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Júri do 16º Festival de Cinema de Triunfo reúne nomes representativos do audiovisual contemporâneo

triunfo

O Sertão pernambucano volta a ser cenário e protagonista do audiovisual com a realização do 16° Festival de Cinema de Triunfo, promovido pelo Governo de Pernambuco através da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). De 14 a 20 de dezembro, o município serrano recebe uma programação intensa, que reafirma a força do cinema como linguagem de imaginação, poesia e transformação.

Com o tema “No Sertão o cinema já nasceu encantado”, a edição de 2025 propõe um mergulho no poder simbólico da imagem e na potência criadora do território, reconhecendo o Sertão como espaço de encantamento, onde a arte se entrelaça com a oralidade, com a música, com a memória e com a ancestralidade. É desse encontro entre o real e o imaginário que nasce o olhar crítico do júri responsável por avaliar os filmes desta edição.

A pluralidade de experiências, linguagens, territórios e referências presente nos júris reforça o compromisso do Festival de Cinema de Triunfo com a diversidade estética e política do audiovisual brasileiro. Em sintonia com o tema da edição, o júri amplia o diálogo entre memória, território e criação, reconhecendo a produção contemporânea como força que reinventa, provoca e encanta.

Júri Oficial – Curtas, média-metragem e filmes experimentais:

Leonardo Lemos — Jornalista formado pela UNICAP e produtor cultural, vive em 2025 sua estreia no audiovisual. Em sua primeira incursão cinematográfica, criou o curta Casinha de Mureta, realizado com incentivo da Lei Paulo Gustavo. Inspirado no lema “uma ideia na cabeça, uma câmera na mão”, pesquisou casas históricas em Afogados da Ingazeira (PE) e experimentou múltiplas abordagens, mesclando lirismo, crítica e liberdade criativa. Seu trabalho já recebeu prêmios e passou por festivais nacionais e internacionais.

Danielle Valentim — Realizadora que se dedica a narrativas negras, femininas e híbridas, é autora de obras como Pretas da História e História de Preta. Em 2024, foi selecionada para os programas de aceleração Black Brazil Unspoken (Warner Bros. Discovery) e LANANI (Rede Globo). Acredita no cinema como memória viva e instrumento de transformação social.

Yane Mendes — Cineasta periférica, educadora popular e articuladora de favelas, nascida e criada no Totó, em Recife (PE). Mulher negra, coordena a Rede Tumulto e a Coalizão Nacional de Mídias Faveladas, Periféricas, Quilombolas e Indígenas. Já integrou o júri do Cine Maré e foi curadora da Semana Audiovisual de Cinema Negro no Recife. Seu olhar parte dos territórios, onde o cinema é ferramenta de memória, identidade e poder coletivo.

Chico Ludermir — Jornalista, mestre em Sociologia, realizador audiovisual e educador popular. Integra os coletivos Coquevídeo e Acervo do Vídeo Popular em Pernambuco, atuando na articulação entre comunicação, política e mobilização comunitária.

Júri Oficial – Longa-metragem nacional:

Pedro Severien — Diretor, professor, pesquisador, curador e ativista pernambucano. Dirigiu obras premiadas como Canção para minha irmã e Loja de Répteis. Seu primeiro longa, Todas as cores da noite (2015), estreou no Slamdance e foi premiado no Festival de Vitória. Fim de semana no paraíso selvagem (2022) recebeu mais de 20 prêmios. Mestre em Produção de Cinema e TV pela Universidade de Bristol e doutor em Comunicação pela UFPE, é autor dos livros Quando as luzes artificiais se apagam e Recife Ocupação Cinema. Atua como docente na Unicap e como curador do Cinema São Luiz.

Nayane Nayse — Realizadora e distribuidora de curtas do Sertão do Pajeú, atua no audiovisual independente desde 2015. Seus filmes foram exibidos e premiados em festivais nacionais. Fundadora e diretora da Aurora Distribuidora — primeira da região criada por uma mulher — dedica-se à circulação de curtas em mostras, festivais e cineclubes.

Priscila Nascimento — Cineasta, roteirista e montadora formada pela UFPE. Dirigiu Noite Fria, Fim de um Mundo, Notícias de São Paulo e Sonho em Ruínas, este último vencedor de Melhor Montagem e Melhor Edição de Som no CinePE 2025. Roteirista de Meu amigo Pedro Mixtape, vencedor de melhor filme no FICValdivia. Prepara-se para dirigir seu novo curta, Chá de calcinha.

Júri Popular – Mostra de curtas, média-metragem e filmes experimentais:

Gildenice Ferreira Tenório Maia – Mais conhecida como Gilda, é agricultora, liderança quilombola, mestra cozinheira, coordenadora do grupo das mestras e sócia da Associação Remanescente de Quilombo, Moradoras e Moradores do Sítio Águas Claras e Adjacências. Historiadora e autora de versos, vive na comunidade quilombola Águas Claras desde que nasceu.

Lucyle Araújo da Silva – É produtora cultural, assistente de produção, cantora, mediadora cultural e curadora. Atua na criação e organização de projetos artísticos, com experiência em ações voltadas à valorização da cultura local e ao fortalecimento de espaços comunitários. Como mediadora e curadora, desenvolve práticas que conectam artistas, público e territórios, promovendo acesso, diversidade e diálogo. Também se destaca como cantora, trazendo sensibilidade e identidade para suas apresentações. Lucyle integra a nova geração de agentes culturais comprometidos com inovação, inclusão e preservação das expressões culturais brasileiras.

Victor Douglas da Silva Ramos -  É artista, produtor cultural e designer gráfico natural de Triunfo – Pernambuco. Atua de forma integrada nas áreas de audiovisual, artes visuais e comunicação, sempre pautando seu trabalho na valorização da cultura popular, do patrimônio imaterial e das manifestações artísticas do Sertão do Pajeú. Ao longo de sua trajetória, tem desenvolvido e colaborado em diversos projetos culturais municipais e estaduais, com destaque para iniciativas vinculadas às escolas públicas e estaduais de Triunfo. Entre elas, destacam-se ações educativas e artísticas realizadas por meio de políticas públicas como o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PNAB) e a Lei Paulo Gustavo, que possibilitaram a realização de oficinas, mostras audiovisuais, intervenções artísticas e produções colaborativas com estudantes e educadores da rede pública de ensino. Esses projetos buscaram aproximar a juventude da arte e da cultura local, fortalecendo a identidade triunfense e promovendo o protagonismo dos jovens como agentes culturais. Victor Douglas tem atuado também na produção e concepção de projetos independentes que dialogam com o cotidiano das escolas, estimulando a criatividade, a expressão e a valorização das tradições populares, como os Caretas e as Veinhas de Triunfo.

Júri Popular – Mostra longa-metragem nacional:

João Diniz ou Zinid – É produtor cultural, artista visual, ator e realizador audiovisual, nascido no Sertão do Pajeú, na cidade de Triunfo, onde atua como provocador cultural, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento crítico e para a formação da base da identidade cultural da comunidade que o cerca. Atualmente é membro gestor da Rede Interiorana de Produtores, Técnicos e Artistas de Pernambuco/RIPA-PE e Agente Territorial de Cultura no Pontão de Cultura Cabras de Lampião de Serra Talhada-PE. Foi vencedor da mostra competitiva de curtas e médias metragens dos Sertões no XIV Festival de Cinema de Triunfo, com o documentário “Festejar São Benedito pra todo ano chover”. Também foi selecionado para a mostra competitiva de curtas e médias metragens dos Sertões no XV Festival de Cinema de Triunfo, com o filme “KRUARÃ – Território Ancestral”.

Janaina Alencar de Araújo – Produtora cultural e profissional de radiodifusão, natural de Triunfo-PE (1990), com trajetória construída entre o entretenimento, o jornalismo, a produção de eventos e a direção artística. Atuou na criação e produção do Festival Artístico (2004), ao lado de Joaneide e Aracelio Alencar, reunindo artistas da música, do teatro e da dança. Trabalhou na Rádio Web RW Princesa, com experiência em sonoplastia, produção e direção artística. Desenvolve projetos culturais com ênfase em gestão e execução, tendo realizado iniciativas contempladas pela Lei Aldir Blanc (2021) em Triunfo. Em 2024, integrou o júri de um festival de cinema. Também atua como modelo nos estados da Paraíba e Pernambuco, sendo agenciada pela FaceModel. Suas principais habilidades incluem produção de eventos, direção artística, sonoplastia, gestão de projetos culturais, entretenimento e jornalismo.

Teco de Agamenon – É produtor cultural, ator de cinema, teatro e circo. Roteirista de filmes e autor de textos teatrais, foi homenageado em 2014, em Paraty (RJ), no Festival FATU, pela destacada participação no cinema do interior. Atuou em seis filmes da Montserrat, sob direção de Marcos Carvalho. Integra há três anos o Grupo de Teatro Equipe Recife, dirigido por Arlindo Silva e Pimentel, tendo participado de montagens marcantes, entre elas a peça Jesus, o Messias Esperado, no Teatro do Parque, nas temporadas de 1978, 1980 e 1988. Com 47 anos de participação na Paixão de Cristo de Triunfo e 60 anos de atuação como artesão e brincante de careta, mantém uma trajetória singular dedicada às artes e à cultura popular. Atualmente, tem 68 anos.

Júri Especial Fepec – Prêmio Cineclubista – Melhor Filme para Reflexão:

Felipe dos Santos – Licenciado em Geografia (UFPE) e Coordenador de Projetos da produtora Entre Olhos. Fez a direção audiovisual dos curtas-metragens “Quintal Verde” (2021) e “Dakobo” (2023). Articula o Cine Cajá, projeto de cineclube itinerante voltado para o público infantojuvenil em comunidades e periferias do Recife e integra a Diretoria Executiva da Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC).

Montez – Natural de Recife (PE), é graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Editor-chefe da Revista Nostalgia, atua também como montador. É idealizador e programador do Cineclube Sans Soleil, além de curador do Janela Internacional de Cinema do Recife. Participou do Berlinale Talents, programa do Festival do Rio voltado à formação de novos talentos do audiovisual.

Rafa Montteiro – É uma realizadora cultural e cineclubista do Agreste Setentrional, desenvolve produções e pesquisas artísticas em torno da cultura Sulanca, coletividades e mulheridades. Atua diretamente na MurallProd e no Coletivo Chocalho. Principais realizações: Mostra Murall Asulancarte (2022), o documentário Costureiras no Online — premiado no Curta Taquary 2025 —, a Mostra Audiovisual Asulancarte (2024), Entrelinhas (2025), os Cineclubes: CineMona e Cine Brilha & Chacoalha.

 

 

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