras palavras com Rejane Paschoal e Paulo Perdigão</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/semeando-outras-palavras-com-rejane-paschoal-e-paulo-perdigao/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/semeando-outras-palavras-com-rejane-paschoal-e-paulo-perdigao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2017 23:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[antonieta trindade]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[erem santa ana]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Isadora Melo]]></category>
		<category><![CDATA[mesa de samba autoral]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[paulo perdigão]]></category>
		<category><![CDATA[rede estadual de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[rejane paschoal]]></category>
		<category><![CDATA[rio doce]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=48126</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Manuel Bandeira, no poema À sombra das Araucárias, dizia que &#8220;a arte é uma fada que transmuta e transfigura o mau destino&#8221;. De fato, ela, a arte, pode ser uma aliada fundamental na relação ensino-aprendizagem dos indivíduos e, no caso do projeto Outras Palavras, que desde 2015 já circulou por 257 escolas públicas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Manuel Bandeira, no poema <a href="http://poemasdebandeira.blogspot.com.br/2007/10/sombra-das-araucrias.html" target="_blank"><strong><em>À sombra das Araucárias</em></strong></a>, dizia que &#8220;a arte é uma fada que transmuta e transfigura o mau destino&#8221;. De fato, ela, a arte, pode ser uma aliada fundamental na relação ensino-aprendizagem dos indivíduos e, no caso do projeto <em>Outras Palavras</em>, que desde 2015 já circulou por<strong> 257 escolas públicas</strong> do Estado, um caminho para estreitar, no espaço escolar, <em>&#8220;as relações entre educação, cultura e cidadania&#8221;</em>, como destacou a vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, na manhã desta quarta-feira (26), durante a realização da inciativa na EREM Santa Ana, localizada no bairro de Rio Doce, em Olinda.</p>
<p>Com a participação da escritora pernambucana Rejane Paschoal, ganhadora do <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/literatura/cinco-escritores-vencem-o-3o-premio-pernambuco-de-literatura/" target="_blank"><strong>3º Prêmio Pernambuco de Literatura</strong></a>, e do sambista carioca Paulo Perdigão, um dos compositores da Mesa de Samba Autoral, a ação reuniu várias turmas da Escola Santa Anta e de sua adjacência em torno da literatura e da música produzida atualmente em Pernambuco, temas que, por muitas vezes, ficam de fora das nossas salas de aula. <em>&#8220;Nesse momento de redefinição de vários rumos no cenário nacional, esse projeto é uma ferramenta de resistência. Digo resistência porque traz aos alunos a oportunidade de se relacionarem diretamente com a arte, e consequentemente com as pessoas que a produzem, e também porque desperta/aflora em nós aquilo que temos de mais precioso: a capacidade inventiva de emprestar à nossa realidade, por vezes dura, mais beleza e encanto&#8221;</em>, afirmou Trindade, que é também idealizadora do <em>Outras Palavras</em>.</p>
<div id="attachment_48150" aria-labelledby="figcaption_attachment_48150" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/antonieta-trindade-vice-presidente-fundarpe-foto-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-48150" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/antonieta-trindade-vice-presidente-fundarpe-foto-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, durante sua saudação aos participantes do Outras Palavras</p></div>
<p>Afiadíssima, a autora e artista plástica Rejane Paschoal conversou com os alunos durante uma hora e, sem se eximir de tecer qualquer comentário contundente, debateu com eles temas que versaram sobre os mais variados assuntos: processo/bloqueio criativo, dicas para escrever, carreira, infância, referências/preferências literárias, oficinas literárias, pintura&#8230; Veja os principais trechos da conversa:</p>
<p><strong>INFÂNCIA</strong><br />
<em>Sempre estive envolvida na minha vida com a criação e, de modo geral, com as artes. Antes da literatura, com os desenhos e os pincéis. Desde pequena, criava coisas que nem sabia para que serviam. A minha avó era professora e, desde muito pequenininha, ela me dava muitos livros para ler. Minha mãe me presenteava também, mas vovó era o meu acesso mais direto, porque na casa dela tinha várias obras. Ainda na infância, li &#8220;Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada&#8221;, de Carolina Maria de Jesus. Um livro denso para uma criança, né? Denso por relatar a vida de uma mulher pobre e negra, que sofreu todo tipo de mau agouro, catando lixo numa comunidade carioca, na década de 60. A minha relação com a literatura vem disso: das publicações que ganhei/li nesse período e das histórias que meu pai me contava na hora de dormir, um dos prazeres mais tenros dessa época.</em></p>
<div id="attachment_48154" aria-labelledby="figcaption_attachment_48154" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/rejane-paschoal-foto-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-48154" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/rejane-paschoal-foto-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A escritora Rejane Paschoal compartilhou os momentos de sua trajetória literária com os estudantes</p></div>
<p><strong>CARREIRA</strong><br />
<em>Depois, já adulta e de ter feito alguns cursos de pintura e desenho, fiz vestibular para Direito. Estudei todas aquelas leis por cinco anos e, embora ninguém tenha obrigado a ter me matriculado no curso, achava tudo <em>muito desagradável </em>naquele universo jurídico. Fiquei frustada. No dia da formatura, me perguntei seriamente o que ia fazer com aquele diploma. Daí, decidi fazer vestibular novamente e consegui passar em Educação Artística, na UFPE, com habilitação em Artes Plásticas. Encontrei minha turma ali no Centro de Comunicação e Artes e, logo após ter me formado, ingressei na rede municipal de ensino do Recife, onde lecionei por 26 anos.</em></p>
<p><strong>CAPACIDADE INVETIVA<br />
</strong><em>Cada pessoa, aqui neste auditório, possui habilidades artísticas, que podem ser desenvolvidas ou não. Todos nós podemos criar. Mesmo que não nos interessemos por nada do universo artístico, a vida exige que sejamos criativos. Criar não é uma habilidade específica da arte. Criamos cada vez que encontramos uma solução para nossos problemas, seja qual for o caráter dele, pessoal, amoroso ou profissional. O homem é um ser criador e a criação está no plano do que há de mais deificado na alma humana. Todos nós temos isso dentro do nosso interior e é, através disso, que expressamos o nosso sentimento, seja com uma tinta, seja com um acorde musical, seja com uma simples palavra ou um texto mais elaborado.</em></p>
<p><strong>TRANSIÇÃO</strong><br />
<em>Por conta da minha formação em artes plásticas, pintava alguma coisinha. Pintava até um tempo desse, mas decidi que era hora de trocar o pincel pelo lápis. As palavras também apresentam um componente visual riquíssimo. Quer ver? Quando dizemos a palavra &#8220;casa&#8221;, todo mundo aqui consegue pensar em um modelo de casa diferente. &#8220;Chão&#8221;, &#8220;céu&#8221;, &#8220;mar&#8221;, visualizamos isso facilmente, não é verdade? Com esse repertório em mãos, decidi, então, empenhar toda essa carga visual das artes plásticas na minha literatura.</em></p>
<div id="attachment_48171" aria-labelledby="figcaption_attachment_48171" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/rejane-paschoal-foto-jan-ribeiro1.jpg"><img class="size-medium wp-image-48171" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/rejane-paschoal-foto-jan-ribeiro1-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A autora revelou como foi seu processo de transição das artes plásticas para a literatura</p></div>
<p><strong>OFICINAS LITERÁRIAS</strong><br />
<em>Em 2007, perto de me aposentar, procurei um amigo que era professor de português na escola que lecionava. Mostrei as coisas que andava escrevendo, e ele, muito delicadamente, pediu que me matriculasse nas oficinas do escritor Raimundo Carrero. Fui à União Brasileira de Escritores (UBE) numa terça-feira, a sede fica ali em Casa Forte, e comecei a frequentar as aulas já na quinta-feira. Aprendi muito com o professor Carrero. Ele é uma pessoa muito generosa, que permitiu encontrar meu próprio caminho na literatura. O mais bacana das oficinas literárias é que não existe &#8220;certo&#8221; ou &#8220;errado&#8221;. O que aprendemos lá são técnicas, técnicas que nos ajudam a encontrar soluções para os personagens e narrativas que criamos. </em></p>
<p><strong>PROCESSO/BLOQUEIO CRIATIVO</strong><br />
<em>Sentiram que as ideias travaram? Então, peguem um papel e comecem a &#8216;topificar&#8217; tudo o que vem à mente de vocês. Nesse momento inicial, não coloquem freio na imaginação. Deixem vir tudo o que está rondando o inconsciente. Depois de tudo listado, comecem a separar o joio do trigo, como numa peneira mesmo, e vejam no que vale investir a criatividade de vocês. Aquilo que não dá, deixem de lado e só trabalhem no que é possível canalizar força e energia. Sempre faço isso e, vou confessar, dá certo, viu?</em></p>
<p><strong>PRÊMIOS</strong><br />
<em>Meus dois livros<em>, &#8216;Histórias do Encantarerê&#8217; e &#8216;Manuscritos em Grafite&#8217;,</em> só foram publicados graças ao Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil e ao <strong>Prêmio Pernambuco de Literatura</strong>. Como nos inscrevemos com pseudônimos, qualquer escritor, consagrado ou não, tem a chance de publicar sua obra. <em>São políticas públicas que fazem toda diferença quando não se tem ainda um nome consolidado no mercado editorial. Os prêmios abrem portam e fazem nossas publicações chegarem ao seu destino final: leitores.</em></em></p>
<p><strong>AUTORES PREFERIDOS</strong><br />
<em>Brasileiros: João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Carlos Pena Filho e Joaquim Cardozo. Estrangeiros: José Saramago e Valter Hugo Mãe.</em></p>
<p><strong>PRÓXIMOS PROJETOS</strong><br />
<em>Escrevi seis contos entre os meses de março e abril. Como prefiro as narrativas curtas, ainda não me aventurei no romance, vou juntar esses textos com outros que já escrevi e, em breve, vou submetê-los à outra premiação literária. Torçam por mim.</em></p>
<div id="attachment_48153" aria-labelledby="figcaption_attachment_48153" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paulo-perdigão-foto-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-48153" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/paulo-perdigão-foto-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O músico Paulo Perdigão deu uma canja para coroar o encerramento</p></div>
<p>Ao final do bate-papo com Rejane Paschoal, o músico Paulo Perdigão se apresentou junto aos músicos da Mesa de Samba Autoral de Pernambuco e, com direito à canja da cantora <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/funcultura/isadora-melo-lanca-o-disco-vestuario-no-santa-isabel/" target="_blank"><strong>Isadora Melo</strong></a>, mostrou que nosso Estado também produz samba da melhor qualidade. Confira nos vídeos abaixo um pouco da passagem do <em>Outras Palavras </em>pela EREM Santa Ana:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/bhKAK_e24KE?ecver=1" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oGaMJvpAhtk?ecver=1" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/semeando-outras-palavras-com-rejane-paschoal-e-paulo-perdigao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Instagrammers escrevem cartas a Manuel Bandeira e reafirmam amor pelo Recife</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/instagrammers-escrevem-cartas-a-manuel-bandeira-e-reafirmam-amor-pelo-recife/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/instagrammers-escrevem-cartas-a-manuel-bandeira-e-reafirmam-amor-pelo-recife/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 16:38:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Pasárgada]]></category>
		<category><![CDATA[instragramers]]></category>
		<category><![CDATA[recital]]></category>
		<category><![CDATA[sarau]]></category>
		<category><![CDATA[Semana Manuel Bandeira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=47885</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza &#8220;Caro Bandeira, a vida no Centro, hoje, é infinitamente mais agitada que tempos atrás. Os becos ainda contam história, continuam fazendo da paisagem e da linha do horizonte sem importância&#8221;, escreveram as instagrammers Marília Benevides e Raquel Borba, do perfil @avidanocentro, ao poeta Manuel Bandeira, para celebrar a ação de duas semanas que realizaram [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<div id="attachment_47886" aria-labelledby="figcaption_attachment_47886" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-47886" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Convidados leram suas cartas durante a terceira noite da Semana Manuel Bandeira</p></div>
<p><em>&#8220;Caro Bandeira, a vida no Centro, hoje, é infinitamente mais agitada que tempos atrás. Os becos ainda contam história, continuam fazendo da paisagem e da linha do horizonte sem importância&#8221;</em>, escreveram as <em>instagrammers</em> Marília Benevides e Raquel Borba, do perfil <a href="https://www.instagram.com/avidanocentro/" target="_blank"><strong>@avidanocentro</strong></a>, ao poeta Manuel Bandeira, para celebrar a ação de duas semanas que realizaram nas redes sociais, junto com os perfis <a href="https://www.instagram.com/dajaneladomeuonibus/" target="_blank"><strong>@dajaneladomeuonibus</strong></a>, <a href="https://www.instagram.com/calcadasqueandei/" target="_blank"><strong>@calcadasqueandei</strong></a> (Isabela Farias), <a href="https://www.instagram.com/sovequemvaiape/" target="_blank"><strong>@sóvêquemvaiapé</strong></a> (Jota Nogueira) e <a href="https://www.facebook.com/recantigo/" target="_blank"><strong>Recife de Antigamente</strong></a> (Wilton Carvalho e Rosa Bezerra), em homenagem aos 131 anos do modernista pernambucano e aos 100 anos da publicação do livro <em>A Cinza das Horas</em>.</p>
<p>A culminância da iniciativa, que envolveu uma ampla pesquisa sobre a obra do poeta e as ruas evocadas por ele em seus poemas, aconteceu  na noite desta quarta-feira (19), durante o terceiro dia da Semana Manuel Bandeira, e reuniu todos os perfis envolvidos no Espaço Pasárgada. &#8220;Agradeço muito a colaboração de todos vocês que abraçaram essa ideia e, através dessa ação conjunta, enalteceram a memória e o legado do nosso querido Bandeira&#8221;, afirmou Marília Mendes, gestora do equipamento cultural.</p>
<div id="attachment_47894" aria-labelledby="figcaption_attachment_47894" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/1-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-47894" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/1-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Isabela Faria narrando sua experiência</p></div>
<p>Isabela Faria, criadora dos perfis <strong><a href="https://www.instagram.com/dajaneladomeuonibus/" target="_blank">@dajaneladomeuonibus</a> </strong>e <a href="https://www.instagram.com/calcadasqueandei/" target="_blank"><strong>@calcadasqueandei</strong></a>, destacou o caráter colaborativo do projeto e convidou os outros participantes a criarem ações semelhantes. &#8220;Essa é uma noite de celebração. Celebração do aniversário de Manuel Bandeira, celebração dessa iniciativa que reuniu vários amantes da cidade do Recife, através do compartilhamento de imagens que dialogam com a delicadeza encontrada no cotidiano de nossas ruas, que tal qual na obra do poeta, são cheias de afetos e bons personagens. Foi uma experiência maravilhosa reviver o lirismo de Bandeira e, de antemão, convido todos vocês a pensarem em outros projetos&#8221;, disse Faria.</p>
<p>Além de relatarem como foi o processo de criação das imagens, os <em>instagrammers </em>puderam ler as cartas que fizeram para Manuel Bandeira, atualizando-o sobre as novidades da cidade, e exibir as fotografias produzidas na ação. Os textos ficarão expostos no equipamento cultural e as imagens integrarão posteriormente uma exposição.</p>
<div id="attachment_47896" aria-labelledby="figcaption_attachment_47896" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/2-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-47896" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/2-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Rosa Bezerra lendo sua carta</p></div>
<p>Os atores Ana Nogueira, Anacláudia Vieira, Dudu Gody, Ísis Agra e Fernanda Spíndola comandaram ainda um recital especial do livro <em>A Cinza das Horas, </em>que encerrou as atividades do dia. Confira as fotos e um trecho do sarau:</p>
<div id="attachment_47897" aria-labelledby="figcaption_attachment_47897" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/3-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-47897" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/3-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O poeta Jomard Muniz de Britto conferiu o recital</p></div>
<div id="attachment_47898" aria-labelledby="figcaption_attachment_47898" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/4-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-47898" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/4-semana-manuel-bandeira-espaco-pasargada-fot-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo de atores que comandaram o recital</p></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9SCcUhZTZEM?ecver=1" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/instagrammers-escrevem-cartas-a-manuel-bandeira-e-reafirmam-amor-pelo-recife/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>6º Fórum de Incentivo à Cultura reúne artistas, produtores e gestores públicos na FIEPE</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/6o-forum-de-incentivo-a-cultura-reune-artistas-produtores-culturais-e-gestores-publicos-na-fiepe/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/6o-forum-de-incentivo-a-cultura-reune-artistas-produtores-culturais-e-gestores-publicos-na-fiepe/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 12:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Paiva (Sefic) e Willam Santana (Secretaria de Cultura do Recife)]]></category>
		<category><![CDATA[CNIC]]></category>
		<category><![CDATA[fiepe]]></category>
		<category><![CDATA[fórum]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcio Rodrigues (MinC)]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelino Granja (Secult-PE)]]></category>
		<category><![CDATA[Márcia Souto (Fundarpe)]]></category>
		<category><![CDATA[michelle assumpção]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=29956</guid>
		<description><![CDATA[Michelle Assumpção/Bruno Souza A capital pernambucana sediou, na tarde desta quarta-feira (2), a 236ª Reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que envolveu o 6º Fórum de Incentivo à Cultura. O evento, no auditório da Federação da Indústrias do Estado do Pernambuco (FIEPE), reuniu empresários, contadores, produtores culturais e gestores públicos para discutir [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29957" aria-labelledby="figcaption_attachment_29957" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/cnic-recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-29957" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/cnic-recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Lúcio Rodrigues (MinC), Márcia Souto (Fundarpe), Marcelino Granja (Secult-PE), Carlos Paiva (Sefic) e Willam Santana (Secretaria de Cultura do Recife) comandaram a mesa de abertura da CNIC</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Michelle Assumpção/<a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank">Bruno Souza</a></strong></p>
<p>A capital pernambucana sediou, na tarde desta quarta-feira (2), a 236ª Reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que envolveu o 6º Fórum de Incentivo à Cultura. O evento, no auditório da Federação da Indústrias do Estado do Pernambuco (FIEPE), reuniu empresários, contadores, produtores culturais e gestores públicos para discutir os principais mecanismos de captação de recursos e de fortalecimento para os setores culturais, como a Lei Rouanet e o Vale Cultura, que passam por uma reformulação atualmente. Quem comandou o encontro foi o secretário da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e gestor da Lei Rouanet, Carlos Paiva, que, de maneira clara e bem objetiva, esclareceu as principais dúvidas dos presentes em relação às leis de fomento.</p>
<p>“O financiamento da Cultura continua no mesmo marco dos anos 90, apesar da evolução das políticas de cultura. Atualmente a batalha é para modificar e implementar novos mecanismos de incentivo, que passam pela aprovação do Procultura no Congresso”, colocou ele. Paiva ofereceu aos participantes um panorama da distribuição atual dos recursos disponibilizados e captados via Lei Rouanet. Uma verdadeira distorção é observada quando se comparam números e gráficos. Fica evidente um dos principais defeitos da atual lei: a concentração dos seus recursos na região Sudeste do país, que captou, ano passado, 79% do total de recursos disponibilizados via Lei Rouanet. O Sul ficou com 13,7% da fatia, o Nordeste com 5,2%, o Centro-Oeste com 1,7% e o Norte com 0,73%.</p>
<p>Em 23 anos de Lei Rouanet – concluiu o secretário – existiram avanços, claro, como a profissionalização do setor da produção cultural, o crescente envolvimento da iniciativa privada, a implantação da política de editais nas empresas patrocinadoras, o estímulo à criação de leis de incentivo à cultura estaduais e municipais, dentre outros. Mas as fragilidades também ficam evidentes: não mais traduz o atual momento cultural brasileiro, promove concentração dos recursos em apenas dois estados brasileiros (Rio de Janeiro e São Paulo), exclui agentes que não tem acesso aos patrocinadores, entre outros.</p>
<p>Sendo assim, os desafios a enfrentar são muitos: aumentar a participação da iniciativa privada, desconcentrar recursos, descentralizar e estruturar novas ações, aumentar a participação da pessoa física como patrocinadora da cultura, aumentar a divulgação, mobilizar empresários regionais, fortalecer o Fundo Nacional de Cultura, etc.</p>
<p>O secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Márcia Souto, o secretário-executivo de Gestão Cultural do Recife, Willam Santana, e o chefe-substituto da Representação Regional do MinC no Nordeste, Lúcio Rodrigues, marcaram presença no encontro e ressaltaram a importância do fórum para nossa região. &#8220;Encontros como esse servem para diminuir as distâncias que existem entre o poder público e os fazedores de cultura. E mostram que há, entre nós, um esforço em manter um diálogo contínuo com a cadeia produtiva cultural do Estado, a fim de reformular e aprimorar as políticas públicas integradoras que, num país gigantesco como o nosso, são as únicas que conseguem dar conta da diversidade de seu povo&#8221;, disse Granja.</p>
<p>Márcia Souto, presidente da Fundarpe, reiterou o caráter formativo do evento e pediu que todos os participantes saíssem bem apropriados do conteúdo dos temas apresentados. &#8220;Temos aqui uma oportunidade única de aprendermos um pouco mais e nivelarmos as informações a respeito das leis brasileiras de incentivo à cultura. Espero que saíamos daqui mais firmes para essa luta&#8221;, pontuou.</p>
<p><strong>VALE CULTURA</strong><br />
Em sua palestra, &#8220;O Vale Cultura e números do Incentivo Fiscal&#8221; o secretário Carlos Paiva destacou ainda que, dentre as propostas do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) estão o fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e o Fundo de Investimento Artístico (Ficart), que atualmente são inexpressivos, e a racionalização da gestão do incentivo fiscal, através de investimentos diferenciados que possam suprir projetos que apresentem necessidades específicas. Paiva também destacou números do Vale Cultura, outro grande braço de fomento à cultura do MinC, que hoje atende 1.076 empresas em todo Brasil e, no momento, alcança um total de 363 mil trabalhadores. &#8220;Já tivemos um aporte de R$ 232 milhões. E, desse total, R$ 153 milhões foram consumidos. Entretanto, os empresários precisam se convencer das vantagens que oferecem aos seus funcionários quando aderem o Vale Cultura&#8221;, falou.</p>
<p><strong>CAPTADORES DE RECURSOS</strong><br />
Também foi importante no debate os esclarecimentos colocados pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos, através da sua presidente Suelen Moreira. Com a missão de fomentar a mobilização de recursos no segmento cultural e buscar fontes alternativas de financiamento, Suelen também falou do cenário de captação hoje no estado de Pernambuco. “Os recursos em Pernambuco vem hoje através de 42 empresas incentivadoras, temos um cenário que é preciso fomentar mais”, colocou. Ano passado, segundo ela, Pernambuco aprovou cerca de R$ 103 milhões via Lei Rouanet, dos quais apenas R$ 22 milhões foram captados”. “Mas nem sempre o dinheiro captado é para investir em ação cultural dentro do estado. Às vezes, por exemplo, serve para projeto de patrimônio material, como o restauro de alguma igreja em outro estado do Nordeste”, apontou.</p>
<p><strong>MECENATO EM PERNAMBUCO</strong><br />
O secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, ressaltou a importância das políticas de financiamento à cultura, sobretudo em tempos de crise. Ele adiantou que até o final de setembro encaminhará para a Assembleia Legislativa de Pernambuco o projeto de Lei do Mecenato para financiamento da cultura no Estado. O edital pretenderá fortalecer eventos consagrados do calendário cultural do estado, bem como patrimônios materiais e imateriais, além dos equipamentos culturais. “Nossas expressões culturais podem ser grandes marcas. Esse mapa apresentado pelo Ministério da Cultura não pode permanecer”, diz o secretário. “Temos condições de ter participação mais ativa na classe empresarial. Pernambuco tem uma enorme e diversa riqueza cultural, que deve e será um vetor do nosso desenvolvimento econômico”, ressaltou.</p>
<p><strong>DÚVIDAS TÉCNICAS</strong><br />
Durante a tarde, o encontro na FIEPE transformou-se num momento de esclarecimentos sobre apresentação e prestação de contas de projetos culturais na Sefic. &#8220;No geral, costumamos classificar o pleiteamento de projetos na Sefic em duas grandes partes: aprovação e prestação de contas. Com a criação do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, o Salic, todo esse processo é digitalizado, e é preciso dizer que os proponentes precisam deixar muito claro, em suas propostas, o objetivo do projeto (etapas, itens orçamentários, cronograma de execução e, principalmente, indicar as medidas de democratização e acessibilidade que pretendem com ele) para que a análise técnica dele não fique comprometida. Uma vez analisado, chega a hora de entregar a documentação exigida no edital e, aqui nessa fase, não adianta fazer arranjos. Se não cumprir com todos os requisitos legais, o projeto não poderá seguir para fase seguinte de apreciação por parte dos integrantes da CNIC, que poderão aprová-lo ou não, e até sugerir algumas mudanças&#8221;, explicou Denise Terra, coordenadora-geral de Prestação de Contas e Projetos Culturais.</p>
<p><strong>PARCEIROS</strong><br />
O encontro, que reuniu 248 participantes, de 12 Estados brasileiros (AL, BA, CE, GO, MA, MG, PA, PB, PE, RJ, SP, SE) e do Distrito Federal, foi fruto de uma parceria entre o Ministério da Cultura, Secult-PE e Fundarpe, Secretaria de Cultura do Recife, Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Santander Cultural e Representação Regional Nordeste do MinC, com apoio do Sistema FIEPE, do Porto Digital, da Jump Brasil, do Instituto Talento Brasil, da Fundação Joaquim Nabuco, da Universidade de Pernambuco e da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) de Pernambuco. &#8220;Pernambuco, por toda sua vocação cultural, superou todas as nossas expectativas para esse encontro. O público eclético, das mais diferentes linguagens artísticas, compareceu em peso para conhecer mais de perto as propostas do MinC para Lei Rouanet e, como disse o secretário Carlos Paiva, fazer uso dela com mais inteirado de suas especificidades. Saímos daqui fortalecidos e um saldo super positivo, já que, nesses três dias de encontro, a nossa Comissão conseguiu analisar 569 projetos de todo o Brasil&#8221;, disse a coordenadora-geral da CNIC, Érika Freddi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/6o-forum-de-incentivo-a-cultura-reune-artistas-produtores-culturais-e-gestores-publicos-na-fiepe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;A sociedade mudou e o jornalismo também&#8221;, diz Sheila Borges</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/a-sociedade-mudou-e-o-jornalismo-tambem-diz-sheila-borges/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/a-sociedade-mudou-e-o-jornalismo-tambem-diz-sheila-borges/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2015 20:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fenelivro]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[o repórter-amador]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
		<category><![CDATA[sheila borges]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=29700</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza A Internet, as redes sociais e as novas tecnologias trouxeram para as pessoas novas percepções e diferentes maneiras de se relacionar com o mundo. Se antes, para se manter informado, o cidadão precisava se deslocar até uma banca de jornal, ligar a televisão ou rádio, hoje, com um simples deslizar de dedos na [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29708" aria-labelledby="figcaption_attachment_29708" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/sheila-borges-lancamento-livro-o-reporter-amador.jpg"><img class="size-medium wp-image-29708" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/sheila-borges-lancamento-livro-o-reporter-amador-607x412.jpg" width="607" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">A obra, que conta com apoio cultural da Cepe, é uma adaptação da tese de doutorado da autora em Sociologia, na UFPE</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>A Internet, as redes sociais e as novas tecnologias trouxeram para as pessoas novas percepções e diferentes maneiras de se relacionar com o mundo. Se antes, para se manter informado, o cidadão precisava se deslocar até uma banca de jornal, ligar a televisão ou rádio, hoje, com um simples deslizar de dedos na tela de um dispositivo móvel, é possível que ele tenha acesso a uma série de informações e, além de poder escolher o que vai ler e interagir diretamente com o conteúdo que ali está disponível, produzir/publicar suas próprias notícias em blogs ou plataformas de jornalismo colaborativo.</p>
<p>Interessada nessas transformações que vem acontecendo na sociedade nos últimos anos, advindas sobretudo pelo uso e popularização da Internet, a jornalista e professora Sheila Borges decidiu investigar o que leva indivíduos comuns, diga-se de passagem sem nenhuma formação em Comunicação Social, a criarem espaços próprios nas redes sociais e na <em>web</em> para veicular matérias produzidas por conta própria. Com apoio da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), a autora apresenta o resultado de sua pesquisa no livro <em>O repórter-amador</em>, que será lançado domingo (30), dentro da programação da Fenelivro, que ocupará o Centro de Convenções de Pernambuco, entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro.</p>
<p>Fruto de sua tese de doutorado em Sociologia na UFPE, a publicação revela quais são as disposições sociais que mais frequentemente motivam esse cidadão a querer ser produtor de notícia de forma voluntária, sem compromisso profissional e no tempo livre. &#8220;Consideramos que esse ator assume a condição de repórter-amador quando consome, colabora e cria um espaço autoral, driblando a mediação da imprensa, e se comunica diretamente com outros atores&#8221;, explica a jornalista, que recebeu em 2014, pela proposta de sua pesquisa, menção honrosa do prêmio Adelmo Genro Filho, concedido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR). Além do Recife, a obra será lançada no Rio de Janeiro, durante o 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), que acontecerá de 4 a 7 de setembro. Confira abaixo a entrevista que a autora concedeu ao <strong>Cultura.PE</strong> sobre o livro e os novos rumos do jornalismo dentro do espaço virtual:</p>
<p><strong>1- Neste seu primeiro livro, que é uma adaptação da sua tese de doutorado em Sociologia, na UFPE, você apresenta uma série de perfis que retrata indivíduos que, embora não possuam formação em Comunicação Social, produzem e veiculam notícias de maneira independente em suas comunidades. Quando surgiu seu interesse nesses repórteres-amadores? Como você chegou a esses personagens?</strong><br />
Quando comecei a estagiar em redação de grandes veículos, na década de 90, comecei a observar que havia muita gente, mais do que eu imaginava, que procurava as empresas para expressar sua opinião sobre os mais variados problemas: do buraco da rua à falta de uma política pública. Não se contentava apenas em aparecer na sessão de opinião do leitor, que antes se restringia ao envio de cartas e hoje utiliza, como canal de interação, as ferramentas das redes sociais, queria ser protagonista das matérias jornalísticas. Ou seja, esse cidadão mais atuante não ficava apenas no papel de consumidor da informação. Além de opinar, ele também passava a enviar sugestão de matéria. Queria ver a sua pauta nas edições dos grandes veículos, mas nem sempre essa sugestão virava matéria. E, quando virava, nem sempre contemplava o enfoque sugerido pela audiência, o que gerava uma frustração. Mesmo assim, apesar dos filtros e das edições frustradas, ele continuava a interagir com os jornalistas. Passei a me indagar sobre as motivações que levam esse cidadão a querer participar do processo de produção da notícia, mesmo com todas essas dificuldades. O interesse começou daí. Onde encontrei esses cidadãos? Nos portais ou fóruns de comunicação que as empresas passaram a criar na Internet para dialogar com esse cidadão mais participativo. Isso ocorreu porque os veículos começaram a perceber que, por meio das ferramentas da grande rede virtual, a audiência não precisava mais ficar refém da mediação dos veículos. Ela poderia ir direto às fontes de informação e externar sua opinião, procurando solucionar seus problemas pelas mídias sociais. Passei três meses acompanhando os diálogos dos cidadãos nesses espaços virtuais e comecei a interagir com eles. Utilizei como principal fonte, o fórum que o Diário de Pernambuco instituiu. Não quis utilizar o do Jornal do Commercio por trabalhar naquela empresa. Como objeto de pesquisa, procurei um fórum que não tivesse ligado ao meu local de trabalho, já que, na época, atuava no JC.</p>
<p><strong>2- De maneira geral, o que leva esses cidadãos a atuarem por conta própria, muitas vezes voluntariamente, como repórteres? Nas matérias produzidas por eles, você conseguiu identificar os critérios de noticiabilidade que aprendemos nos cursos de jornalismo?</strong><br />
Foram três anos de pesquisa, tomando como suporte teórico e metodológico a sociologia à escala do indivíduo do sociólogo francês Bernard Lahire, que conheci pessoalmente aqui no Recife, em 2010, por intermédio de minha orientadora Lília Junqueira. Ele apoia seu programa de pesquisa na sociologia das disposições, uma linha de investigação centrada na tradição das teorias da ação. Dessa escola, fazem parte, por exemplo, estudiosos como Max Weber, Pierre Bourdieu, Erving Goffman e Norbert Elias. Nas teorias disposicionalistas, existem dois grupos. Em um deles, são enfatizados os princípios unificadores e homogêneos, que colocam um peso grande no passado e não valorizam características singulares do indivíduo e o contexto imediato da ação. No outro, é dada relevância à fragmentação interna das experiências, sem delegar tanta importância ao passado, como o grupo anterior. Lahire defende um estudo sobre as diversas formas de reflexão que agem nos diferentes tipos de ação. Trabalha com base em uma sociologia da pluralidade. Os indivíduos sofrem influências das socializações nos diversos mundos, como os da família, do trabalho e da escola. Isso vai depender também das relações sociais e dos contextos nos quais estão inseridos tanto os do passado quando os do presente. A disposição é uma força interna que vai sendo formada inconscientemente no indivíduo em meio à diversidade das experiências socializadoras, incorporadas de forma plural e externalizadas de forma individual. Elas só podem ser vistas na ação. Por isso, as disposições são, ao mesmo tempo, plurais e singulares. Elas são consideradas fracas se são vistas esporadicamente em determinados momentos. E são fortes se são recorrentes na vida do cidadão. Com base no programa de Lahire, aproximamos a nossa lente do universo social de indivíduos que utilizavam o fórum com frequência para dialogar com os jornalistas. Buscamos os atores que tinham disposição forte para interagir com os jornalistas. No nosso estudo, isso ocorreu por meio do fórum colaborativo do Diário de Pernambuco. Na pesquisa, identificamos que, de forma mais frequente, quatro disposições se entrecruzavam para motivar os cidadãos estudados a, inicialmente, interagir e a, posteriormente, ter iniciativa de criar espaços próprios para produzir notícia nas mídias sociais. Estamos nos referindo às motivações para as ações sociais, políticas, religiosas e culturais. Ou seja, esses cidadãos atuantes, que chamamos de repórteres-amadores, agiam em atividades ligadas aos campos político, cultural, religioso e comunitário. Pelo menos três deles agem como fortes variáveis motivadoras para a ação de interagir com a grande imprensa e de instituir canais próprios de comunicação. Intuitivamente, os atores estudados identificam o que é mais relevante para um fato entrar na categoria de notícia para o jornalismo, mas eles não obedecem aos critérios de noticiabilidade tradicionais do campo do jornalismo. Eles criam seus próprios critérios a partir da importância que o fato tem em seu espaço local, nas suas relações interpessoais, que nem sempre correspondem aos valores consagrados pelo campo do jornalismo. Isso contribui para abalar os valores arraigados do campo profissional.</p>
<p><strong>3- Num dos trechos da publicação, você conta que, antes mesmo da chegada da Internet às redações, sempre existiram indivíduos dispostos a colaborar com o &#8220;ciclo de concepção das matérias jornalísticas&#8221;, e que os computadores só facilitaram esse acesso direto entre cidadãos e jornalistas. Gostaríamos que você comentasse um pouco sobre essas mudanças que encontramos atualmente nas relações/configurações que são estabelecidas dentro e fora da imprensa.</strong><br />
Quando não tínhamos uma sociedade interligada em rede, como a atual, o cidadão tinha dificuldade de dialogar com a imprensa. Antes da Internet, isso só poderia ser feito pessoalmente, por carta ou telefone. Agora, tudo ficou mais fácil e ágil. Várias ferramentas tecnológicas foram criadas, o celular está aí para instituir novas práticas. Por meio dele, podemos rapidamente mandar mensagens de texto, imagens e áudios, que podem ser enviados para a imprensa. Isso revolucionou a interatividade e ampliou o diálogo social. A sociedade mudou e o jornalismo também. Antes das mídias sociais, o fluxo de informação era de um grupo para todos. Agora, é de todos para todos. Qualquer pessoa produz conteúdo e se transforma em uma mídia.</p>
<p><strong>4- Esse movimento, se é que podemos identificá-lo assim, de “faça você mesmo sua notícia”, tem alguma relação com essa crise que o jornalismo tem enfrentado na contemporaneidade, principalmente, no que se diz respeito à credibilidade das notícias que são veiculadas todos os dias nos meios de comunicação?</strong><br />
O atual contexto, digamos assim, mais democrático está abalando sim o fazer jornalismo. Se a grande imprensa divulga um fato, a partir de seus filtros econômicos e políticos, o veículo pode ser questionado por meio das postagens feitas por cidadãos comuns que estão ali atentos aos acontecimentos. A noticia não é mais unicamente fruto do complexo processo de produção da informação, instituída pelo campo do jornalismo. A notícia é resultado das relações sociais. Não se pode mais esconder os interesses que estão por trás das grandes corporações. É preciso que os veículos assumem publicamente as suas posições. Isso tornaria as relações mais transparentes. Não existe imparcialidade. É um mito. E não existe apenas uma verdade, mas muitas versões de um mesmo fato. É claro que o emaranhado de fontes gera um problema grande: o da credibilidade da informação. É aí que entra a formação profissional e a cultura do indivíduo. A imprensa ainda é identificada como fonte para se checar se um fato é procedente ou não, mas não é mais o lugar único de produção desse sentido. Estamos passando por um processo de decantação. Na imprensa ou fora dela, só vai permanecer como fonte de informação o indivíduo (ou mídia) que tiver cuidado na apuração e na divulgação das mais variadas versões de um fato. Acredito que a saída do jornalismo, nesse contexto tão complexo, é o de publicar matérias mais analíticas e voltadas para os problemas locais. Aproximar-se do cidadão cada vez mais. Não perder, de forma alguma, esse contato.</p>
<p><strong>5- Em sua publicação, você faz questão de diferenciar o papel do cidadão-repórter para o do repórter-amador. Em linhas gerais, o que os distingue? E mais: de que maneira eles conseguem sair desse amadorismo para assumir o protagonismo no que você considera no livro como “jogo do agir ativamente no jornalismo”, chegando, inclusive, a pautar veículos e jornalistas renomados?</strong><br />
O conceito de jogo do agir ativamente no jornalismo foi construído para identificar os indivíduos que têm a capacidade de se movimentar, fazer o jogo, entre o que chamo de mundo do jornalismo (onde estão todos os atores do jornalista, passando pelo jornaleiro até a audiência tradicional) e o campo do jornalismo (onde estão os profissionais que vivem, são remunerados, do fazer jornalismo). Nesse jogo, o cidadão comum age ativamente quando cria um espaço próprio para produzir notícia em seu tempo livre, sem obedecer às regras do campo profissional, como horários e valores. Não são remunerados. Ganham a vida em outros campos profissionais. O cidadão-repórter consome e interage com a imprensa. O repórter-amador, além de consumir e interagir, cria um espaço autoral para produzir a informação como ele quer. Parte desses atores tem se dedicado tanto aos seus espaços que passa a ser consultado como fonte de informação pelos jornalistas, pautando as edições. Isso ocorre, por exemplo, com os blogs de cidadãos que moram no interior.</p>
<p><strong>6- A jornalista Adriana Barsotti lançou recentemente um livro que coloca em xeque o papel do jornalista dentro do ambiente digital. Segundo ela, na obra <em>Jornalista em mutação &#8211; Do cão de guarda ao mobilizador de audiência</em>, o nosso papel, em especial dos editores de grandes portais de notícias, não é mais de selecionar as matérias pelos critérios jornalísticos padrões de outrora &#8211; já que, ao contrário dos impressos, há uma elasticidade maior de espaço na web &#8211; mas, baseados em estatísticas de audiência e comentários nas redes sociais, tornamo-nos num mero &#8220;mediador, mobilizador de audiência&#8221;. Com base nisso, como você, que agora é professora do curso de Comunicação Social da UFPE em Caruaru, vê o futuro da nossa profissão neste espaço de constantes transformações no jornalismo?</strong><br />
O jornalista não é mais apenas o <em>gatekeeping</em>, o guardião do portão por onde as notícias entram e são selecionadas para figurar nas edições dos veículos. Agora, o jornalista é fundamentalmente um <em>gatewatching</em>. Ou seja, um selecionador das informações que estão circulando na grande rede, a partir de critérios de noticiabilidade definidos pela audiência. Há uma disputa entre discursos e competências entre os atores, mas o essencial é que a prática jornalística foi modificada, pois mudou a forma de se produzir notícias. Todos nós somos produtores de informação. Sou favorável ao diploma para o exercício do jornalismo, mas a notícia não está mais restrita à grande mídia. A notícia está também nas redes sociais, a notícia é resultado das relações sociais. Criou-se um compartilhamento e uma colaboração entre os atores, o que gera um fluxo mais circular da informação. O novo curso de comunicação social da UFPE, em Caruaru, foca sua formação nesse ator que gera conteúdo nas mídias sociais para que ele possa ser empreendedor e se transformar em uma fonte de notícia com massa crítica de credibilidade. Apesar dessas mudanças, não podemos dizer que os jornalistas perderam a sua importância no processo de seleção e divulgação das informações nem que o cidadão “X” tem o mesmo peso que o cidadão “Y”. Isso porque estaríamos, neste caso, diante de redes igualitárias onde todos teriam o mesmo nível de acesso e de condições para interagir e produzir informação, o que não acontece. O jornalista precisa acompanhar a mudança na configuração do campo da comunicação e oferecer um produto diferenciado.</p>
<p><strong>7- É possível encontrar um denominador comum entre qualidade e audiência?</strong><br />
Claro que sim, o que é bom fica. O que é ruim termina sendo descartado. Não podemos perder de vista, porém, que não existe um público homogêneo. Temos muitos grupos e isso amplia a capacidade de se produzir e de se consumir a informação. Considero que o denominador comum entre qualidade e audiência é a produção de um conteúdo com substância, com competência, com respeito e ética.</p>
<p><strong>8- O sucesso dos blogs e redes sociais dos repórteres-amadores se deve a essa proximidade que eles mantêm diretamente com o público e, conhecedores dos problemas de suas comunidades, na prestação de serviço que promovem nesses espaços virtuais? Será que os grandes veículos de comunicação não precisam retomar e colocar em suas pautas matérias que ajudem efetivamente os cidadãos a solucionarem seus problemas? Ou jornalismo não é só prestação de serviço?</strong><br />
Acredito que o sucesso dos repórteres-amadores acontece porque eles estão focando as suas notícias nos problemas locais, nos temas mais próximos dos atores com os quais se relacionam. Assim, colocam notícias que não estão nas pautas dos grandes veículos seja por falta de espaço, seja por se confrontarem com os interesses das empresas. O jornalismo sempre teve uma vertente forte na prestação de serviço, a exemplo do rádio, mas com a redução das equipes, esse trabalho fica mais difícil. O cidadão que age ativamente nas redes sociais consegue entrar nesse espaço e ganha audiência e reconhecimento. O jornalista pode fazer a diferença quando consegue trabalhar as pautas locais, abordando os assuntos com um enfoque mais analítico. O que pode ocorrer por meio da chamada grande mídia, mas também por espaços criados nas mídias sociais de forma mais autônoma. Não podemos esquecer que as empresas têm os seus interesses políticos e econômicos, por meio deles criam os seus filtros de edição que não estão, na maioria das vezes, claros para o público.</p>
<p><strong>9- Percebe-se também atualmente, em especial nestes blogs mais famosos que encontramos na web, que o personalismo é importante ferramenta na consolidação de projetos online. Isto é, quem acompanha um determinado blogueiro, quer ouvir a opinião e, porque não, as impressões dele sobre tudo o que acontece na esfera em que ele atua. Será que essa perspectiva individual, que cada vez mais tem migrado para as organizações e grandes veículos de comunicação, já sinaliza uma mudança do que teremos no jornalismo mais na frente? O jornalismo colaborativo pode ser uma saída para essa enxurrada de opiniões e personalismo da notícia?</strong><br />
A credibilidade da notícia não está centrada nos veículos, mas nos jornalistas, nas pessoas que apuram e produzem o conteúdo. Sejam elas jornalistas ou não. Por isso, muitas vezes, a audiência acompanha o profissional por onde quer que ele esteja. O jornalismo colaborativo é uma tentativa de dar mais espaço ao cidadão comum ao publicar textos e imagens remetidas pela audiência. Alguns veículos estão colocando os nomes de alguns atores como colaboradores do conteúdo, dando crédito à fonte. Essa colaboração, no entanto, é limitada. Não podemos nos iludir. Nada é publicado sem passar pelo crivo da empresa. Nada é publicado sem o consentimento dos editores. Ou seja, tem uma interferência direta dos filtros econômicos e políticos sempre.</p>
<p><strong>10- Antes de encerrar, gostaríamos que você nos contasse mais sobre o lançamento do livro, que irá acontecer neste domingo (30), na Fenelivro. Além da tarde de autógrafos, haverá um debate sobre o tema?</strong><br />
O livro é uma produção independente que conta com o apoio cultural da Cepe. Fui convidada pelo jornalista Evaldo Costa, que fez o texto da orelha do livro, para lançá-lo na Feira Nordestina do Livro, do qual é curador. Antes do lançamento, haverá um bate papo sobre o resultado de minha pesquisa e temas que perpassam o jornalismo. Conto com a participação do jornalista Laurindo Ferreira, editor geral do Jornal do Commercio, e dos professores Amílcar Bezerra (UFPE) e Juliano Domingues (Unicap). A feira ocorre no Centro de Convenções. A conversa e o lançamento acontecem em um espaço dentro da feira chamado do Café Literário, a partir das 15h.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/a-sociedade-mudou-e-o-jornalismo-tambem-diz-sheila-borges/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Encontro sonoro de Alaíde Costa e Gonzaga Leal abre programação do FIG 2015</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-de-alaide-costa-e-gonzaga-leal-abre-programacao-do-fig-2015/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-de-alaide-costa-e-gonzaga-leal-abre-programacao-do-fig-2015/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 13:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abertura]]></category>
		<category><![CDATA[alaíde costa]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[cerona pontes]]></category>
		<category><![CDATA[fig 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Gonzaga Leal]]></category>
		<category><![CDATA[oficial]]></category>
		<category><![CDATA[porcelana]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=27356</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Considerado como um dos maiores eventos culturais do Brasil, o FIG inicia, nesta quinta-feira (16), as atividades que movimentarão Garanhuns nos próximos dez dias. Em sua 25ª edição, o Festival de Inverno presta uma homenagem à escritora garanhuense Luzilá Gonçalves que, além de participar ativamente de vários momentos da programação, contará, na abertura oficial, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_27362" aria-labelledby="figcaption_attachment_27362" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Georgia Branco/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/Gonzaga-Leal-e-Alaide-Costa-Foto-Georgia-Branco.jpg"><img class="size-medium wp-image-27362" alt="Georgia Branco/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/Gonzaga-Leal-e-Alaide-Costa-Foto-Georgia-Branco-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Porcelana</em> é fruto de uma parceria que os dois artistas vêm realizando há mais de dez anos pelo Brasil</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Considerado como um dos maiores eventos culturais do Brasil, o FIG inicia, nesta quinta-feira (16), as atividades que movimentarão Garanhuns nos próximos dez dias. Em sua 25ª edição, o Festival de Inverno presta uma homenagem à escritora garanhuense Luzilá Gonçalves que, além de participar ativamente de vários momentos da <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/festival-de-inverno-de-garanhuns/programacao-fig-2015/" target="_blank"><strong>programação</strong></a>, contará, na abertura oficial, com um momento especial dedicado à sua obra: a leitura de trechos do romance <em>Rios Turvos</em>, feita pela atriz pernambucana Ceronha Pontes, dentro do show <em>Porcelana</em>, de Alaíde Costa e Gonzaga Leal, agendado para acontecer às 19h, no Teatro Luiz Souto Dourado.</p>
<p>O espetáculo, prévia de um disco que será lançado em breve, marca a amizade entre os dois músicos que, embora sejam de gerações e regiões diferentes, comungam da mesma paixão pela música brasileira. <em>&#8220;Iremos passear por canções de Capiba, Caetano Veloso, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Hermínio Bello de Carvalho, Luiz Gonzaga, além de árias de Villa Lobos e Antônio Carlos Gomes. A apresentação é uma celebração à MPB, e é fruto de um projeto que estamos realizando há mais de dez anos pelo país, e que, logo, logo, ganhará um registro fonográfico, batizado com o mesmo nome do show, Porcelana</em>&#8220;, disse Gonzaga Leal. Sobre a parceria com Alaíde Costa, o cantor não escondeu a admiração que sente por ela e o orgulho de dividir o palco com um dos medalhões da cultura brasileira. &#8220;<em>Para mim, é uma honra participar do FIG ao lado dela (Alaíde). Não é todo mundo que completa 50 anos de carreira, com essa integridade e lucidez a respeito de seu ofício. Alaíde já dialogou com Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes, Johnny Alf, João Donato, só para citar como exemplos, e vamos presentear o público pernambucano, no FIG, com a presença dessa artista que teve o privilégio de atravessar pelo menos meio século do que se produziu na música popular brasileira. Ainda teremos a participação de Ceronha, que abrilhantará nosso com a leitura dos textos de Luzilá Gonçalves&#8221;</em>, afirmou Gonzaga. Os cantores serão acompanhados pelos músicos Maurício Cézar (piano e bandolim), Cláudio Moura (violões e viola), Adilson Bandeira (sax, clarone e clarinete) e Tomás Melo (percussão).</p>
<div id="attachment_27394" aria-labelledby="figcaption_attachment_27394" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Sobrado 423/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/camille-claudel-fotografia-sobrado423-e-camila-sergio.jpg"><img class="size-medium wp-image-27394" alt="Sobrado 423/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/camille-claudel-fotografia-sobrado423-e-camila-sergio-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Ceronha Pontes fará uma participação especial no show <span style="text-decoration: underline;"><em>Porcelana</em></span></p></div>
<p>Recém-apresentada à obra de Luzilá Gonçalves, a atriz Ceronha Pontes está entusiasmada com o desafio que lhe foi proposto em homenagear a autora. <em>&#8220;Aceitei o convite com muita alegria, mas confesso que não estava familiarizada com os escritos de Luzilá. Separei trechos do romance Rios Turvos, que narra a trágica história amorosa do português Bento Teixeira com a brasileira Filipa Raposa, para apresentar durante o show de Gonzaga e Alaíde &#8211; dois artistas que admiro profundamente. Entrarei no palco logo após a canção <a href="https://www.youtube.com/watch?v=q_O1uYhGiJ4" target="_blank"><strong>Me deixa em paz</strong></a>, esse grande clássico do cancioneiro popular imortalizado na voz de Alaíde Costa, e serei acompanhada pelo violão de Cláudio Moura, que vai me dá um suporte. Espero que o público goste, pois estamos bastante empenhados nessa homenagem&#8221;</em>, contou.</p>
<p>De acordo com Marcelino Granja, secretário de Cultura de Pernambuco, esses encontros que o FIG promove são estratégicos para valorização da identidade cultural de nosso Estado. <em>&#8220;O que acontece em Garanhuns é um grande encontro cultural e artístico da cultura brasileira. Cultura só se faz com interação e troca. E a presença majoritária de artistas, produtores e de ações culturais nacionais vinculadas à nossa identidade e diversidade cultural não só fortalece o nosso Estado, como cria um ambiente propício de afirmação da força cultural de Pernambuco em todo o país&#8221;,</em> disse.</p>
<p>Já, no Palco Dominguinhos, antiga Praça Guadalajara, a primeira noite de shows será marcada por vozes femininas. Dando o pontapé inicial na programação do FIG 2015, quem abre a jornada musical, a partir das 21h, é a cantora Kiara Ribeiro. Também passarão pelo palco as cantoras Renata Rosa, que lança o seu novo disco <em>Encantações</em>, e Isaar junto com o coral Voz Nagô. Encerrando a noite, a voz marcante de Ana Carolina, que vai embalar o público com sucessos como <em>Garganta</em>, <em>Quem de nós dois</em> e <em>Encostar na tua</em>.</p>
<p>Acesse <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/festival-de-inverno-de-garanhuns/programacao-fig-2015/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> a programação completa do FIG 2015.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-de-alaide-costa-e-gonzaga-leal-abre-programacao-do-fig-2015/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dezesseis exposições movimentarão a Casa Galeria Galpão durante o FIG</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/dezesseis-exposicoes-movimentarao-a-casa-galeria-galpao-durante-o-fig/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/dezesseis-exposicoes-movimentarao-a-casa-galeria-galpao-durante-o-fig/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2015 22:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[@figmatik]]></category>
		<category><![CDATA[adones valença]]></category>
		<category><![CDATA[ana caroline de lima]]></category>
		<category><![CDATA[andrey salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[artes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[augusto alencar]]></category>
		<category><![CDATA[beth da mata]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[bruno viera]]></category>
		<category><![CDATA[caio lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Galeria Galpão]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Martins]]></category>
		<category><![CDATA[Daaniel Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[desfile]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo ex-positivo]]></category>
		<category><![CDATA[exposição a praia]]></category>
		<category><![CDATA[exposição contato sonoro]]></category>
		<category><![CDATA[exposição contrafluxo]]></category>
		<category><![CDATA[exposição criador de memórias]]></category>
		<category><![CDATA[exposição dê-bô-tê]]></category>
		<category><![CDATA[exposição estampado a cidade]]></category>
		<category><![CDATA[exposição lendas vivas]]></category>
		<category><![CDATA[exposição no sertão dos gerais]]></category>
		<category><![CDATA[exposição olhar]]></category>
		<category><![CDATA[exposição para vender utopias]]></category>
		<category><![CDATA[exposição sensibicidades]]></category>
		<category><![CDATA[exposição seu abílio]]></category>
		<category><![CDATA[exposição sonhadores]]></category>
		<category><![CDATA[exposição tempo grão]]></category>
		<category><![CDATA[exposição vivências: pernambuco - alagoas]]></category>
		<category><![CDATA[festival de inverno de garanhuns 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[iezu kaeru]]></category>
		<category><![CDATA[Izidorio Cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[katarina barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[leandro olivan]]></category>
		<category><![CDATA[luciana ourique]]></category>
		<category><![CDATA[marcela camelo barros]]></category>
		<category><![CDATA[marcelo silveira]]></category>
		<category><![CDATA[marina feldhues]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[paulo meira]]></category>
		<category><![CDATA[roberto jaffier]]></category>
		<category><![CDATA[rubens costa]]></category>
		<category><![CDATA[zé lucas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=27144</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Antiga sede do Fórum de Garanhuns, a Casa Galeria Galpão se transforma, durante o Festival de Inverno, em um grande centro das artes neste período do ano. Na programação do espaço deste ano, o público poderá conferir 16 exposições permanentes, que contemplarão artes visuais, fotografia, design e moda, além de uma série de performances [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_27147" aria-labelledby="figcaption_attachment_27147" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Edmar Melo/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/Casa-Galeria-Galpao-Foto-Edmar-Melo-Secult-PE.jpg"><img class="size-medium wp-image-27147" alt="Edmar Melo/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/Casa-Galeria-Galpao-Foto-Edmar-Melo-Secult-PE-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Além de exposições, a Casa Galeria Galpão será ocupada com performances e uma roda de diálogo</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Antiga sede do Fórum de Garanhuns, a Casa Galeria Galpão se transforma, durante o Festival de Inverno, em um grande centro das artes neste período do ano. Na programação do espaço deste ano, o público poderá conferir 16 exposições permanentes, que contemplarão artes visuais, fotografia, design e moda, além de uma série de performances e uma roda diálogo sobre arte contemporânea, com os artistas visuais Beth da Mata e Marcelo Silveira, no primeiro dia de funcionamento. A abertura oficial da Casa acontecerá no dia 19/7,  e as atividades vão seguir até o dia 25/7, das 16h às 21h.</p>
<p><strong>Artes Visuais</strong><br />
&#8220;A maioria dos artistas escolhidos para expor na Galeria Galpão foi ranqueada e pontuada pela Comissão de Análise de Mérito &#8211; criada especialmente para o FIG 2015. Convidamos um ou outro participante, como Paulo Meira, para integrar nossas exposições e, dentro da própria Comissão, surgiu a ideia de promover uma atividade de formação com os artistas, que batizamos de <em>Diálogo Ex-Positivo</em>. Esse bate-papo com os artistas Beth da Mata, Marcelo Silveira e o nosso coordenador, Márcio Almeida, tratará sobre temas ligados à arte contemporânea e, prioritariamente, com questões que são primordiais na produção/proposição de um projeto nessa área&#8221;, disse Ellen Meireles, assistente da Coordenadoria de Artes Visuais, sobre a programação.</p>
<p>Nas salas e nos vãos da Casa Galeria Galpão, os visitantes vão poder ver a exposição <em>Sonhadores</em>, de Daaniel Araújo, que apresenta como eixo temático o sonho e a dimensão do sonhador. No espaço, ele irá apresentar uma mostra que trará representação de pessoas adormecidas, em quatro painéis inéditos, e outros elementos que remetem ao ato de sonhar. Além disso, durante o festival, o artista recolherá, através de arquivos de áudio coletados pelo<em> Whatsapp</em>, com os visitantes do FIG, narrativas de histórias sonhadas, que serão reproduzidas durante os dias em que a instalação estiver montada. &#8220;As pessoas podem enviar, desde já, seus sonhos através deste número (81)99814.7335. Como quero que as pessoas partilhem de uma experiência coletiva, esses áudios serão reproduzidos no meio da sala, tal qual fosse uma conversa entre quem mandou o arquivo e quem irá conferir a mostra&#8221;, disse Araújo.</p>
<p>Outro destaque é o intercâmbio que irá acontecer entre os artistas Adones Valença e Paulo Meira, na instalação <em>work in progress</em> <em>Sesibicidades</em>. Iniciada em 2013, o trabalho surgiu a partir de um mapeamento da área central de Garanhuns, e resultou em diversas criações que, através do universo popular, questionam o entendimento do que é arte na contemporaneidade. &#8220;A presença de Paulo Meira, como convidado dessa experimentação artística, visa promover um dialógo entre a obra de cada um deles e também assegurar o conceito work in progress proposto por Adones à curadoria. Eles adoraram a ideia e já estão trocando ideias sobre o que vão exibir por lá&#8221;, adiantou Ellen.</p>
<p>Já os artistas pernambucanos Marcela Camelo, Izidorio Cavalcanti, Charles Martins e Bruno Vieira irão mostrar, em <em>Para vender Utopias</em>,  um combo de exposição, performances, instalações e intervenções urbanas que, com elementos da rua, promoverão uma ponte a Casa Galeria Galpão e os espaços públicos de Garanhuns. &#8220;Somos um grupo de quatro artistas que, embora tenhamos propostas de trabalhos completamente diferentes, encontram na rua e no comércio, por isso o nome <em>Para vender Utopias</em>, substrato para suas artes. Queremos estabelecer uma conexão entre o que acontece na rua e a Casa Galeria Galpão&#8221;, contou Marcela Camelo.</p>
<p>Entre as performances e intervenções programadas, estão: a do artista Roberto Jaffier, que, no dia da abertura do espaço (dia 19/7, às 19h), irá mostrar um extrato de sua instalação <em>Criador de Memórias</em>, a partir de dispositivos sonoros e projetivos; a intervenção urbana de Leandro Iván Oliván, <em>Contato Sonoro</em>, que acontecerá no entorno da Casa Galeria Galpão (dia 19/7, às 18h30), e estabelecerá a condutividade dos corpos humanos, através de contatos na mesma frequência; e <em>Não estou aqui</em>, do artista garanhunense Clóvis Teodorico (dia 19/7, às 16h), que realizará várias intervenções pelas ruas e principais polos da cidade. Destaca-se ainda a exposição <em>Olhar</em>, do artista Rubens Costa, de Garanhuns, que fará um passeio por diversos momentos de sua trajetória artística.</p>
<p><strong>Design e Moda<br />
</strong>A Casa Galeria Galpão também abrigará cinco exposições de Design e Moda: <em>Lendas Vivas</em>, do artista potiguar Andrey Salvador;<em> Estampado na Cidade</em>, de Thalita Medeiros (Goaiana/PE); <em>ContraFluxo</em>, de Caio Lobo (Garanhuns/PE); <em>DÊ-BÔ-TÊ</em>, de Zé Lucas (Garanhuns/PE); <em>Tempo Grão</em>, de Katarina Barbosa (Garanhuns/PE). &#8220;Assim como em Artes Visuais, grande parte dos nossos trabalhos selecionados para o FIG 2015 foram escolhidos pela Comissão (de Análise de Mérito Cultural). Para dar uma equilibrada entre moda e design, o único artista que convidamos foi o jovem garanhunense Caio Lobo, que apresentará uns móveis conceituais que produz desde muito novo&#8221;, disse Ana Lira, assistente da Coordenadoria de Design e Moda.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/design-moda-casa-galeria-galpao.jpg"><img class="size-medium wp-image-27242 aligncenter" alt="Victor Jucá/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/design-moda-casa-galeria-galpao-607x430.jpg" width="607" height="430" /></a></p>
<p>&#8220;Essa é a primeira vez que apresento meu trabalho em Pernambuco. E não vou negar que estou bastante ansioso com a receptividade do público. Espero que os visitantes gostem dos <em>looks</em> que criei inspirados nas lendas contadas no Nordeste&#8221;, disse Andrey Salvador, responsável pela mostra <em>Lendas Vivas</em>. Com dez peças, o designer, que é do Rio Grande do Norte, criou uma exposição baseada em vários contos da cultura popular, como Viúva Machado (RN), a Mulher de Branco, o Carro de Boi, a Coruja da Igreja Matriz (presentes e contadas de diferentes formas em vários Estados nordestinos) e a Cobra da Lagoa de Extremoz (RN). &#8220;Usei penas, tecidos leves e fluídos, como algodão e seda, e tecidos mais estruturados, como organza e camurça, para recriar roupas que, embora não sejam tipicamente características dessas regiões, dialogam bem com o imaginário dos espaços onde essas lendas são contadas&#8221;, disse Salvador.</p>
<p>Em <em>DÊ-BÔ-TÊ</em>, do garanhunense Zé Lucas, os visitantes poderão conferir uma mostra que apresenta a maquiagem não só como uma forma de embelezamento, mas também de adorno e expressão artística. A ação conta com fotos e vídeos das maquiagens criadas para o projeto, assim como uma ferramenta na qual o público poderá interagir.</p>
<p>Também de Garanhuns, a designer Katarina Barbosa criou, para <em>Tempo Grão</em>, uma peça que usa a memória como referência. &#8220;Esse look foi criado a partir de um poema da autora pernambucana Cida Pedrosa, <em>Grace</em>, contido no livro <a href="http://www.interpoetica.com/site/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1368&amp;catid=0" target="_blank"><strong><em>As Filhas de Lilith</em></strong></a>, que retrata a história de quatro gerações de mulheres, através do café. O café é o link, é o canal da memória afetiva, que liga a vida dessas personagens, desde a colheita do grão ao café expresso servido no copo descartável&#8221;, disse sobre o projeto que pretende transformar numa coleção. &#8220;Essa primeira é parte de um projeto que quero criar e lançar em janeiro do ano que vem. Como sou do interior, pretendo criar um vídeo-fashion do processo de criação dessa coleção e, assim, alcançar mais pessoas e oferecer ao trabalho uma perenidade maior&#8221;, adiantou.</p>
<p>Único convidado da área de Design e Moda, o designer Caio Lobo irá mostrar que é possível misturar artes plásticas à criação de móveis, em <em>ContraFluxo</em>. Com 28 anos, o artista de móveis, como prefere ser definido, exibirá suas peças que utilizam materiais e técnicas pouco comuns ao universo do design de produtos, e mostrará que é possível fugir da convencionalidade quando o assunto é design de produtos.</p>
<p>Na exposição/intervenção<em> Estampado da Cidade</em>, a designer goianense Thalita Medeiros propõe uma ação de vivência em que os participantes poderão observar de maneira mais cuidadosa as peculiaridades e o patrimônio material de Garanhuns, através de uma visita guiada por um morador da cidade. Os participantes irão fotografar os aspectos que lhes chamaram atenção, e que podem ser analisados e transformados em moldes para aplicação em diversas superfícies por meio da técnica de estêncil. Por fim, o resultado desses moldes vão formar um painel que será construído para ser exposto na Casa Galeria Galpão.</p>
<p><strong>Fotografia</strong><br />
Na área de fotografia, a Casa Galeria Galpão receberá três mostras e um projeto interativo: <em>No Sertão dos Gerais</em>, da jornalista e fotógrafa paulista Ana Caroline de Lima; <em>Vivências: Pernambuco &#8211; Alagoas</em>, de Luciana Ourique; <em>A Praia</em>, da pernambucana Marina Feldhues; e o <em><a href="https://instagram.com/FIGmatik" target="_blank"><strong>@FIGmatik</strong></a></em>, do recifense Iezu Kaeru.</p>
<div id="attachment_27246" aria-labelledby="figcaption_attachment_27246" class="wp-caption img-width-546 aligncenter" style="width: 546px"><p class="wp-image-credit alignleft">Ana Caroline de Lima/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/sertao-dos-gerais-exposicao-casa-galeria-galpao.jpg"><img class="size-medium wp-image-27246" alt="Ana Caroline de Lima/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/sertao-dos-gerais-exposicao-casa-galeria-galpao-546x486.jpg" width="546" height="486" /></a><p class="wp-caption-text"><em>No Sertão dos Gerais</em> retrata a vida dos moradores de seis municípios mineiros</p></div>
<p>Premiado como melhor Ensaio Documental e Melhor Imagem Individual, no 2º Festival Théo Brandão de Fotografias e Filmes, de Alagoas, <em>No Sertão das Gerais</em>, de Ana Caroline de Lima fez um mapeamento imagético dos moradores das regiões Norte e Noroeste de Minas Gerais, a fim de descobrir como eles têm feito para se desvencilhar da seca que tem ultimamente assolado essas áreas. &#8220;Esses moradores viam, nas veredas que haviam nessas regiões, uma garantia de sobrevivência &#8211; caracterizada por solos pantanosos e cercados de vegetação nativa. As veredas costumavam ser conhecidas como as caixas d&#8217;água do Sertão e, hoje, com essa seca, essas áreas estão cada vez mais raras. Os moradores dos municípios de Januária, Urucuia, Bonito de Minas, Arinos e Riachinho e do vilarejo de Ribeirão de Areia, outrora berços de grandes veredas, atualmente têm de andar longas distâncias à procura de água. Quis percorrer esses vilarejos do sertão mineiro para retratar e conhecer personagens que transmitam o espírito sertanejo de resiliência e a forma que eles encontraram para se adaptar à falta d&#8217;água&#8221;, disse Ana Caroline a respeito das 20 imagens que exibirá no FIG.</p>
<p>Pensado especialmente para essa 25ª edição do Festival de Inverno, o projeto interativo <em><strong><a href="https://instagram.com/FIGmatik" target="_blank">@FIGmatik</a></strong></em>, de Iezu Kaeru, revela/apresenta/discute as mudanças pelas quais a fotografia vem passando nesses últimos anos, graças à popularização dos dispositivos móveis, como smartphones e máquinas digitais, e às redes sociais. &#8220;Através do <em>Instagram</em>, rede de compartilhamento de fotos, o <em>FIGmatik</em> irá fotografar as pessoas de um modo criativo, durante o Festival, tanto moradores quanto turistas, utilizando a técnica do retrato. Os muros de Garanhuns servirão como pano de fundo das imagens que serão publicadas diariamente na nossa conta no Instagram. Utilizando um iPhone 6, irei abordar pessoas nas ruas, criar retratos e estabelecer um diálogo explicativo sobre a obra, bem como estimulá-las a compartilhar seus retratos com a <a href="http://www.portugues.com.br/gramatica/para-que-serve-uma-hashtag.html" target="_blank"><em><strong>hastag</strong></em></a> #FIGmatik. A ideia é estimular essa interação entre os moradores de Garanhuns com sua própria cidade, com sua arquitetura, seus habitantes, seus hábitos e, principalmente, sua cultura e identidade&#8221;, afirmou Iezu. Os retratos do projeto serão materializados num catálogo, que será distribuído gratuitamente no dia do encerramento da Casa Galeria Galpão. &#8220;Queremos materializar numa publicação impressa a memória do Festival retratada por vários olhares&#8221;, finalizou o idealizador.</p>
<div id="attachment_27250" aria-labelledby="figcaption_attachment_27250" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marina Feldhues/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/serie-1-A-praia4.jpg"><img class="size-medium wp-image-27250" alt="Marina Feldhues/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/serie-1-A-praia4-607x486.jpg" width="607" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Doze imagens comporão a exposição <em>A Praia</em>, da recifense Marina Feldhues</p></div>
<p>Propondo-se a fugir do que estamos acostumados a ver sobre imagens do mar e lugares paradisíacos, a fotógrafa pernambucana Marina Feldhues, na inédita <em>A Praia</em>, criou uma série fotográfica tal qual a praia se apresenta em seus sonhos: &#8220;densa, misteriosa, quase outro planeta, outra dimensão&#8221;. &#8220;Como se trata de uma mostra cuja temática tem um cunho bem pessoal, criei uma atmosfera bem onírica, da qual a localização de tomada das fotos não são reveladas, justamente para não passar a ideia de um ensaio fotográfico de uma praia específica e, sim, um ensaio que estabelecesse um conceito de praia do qual estamos desabituados a ver por aí&#8221;, afirmou sobre as 12 imagens que compõem sua mostra.</p>
<div id="attachment_27438" aria-labelledby="figcaption_attachment_27438" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amanda Pietra/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/DSC_0436.jpg"><img class="size-medium wp-image-27438" alt="Amanda Pietra/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/DSC_0436-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A mostra <em>Seu Abílio</em> revela o dia a dia de um agricultor</p></div>
<p>A fotógrafa Amanda Pietra, de Garanhuns, apresentará a exposição <em>Seu Abílio</em> que mostra a compreensão da força do agricultor que se expressa tão forte nas marcas absorvidas em pele, no decorrer do seu envelhecimento e trabalho árduo. &#8220;A exposição tem como objetivo levar aos olhos do público além de calos, enxadas, seca e fome, o entendimento de que homem tem com seu mundo e realidade, a sobrevivência, com um olhar que só ele compreende, onde seus calos são relatos da consciência de sua sabedoria&#8221;, disse.</p>
<div id="attachment_27252" aria-labelledby="figcaption_attachment_27252" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Luciana Ourique/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/Vivencias-Pernambuco-Alagoas-Luciana-Ourique.jpg"><img class="size-medium wp-image-27252" alt="Luciana Ourique/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/Vivencias-Pernambuco-Alagoas-Luciana-Ourique-607x327.jpg" width="607" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">Inédita em nosso Estado, a mostra Vivências: Pernambucos-Alagoas já foi exibida no Museu da Imagem e do Som (MISA)</p></div>
<p>Por fim, a pernambucana Luciana Ourique exibirá a exposição <em>Vivências: Pernambucos-Alagoas</em>. Contemplada pelo Funcultura, em 2011, as 34 imagens revelam a produção de dez anos da fotógrafa entre as rodovias BR 101 Sul, PE-60, AL 101 e AL-435, estradas que ligam e entrecortam os dois Estados. &#8220;Como a mostra só foi exibida em Alagoas, no Museu da Imagem e do Som, acho de extrema importância trazer de volta essa riqueza cultural e fotográfica para que os pernambucanos também possam desfrutar. As fotografias reúnem personagem das duas unidades federativas e, através da pesquisa e catalogação das diversidades culturais de PE e AL, contribuem para o fortalecimento, conhecimento e preservação e visibilidade de nossas culturas&#8221;, disse Luciana.</p>
<p>O acesso à Casa Galeria Galpão é gratuito. Confira a programação completa do espaço durante o FIG 2015:</p>
<p><strong>ARTES VISUAIS</strong></p>
<p>Casa Galeria Galpão<br />
De 19 a 25 de julho | 16h às 21h<br />
Endereço: Av. Dantas Barreto, 34</p>
<p><strong>Sonhadores</strong><br />
Daaniel Araújo<br />
Exposição Work in progress</p>
<p><strong>Criador de Memórias</strong><br />
Roberto Jaffier<br />
Instalação/Performance</p>
<p><strong>Sensibicidade</strong><br />
Adones Valença e Paulo Meira<br />
Instalação Work in progress</p>
<p><strong>Para Vender Utopias</strong><br />
Marcela Camelo Barros, Izidorio Cavalcanti, Charles Martins, Bruno Vieira<br />
Instalação, Performance, Interação e Intervenção Urbana</p>
<p><strong>Diálogo Ex-Positivo</strong><br />
Beth da Mata e Marcelo Silveira</p>
<p><strong>Contato Sonoro</strong><br />
Leandro Oliván<br />
Intervenção Urbana</p>
<p><strong>Olhar</strong><br />
Rubens Costa<br />
Exposição de Pinturas</p>
<p><strong>DESIGN &amp; MODA</strong></p>
<p>Casa Galeria Galpão<br />
De 19 a 25 de julho | 16h às 21h<br />
Endereço: Av. Dantas Barreto, 34</p>
<p><strong>Exposição Lendas Vivas</strong><br />
Andrey Salvador (Natal-RN)</p>
<p><strong>Estampado da Cidade</strong><br />
Thalita Medeiros (Goiana-PE)</p>
<p><strong>DÊ-BÔ-TÊ</strong><br />
Zé Lucas (Garanhuns-PE)</p>
<p><strong>TEMPO GRÃO</strong><br />
Katarina Barbosa (Garanhuns-PE)</p>
<p><strong>Contrafluxo</strong><br />
Caio Lobo (Garanhuns-PE)</p>
<p>Centro de Turismo e Lazer SESC Garanhuns<br />
Rua Manoel Clemente, 185 – Santo Antônio</p>
<p>Sexta-feira, 24/7<br />
19h30 – Desfile do estilista Augusto Alencar</p>
<p><strong>FOTOGRAFIA</strong></p>
<p>Casa Galeria Galpão<br />
De 19 a 25 de julho | 16h às 21h<br />
Endereço: Av. Dantas Barreto, 34</p>
<p><strong>@FIGmatik</strong><br />
Iezu Kaeru</p>
<p><strong>No Sertão dos Gerais</strong><br />
Ana Caroline de Lima</p>
<p><strong>Vivências: Pernambuco – Alagoas</strong><br />
Luciana Ourique</p>
<p><strong>A Praia</strong><br />
Marina Feldhues</p>
<p><strong>Seu Abílio</strong><br />
Amanda Pietra</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/dezesseis-exposicoes-movimentarao-a-casa-galeria-galpao-durante-o-fig/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

