Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Fundarpe

Live debate a participação da juventude nas tradições de terreiro

Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe

Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe

O bate-papo vai ao ar nesta nesta quarta-feira (20), às 19h, no perfil do Instagram: @terreiroxamba

“Juventude de terreiro” é o tema em debate do terceiro dia do 2º Seminário Patrimonialização e Musealização de Bens Culturais de Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. O bate-papo acontece nesta quarta-feira (20), e o pai Júnior de Odé, membro do Conselho Religioso do Terreiro Nagô Àse Tàlàbi, será o convidado para falar sobre o assunto, na live transmitida pela conta do Terreiro da Xambá no Instagram (@terreiroxamba), das 19h às 19h50. A conversa terá mediação de Jorge Luiz da Xambá.

O evento é organizado pela Secult-PE/Fundarpe, pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC/PE), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Iphan-PE) e três comunidades de terreiro: Ilê Obá Ogunté (Sítio de Pai Adão), Ilê Obá Aganju Okoloya (Terreiro de Mãe Amara) e Ilê Axé Oya Megue, também conhecido como Terreiro Xambá, fundado em 1930 e considerado Patrimônio Vivo do Estado desde 2018.

As atividades do seminário são gratuitas e voltadas para comunidades de terreiro, gestores públicos, ativistas sociais, representantes políticos, pesquisadora(e)s e sociedade civil interessada.

“O seminário segue com dois temas importantes para a salvaguarda das tradições religiosas afro-brasileiras. Um deles é a participação de crianças e jovens nos cultos e celebrações. As comunidades de terreiro têm sofrido com ataques, sobretudo de grupos neopentecostais, que alegam que a participação de crianças nos rituais fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que não é verdade”, explica o coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Marcelo Renan de Souza.

PROGRAMAÇÃO

O evento vai até sexta-feira (22), com a Conferência de Encerramento sobre o tema Abate Religioso de Animais, com a participação do advogado Hédio Silva, do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras. Em agosto de 2018, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julgava a permissão de abates de animais em rituais religiosos, foi ele quem fez a defesa da prática perante a corte.

“Parece que a vida da galinha da macumba vale mais que a vida de milhares de jovens negros”, declarou o jurista, numa exposição de 8 minutos em que delineou o elemento do racismo religioso na tentativa de proibição da prática, relembrando que o Brasil é o país com o maior rebanho bovino para abate do planeta. Mais à frente, por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a prática é constitucional.

“No caso do abate religioso de animais, impera o desconhecimento público sobre como isso acontece nos rituais, o que alimenta imensamente o imaginário popular para demonizar as religiões afro-brasileiras”, complementa Marcelo Renan.

Serviço
Live no Instagram – Tema: Juventude de Terreiro
Quando: 20 de outubro de 2021 (quarta-feira), das 19h às 19h30
Convidado: Pai Júnior de Odé, membro do Conselho Religioso do Terreiro Nagô Àṣẹ Tàlàbí
Mediação: Jorge Luiz da Xambá
Perfil no Instagram: @terreiroxamba

< voltar para home