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Programação do Cinema São Luiz nesta segunda-feira fortalece a luta das mulheres

Na véspera do 8 de Março, equipamento gerido pela Fundarpe exibirá, às 19h30, o filme "Precisamos Falar de Assédio" seguido de debate com mulheres do audiovisual de PE

Mulheres rompem o silêncio e, sem interlocução, relatam experiências de violência e opressão do machismo e patriarcado,

Mulheres rompem o silêncio e relatam experiências de violência e opressão do machismo e patriarcado

“O 8 de Março, para nós, é um dia de luta, quando reafirmamos a importância de ocupar todos os espaços. Esse debate destaca a importância do protagonismo feminino na disputa de narrativa pelas suas pautas. O cinema também é uma ferramenta política e social para a reflexão da sociedade e não pode estar longe dessa discussão. É a partir dessa conversa que a gente pretende dialogar um pouco mais sobre como encarar e superar esses problemas”, avalia a cineasta Cecília da Fonte.

Integrante do Mulheres no Audiovisual Pernambucano (Mape), ela é uma das três debatedoras que participam da roda de conversa hoje no Cinema São Luiz, após a exibição do filme “Precisamos Falar de Assédio”, ao lado das também cineastas Bruna Leite e Cynthia Falcão, com mediação da jornalista Luciana Veras. O longa-metragem será passado em sessão única, às 19h30.

Da diretora Paula Sacchetta, o filme verbaliza experiências de abusos sofridos e pode gerar reações perturbadoras em quem o assiste ao jogar luz sobre a opressão e violência geradas pelo machismo e patriarcado. Uma van-estúdio estacionou em nove locais de São Paulo e do Rio de Janeiro, com o objetivo de reunir depoimento de vítimas de todo tipo de assédio.

Ao todo, 140 mulheres decidiram romper o silêncio, com idades entre 15 e 84 anos, moradoras de periferias e locais de alto padrão. Os depoimentos são puros, sem qualquer tipo de interlocução. O documentário foi exibido no 49⁰ Festival de Brasília (2016).

Da diretora Ana Paula Sacchetta, longa-metragem foi exibido no 49⁰ Festival de Brasília (2016)

Longa-metragem tem direção de Paula Sacchetta

“A normatização dos vários tipos de assédio vivenciado por nós, mulheres, faz parte do projeto de domesticação de nossas existências. Que esse debate possa contribuir para o fortalecimento de todas as mulheres e que os homens possam participar e compreender o papel fundamental que precisam exercer para o fim destas violências”, analisa a cineasta Bruna Leite.

HISTÓRIA – Março é considerado o mês de luta pelos direitos das mulheres. Desde o final do século 19, organizações femininas com origem no movimento operário protestavam em países da Europa e dos Estados Unidos contra o fim do trabalho infantil, as péssimas condições de trabalho e a exploração em forma de elevadas jornadas de trabalho em troca de baixas remunerações.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1.500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, uma longa greve têxtil fechou quase 500 fábricas norte-americanas. A movimentação seguiu efervescente até que, em 8 de março de 1917, aproximadamente 90 mil operárias protestaram na Rússia contra o Czar Nicolau II. O ato ficou conhecido como “Pão e Paz”. A partir daí, a data ficou consagrada mundialmente, sendo oficializada como Dia Internacional da Mulher em 1921.

Serviço:
Cinema São Luiz
Endereço: Rua da Aurora, 175, Boa Vista – Recife
Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) | Primeira sessão da segunda: R$ 5 (preço único)
Redes sociais (Instagram, Twitter e Facebook) @cinesaoluizreal
E-mail: saoluiz.recife@gmail.com

 

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