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Projeto oferece oficinas gratuitas de audiovisual para 120 pessoas e promove inclusão social no setor

Inspirado no pioneirismo de Alice Guy-Blaché, o projeto aposta no audiovisual como ferramenta de formação, inclusão e reescrita de histórias, ampliando vozes historicamente invisibilizadas


Foto: Divulgação

Um projeto que une formação, memória e transformação social está sendo realizado com três ciclos de oficinas gratuitas voltadas para o audiovisual, contemplando, de forma 100% gratuita, 120 participantes e oferecendo ainda 30 bolsas de apoio no valor de R$ 300,00. A iniciativa é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo e tem como principal objetivo democratizar o acesso ao cinema e ampliar a presença de grupos historicamente sub-representados no setor.

O público prioritário inclui pessoas negras, pessoas trans, estudantes de escolas públicas, pessoas idosas, pessoas com deficiência e também profissionais do audiovisual que desejam se atualizar. Mais do que uma ação formativa, o projeto se configura como um espaço de inclusão, troca de saberes e fortalecimento de trajetórias, reconhecendo as desigualdades ainda existentes no acesso à cultura e à formação técnica no Brasil.

Toda a condução pedagógica é realizada exclusivamente por mulheres, reforçando o posicionamento político e simbólico da iniciativa ao valorizar a presença feminina no cinema. As oficinas são ministradas por profissionais de diferentes regiões e áreas do audiovisual:

1ª Etapa (já finalizada): Gabriela Akashi (SP) – Primeira Assistência de Fotografia | Clebia Sousa (PE) – Preparação de Elenco
2ª Etapa (em execução): Amanda Menelau (PE) – Assistência de Direção | Marila Cantuária – Caminhando em Stop Motion
3ª Etapa (06, 07 e 08 de maio de 2026): Priscila Nascimento(PE) – Captação de áudio e pós-produção | Alba Azevedo(PE) – Produção Executiva

O projeto é idealizado pela diretora e diretora de fotografia Keity Carvalho(BA) e realizado pela Curumim Produções(PE). Conta com o apoio pedagógico de Catarina Andrade (PE) Recebe incentivo da Lei Governo Federal – MinC | Secretaria de Cultura de Pernambuco (SECULT/PE) | Paulo Gustavo PNAB – Ações Criativas para o Audiovisual. Conta ainda com apoio estrutural do Porto Digital, parceria com o SENAC/Fecomércio e apoio do Estúdio Casona, proporcionando um ambiente que integra inovação, educação e prática profissional.

Inspirado na trajetória de Alice Guy-Blaché, considerada a primeira cineasta da história, o projeto também assume uma responsabilidade histórica: resgatar, difundir e refletir sobre o apagamento das mulheres na narrativa oficial do cinema. Pioneira desde o final do século XIX, Alice Guy-Blaché foi uma das primeiras pessoas a dirigir filmes de ficção, contribuindo diretamente para a construção da linguagem cinematográfica. Apesar de sua relevância, seu legado foi durante décadas invisibilizado.

Ao trazer sua história como eixo central, a iniciativa propõe não apenas uma homenagem, mas um reposicionamento simbólico: reconhecer as mulheres como protagonistas da história do audiovisual e criar condições concretas para que novas narrativas sejam construídas por diferentes vozes.

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