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Secult-PE reflete sobre a dimensão da cultura no Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo

Secretaria Estadual de Cultura traz uma reflexão sobre como um dos principais meios para integração e interação social pode ser um forte instrumento nesta causa em Pernambuco e no Brasil

Card_Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Celebra-se, neste domingo, 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O objetivo da data é promover conhecimento sobre o transtorno do espectro autista (TEA), bem como sobre as necessidades e os direitos das pessoas autistas – estima-se que sejam cerca de 70 milhões no mundo. Neste dia, a Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) traz uma reflexão sobre como a dimensão cultural, um dos principais meios para integração e interação, pode ser um forte instrumento frente ao autismo, possibilitando conquistas e descobertas e potencializando os indivíduos com TEA para o meio social.

“Percebemos a cultura como uma ferramenta importante na formação das pessoas desde os primeiros anos da infância até a vida adulta, expandindo de maneira significativa todas as dimensões que integram o indivíduo com TEAs, tais como a coordenação motora, a noção de espacialidade, a auto estima, a criatividade e a capacidade de percepção, atuando de forma complementar junto a outras terapias”, explica Adriana Coutinho, assessora Educação e Direitos Humanos da Gerência de Educação, Cultura e Cidadania da Secult-PE.

A dimensão artística e cultural conta com uma gama de possibilidades que integram a criança, o adolescente e o adulto com TEAs em todos os espaços da sociedade. A gestora da Secult-PE destaca que, em conversa com mães de filhos com espetro autista, elas revelaram que as crianças, após aulas de frevo e num curto período de tempo, tiveram um grande desenvolvimento social. “Esta é uma atividade muito usada para o desenvolvimento deles neste sentido da interação. Inclusive as cores utilizadas no frevo batem bastante com as do símbolo do TEA”.

Pernambuco e o Brasil são riquíssimos em instrumentos culturais, verdadeiros dispositivos potencializadores na formação do indivíduo com TEA. “Uma outra forma que a cultura pode contribuir neste tema é a inserção destes indivíduos, desde a primeira infância, nas manifestações culturais existentes no território pernambucano ou nacional e para além do ambiente escolar, estando presente também nas apresentações da cultura popular, no seio familiar e na comunidade”, reflete Adriana Coutinho.

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