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Filme “A morte habita à noite” estreia no Cinema do Porto

Divulgação

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Roney Villela interpreta o escritor Raul, protagonista do filme “A morte habita à noite”

Primeiro longa-metragem do diretor Eduardo Morotó, o filme “A morte habita à noite” estreia nesta quinta-feira (15), às 19h, no Cinema do Porto/Fundaj. Com distribuição da Vitrine Filmes, a obra poderá ser vista nas salas de cinemas de todo o país. A produção, que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, é ambientada no Recife e é narrada como uma crônica, que transita entre o amor e a morte, além de ser marcado por uma grande melancolia urbana com personagens que habitam a marginalidade local. Após presenciar um suicídio, de sua janela, e ser abandonado pela mulher (Mariana Nunes) que ama, Raul vaga pela cidade em busca de amor embalado por uma solidão que marca sua própria identidade.

Para criar a história de Raul, um homem de 50 anos alcóolatra e desempregado, Morotó, que também assina o roteiro, buscou inspiração na literatura. “As personagens vivem no exílio da miséria e eu queria colocar o espectador dentro desses cenários em estado de ruínas. Diante disso, em primeiro lugar, o filme tem a dizer que o cotidiano sombrio o qual retrata não é uma fantasia, é a realidade de milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza. Além disso acredito que ele desperta um sentimento de reconhecimento e compaixão entre/perante essas figuras e também dialoga com a decadência de uma certa masculinidade e sua necessidade de transformação”, afirma Morotó.

Ainda na faculdade de cinema, o diretor adaptou um conto do escritor Charles Bukowski, “A mulher mais linda da cidade”, que se tornou o curta “Quando morremos à noite”, de 2011. “O longa acabou sendo uma consequência dessa obra, na qual o meu maior interesse estava na dinâmica dramatúrgica do conto, repleto de jogo de cena entre duas personagens, diálogos e situações cortantes, o que atendia o meu desejo de aprofundar-me na direção de atores. Além de enxergar naquele universo uma dimensão humana de confissão, de sentimentos inatos entre personagens fora dos modos sociais mais convencionais e inseridos num mundo de escassez”, explica.

Em sua equipe artística, o filme traz Marcelo Martins Santiago (Todos esses dias que somos estrangeiros), na direção de fotografia. A montagem é assinada por Frederico Benevides (Chão); a direção de arte é de Júnior Paixão (Solteira Quase Surtando); e a trilha sonora é assinada por Pedro Gracindo (Ao Final da Conversa, Eles se Despedem com um Abraço). Leonardo Mecchi, Mannu Costa e Henrique Spencer, assinam a produção do filme.

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