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Secult-PE e Fundarpe reforçam debate sobre o audiovisual do interior de Pernambuco durante 7º Curta na Serra

Secult-PE e Fundarpe participam de mesa sobre dados, políticas afirmativas e arranjos regionais no Agreste


Foto: Domar/Curta na Serra/Divulgação

Neste domingo (29), a Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) marcaram presença na 7ª edição do Curta na Serra – Festival de Cinema ao Ar Livre, realizada em Serra Negra, distrito de Bezerros (PE). Representantes das instituições participaram de uma mesa dedicada ao fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual pernambucano, com foco nos realizadores do Agreste e do interior do estado.

Com o tema “Cartografias do interior: dados, arranjos regionais e ações afirmativas no audiovisual em Pernambuco”, a roda de diálogo reuniu Maria Samara, coordenadora de Audiovisual da Secult-PE; Clarice Andrade, diretora de Fomento da Fundarpe; Nathalia Cavalcanti, da Gerência de Educação e Direitos Humanos da Secult-PE; e Pedro Augusto, pesquisador do Observatório de Indicadores Culturais da Secult-PE.

Durante o encontro, foram apresentados dados atualizados, estatísticas e painéis do audiovisual em Pernambuco, com base na execução da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc. Também foram discutidos o panorama das políticas afirmativas no estado e o plano de ação dos Arranjos Regionais. A mesa propôs uma leitura ampliada do cenário audiovisual pernambucano, evidenciando trajetórias, desafios e possibilidades para o fortalecimento das políticas públicas no interior.“Quando o poder público se organiza para produzir e compartilhar levantamentos como esses, também está construindo memória”, destacou Maria Samara.


Foto: Domar/Curta na Serra/Divulgação

Ela também ressaltou a importância de uma construção coletiva no processo de regionalização: “É fundamental perguntar o que queremos com essa regionalização. Essa não pode ser uma perspectiva restrita a quem já está nos territórios, mas sim fruto de um acordo coletivo, de uma discussão política ampla, com a participação de todas as regiões”.

Para Clarice Andrade, a disponibilização desses dados é parte essencial do processo: “Nossa presença aqui é também para entregar essas informações. Compartilhar esses dados é uma forma de fortalecer o setor e ampliar o acesso às políticas públicas”.

Consolidado no calendário cultural do estado, o Curta na Serra vai além das exibições de filmes ao ar livre. O festival vem se afirmando como espaço de formação, articulação institucional e construção coletiva, promovendo debates, oficinas e encontros que conectam realizadores, gestores públicos e agentes culturais.


Foto: Domar/Curta na Serra/Divulgação

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