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Cirandeiros de Pernambuco são diplomados pelo Iphan

Patrimônio Cultural do Brasil desde 2021, a ciranda de Pernambuco vai ser homenageada neste domingo (5), com uma grande festa, em Carpina

Cristiana Dias/Divulgação

Cristiana Dias/Divulgação

A diplomação vai acontecer na sede da Associação das Cirandas de Pernambuco (AsCiPE), a partir das 16h, em Carpina

Que a ciranda é uma das expressões mais genuínas e envolventes da cultura popular todo pernambucano já sabe. Mas, há cerca de um ano e meio, esse reconhecimento finalmente foi abrangido oficialmente para o território nacional, com o título de Patrimônio Cultural do Brasil, que foi concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e neste domingo (5), em Carpina, acontece a diplomação das cirandeiras e cirandeiros do Estado, como marco desta titulação tão celebrada.

A grande roda vai tomar espaço na sede da Associação das Cirandas de Pernambuco (AsCiPE), a partir das 16h, e contar com a presença de mais de 30 cirandeiras e cirandeiros, além de autoridades. Tanto o primeiro momento, marcado por um debate, quanto o segundo, que vai culminar na grande festa com apresentações diversas, são abertos ao público. Nomes como Mestre Hamilton, Mestre Bi, Mestra Dulce Baracho e Mestra Severina Barachos – filhas de Antônio Baracho -, Mestre Anderson Miguel, João Limoeiro, Carlos Antônio, Pixito, Josivaldo, Noé da Ciranda entre tantos outros, vão fazer essa grande festa da cultura popular acontecer, a partir das 16h.

Para o secretário de Cultura do Estado, Silvério Pessoa, o título de Patrimônio Cultural do Brasil conquistado pela ciranda pernambucana é uma grande vitória da cultura popular local. “É um reconhecimento de uma expressão ancestral e tão simbólica, com as mãos dadas, o acolhimento, tudo isso também faz parte da ciranda. Parabéns às nossas cirandeiras e aos nossos cirandeiros! Que possamos cada vez mais ampliar, divulgar e dar perpetuidade à ciranda em todo o Estado”, diz o gestor.

Este momento de entrega dos diplomas era muito aguardado pelos cirandeiros. “Acredito que é um dos momentos mais importantes da história da ciranda em Pernambuco, mas não só para nós como para a cultura brasileira”, ressalta Mestre Hamilton. “A articulação da AsCiPE, que nasce em 2019, foi fundamental para que pudéssemos conquistar esse título. Estamos unidos nessa pauta de defesa da ciranda e da cultura popular pernambucana”, ressalta.

Catalogação e valorização da ciranda - Em Pernambuco, a ciranda tem ritmos e estilos distintos a depender da macrorregião. O mar, suas ondas e movimentos inspiram os cirandeiros do litoral, enquanto o verde da cana-de-açúcar e a vida rural fomentam a escrita dos músicos do Agreste e da Zona da Mata. Toda essa diversidade foi contemplada pelo Inventário Nacional de Referências Culturais da Ciranda em Pernambuco, produzido pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe),entre 2013 e 2014. A pesquisa foi primordial para que essa titulação fosse concedida pelo Iphan.

Segundo o coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Marcelo Renan, as reuniões realizadas pelos dois órgãos à época propiciaram uma maior integração dos cirandeiros do Estado, o que culminou também na fundação da Associação. “Essa cerimônia de diplomação é um evento a ser muito celebrado pois, mais uma vez, nos mostra a capacidade de organização dos representantes da nossa cultura popular. Somos grandes apoiadores, mas quem faz a cultura é o povo e essa conquista é de todos nós”, disse Renan.

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