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Espaços culturais

Exposição “Ateliês Pernambucanos 1964-1982″ segue em cartaz até julho no MEPE

A mostra inédita reúne 160 obras, documentos e fotografias que nunca foram exibidas juntas publicamente

Reprodução/Instagram

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Expô reúne acervo dos ateliês coletivos que fizeram história na cidade

Inaugurada no último dia 13/5, durante a programação da 14ª Semana Nacional de Museus, a mostra Ateliês Pernambucanos 1964-1982 segue em cartaz até o dia 3/7, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). A exposição, que conta com curadoria de Marcelo Campos, reúne diferentes grupos de artistas que fundaram espaços de criação de arte e cujos trabalhos são relevantes no contexto do tema, como Adão Pinheiro, João Câmara, Gilvan Samico, Gil Vicente, Luciano Pinheiro, Guita Chafifker, Raul Cordula, Liliane Dardot, José Claudio, Ypiranga Filho, e outros.

Ateliês Pernambucanos segue as tarefas de fazer de um momento uma possibilidade de reflexão, a partir de fatos cotidianos que, hoje, justificam um período histórico em que artistas, intelectuais, instituições e políticos promoveram encontros, abriram ateliês e galerias, transformaram espaços públicos e privados em lugares onde a arte era produzida e, sobretudo, vivenciada”, conta Campos.

A mostra apresenta núcleos intercambiantes, onde estão contemplados a pesquisa de campo realizada em diversos ateliês. Uma linha do tempo conta a história por meio de datas e fatos relevantes, além de referências históricas e obras de artistas seminais que influenciaram os ateliês pernambucanos, como Vicente do Rego Monteiro e Abelardo da Hora. O trabalho de pesquisa foi realizado junto aos acervos do Recife, com professores dos artistas, organizadores e interlocutores dos grupos.

Inicialmente, a ideia do projeto foi pesquisar um movimento que surgiu nos anos 60, em Pernambuco, com artistas que começavam a se reunir em ateliês coletivos em Olinda. O movimento, que estimulou esta integração, tem início com a migração de alguns artistas para a cidade, ainda no final da década de 1950. Mas o marco inaugural é a ocupação cultural do Mercado da Ribeira, em 1964, por meio da criação do Ateliê Coletivo e da Galeria Permanente de Exposições. A partir dai, diversos ateliês e espaços de arte são abertos em Olinda, como a Oficina 154 e o Atelier Mais 10, além dos ateliês das ruas do Amparo, Prudente de Morais e do Bonfim, e as galerias Sobrado 7, 3 Galeras, Lautreamont, Senzala e Franz Post. Outros fatos históricos se ligam a este momento profícuo nas artes pernambucanas, como a constituição do MAC, na década de 1970, a Oficina dos Guaianases, em 1974. Trata-se, sem dúvida, de um período de intensificação de mostras coletivas, que impulsionou a carreira de vários artistas.

De acordo com o curador, o nome da exposição reflete a efervescência cultural desse período e, mais do que isso, representa, “hoje, retomar, trazer à luz, misturar a produção de um dado local ao pensamento mais amplo, contemporâneo, e, por que não dizer, multicultural” dessa época.

Serviço
Exposição Ateliês Pernambucanos 1964-1982
Onde: Museu do Estado de Pernambuco – Avenida Rui Barbosa, 960, Graças
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 14h às 17h. Amostra segue em cartaz até o dia 3/7.
Ingresso: R$ 6 e R$ 3 (meia)
Informações: (81) 3184-3174

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