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Burrama anuncia chamada de elenco e oficinas para produção do filme

Burrama/Produção/Divulgação

Burrama/Produção/Divulgação

Produção do documentário conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura

O documentário Burrama, em fase de produção, anunciou a chamada de elenco e segue com as oficinas para a realização do filme. O média-metragem, que tem lançamento previsto para o ano de 2024, é de classificação livre, com 30 minutos de duração e foco no público infanto-juvenil. O objetivo do documentário ficcional é resgatar e trazer um fortalecimento da cultura afro-brasileira para a comunidade Quilombola Onze Negras, situada no Cabo de Santo Agostinho, município da Região Metropolitana do Recife (RMR). O projeto conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, e tem Gil Paz como o diretor, roteirista e ator do filme, além de Cora Fagundes como produtora executiva, roteirista e atriz.

Neste mês de abril, Burrama também realizou oficinas formativas de artes para a produção do média-metragem, todas elas voltadas para as crianças do elenco do curta-metragem e da comunidade Quilombola Onze Negras. As ações de formação têm como propósito ampliar ações de sustentabilidade na cultura, no meio ambiente e na economia local, e seguirá de maio a agosto deste ano,  com mais quatro ações formativas agendadas: “Biopercussão” com Siba Carvalho, nos dias 11, 18 e 25 de maio e 1º de junho; “Percussão” com Francinha, nos dias 8, 15 e 29 de junho; “Danças afrodiaspóricas e regionais” com Giza Ramos, nos dias 6, 13 e 27 de julho; “Ver-se em telas: oficina de fotografia e audiovisual pelo celular” com Barretinho, nos dias 3, 10, 17 e 24 de agosto.

“São momentos de troca, aprendizado e fortalecimento da cultura local. E a oportunidade não apenas de fazer parte do filme, mas também de mergulhar nas tradições e histórias desse lugar”, pontua Cora Fagundes.

“Burrama usa a imaginação para fazer memória a partir de elementos documentais. As crianças quilombolas são estrelas dessa aventura cheia de sorrisos e histórias. Na obra, a Comunidade Quilombola Onze Negras é o cenário de uma jornada, celebrando a autenticidade da cultura afro-brasileira”, comenta Gil Paz.

Burrama/Produção/Divulgação

Burrama/Produção/Divulgação

Na obra, a Comunidade Quilombola Onze Negras é o cenário de uma jornada, celebrando a autenticidade da cultura afro-brasileira

Ao todo, 13 pessoas foram selecionadas para o elenco após a realização do chamamento. A lista, divulgada oficialmente no dia 5 de abril, reúne Ana Vitória Nascimento da Silva, Corine Santos Fagundes Pereira, Elenita Ramos da Costa, Estefany França dos Santos, Evânia Copino da Silva Santana, Gilson Paz da Silva, Gizélia Ramos da Silva, Helena Marielle Santos Paz, Hoton Esteves Matias da Silva, José Pedro da Silva Monte, Letícia Beatriz dos Santos Batista, Maria José de Fátima da Silva Barros e Manoel José dos Santos.

“O enredo explora a descoberta de histórias da comunidade, a origem e os conhecimentos dos antepassados sobre o ser quilombola, por meio do olhar e da perspectiva das crianças de maneira lúdica, didática com os recursos de contação de história e também documental com entrevistas de moradores e moradoras da comunidade local”, explica Cora Fagundes.

Burrama valoriza e dá prioridade a talentos quilombolas, seja do Quilombo Onze Negras ou de outros quilombos pernambucanos. Dentro da realização do projeto está o poder da fala por meio de depoimentos das quilombolas do movimento Onze Negras, das moradoras e dos moradores da comunidade local para registrar e documentar a história.

“Nós, em diáspora, acreditamos na filosofia africana de que o futuro é ancestral e esse é o ponto de partida do enredo em que o protagonista rememora o próprio passado que mescla com realidade e imaginação para fazer o resgate da identidade da comunidade e transmiti-la às crianças. Além disso, direcionamos o olhar das pessoas sobre a visão de mundo, cultura e relação com a terra que há na comunidade, para que o público repense comportamentos e conceitos em relação ao povo preto, e também que ações que visem a sustentabilidade são possíveis e assertivas, uma vez que em Burrama o lixo vira produção de arte”, pontua Gil Paz.

A maioria absoluta das pessoas que integram o projeto Burrama é negra e afroindígena. Além de Cora Fagundes e Gil Paz, a equipe técnica é formada por Bia Pankararu (diretora de produção – set-platô), Barretinho (diretor de fotografia e oficineiro), Iyadirê Zidanes (1ª assistente de direção), Victor Limár (diretor criativo), Erlânia Nascimento (técnica de som direta e montadora/editora de vídeo), Jota Gomes (designer), Kanada PX (mídias sociais), Daniel Lima (assessoria de imprensa), Lucas Oliveira (oficineiro e preparador de elenco), Salamandra (oficineira e produtora de objetos de cena), Siba Carvalho (oficineira), Francinha (oficineiro e musicista/trilha sonora) e Giza Ramos (oficineira e atriz).

Confira as datas das oficinas que ainda serão realizadas: 

Biopercussão
Com Siba Carvalho
Datas: 11, 18, 25 de maio e 1º de junho
Horário a definir

Percussão
Com Francinha
Datas: 8, 15 e 29 de junho
Horário a definir

Danças afrodiaspóricas e regionais
Com Giza Ramos
Datas: 6, 13, 20 e 27 de julho
Horário a definir

Ver-se em telas: oficina de fotografia e audiovisual pelo celular
Com Barretinho
Datas: 3, 10, 17 e 24 de agosto
Horário a definir

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