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AUDIOVISUAL

FestCine inscreve para oficinas sobre videoarte e representação da mulher no cinema

Inscrições podem ser realizadas até 10 de novembro, exclusivamente por e-mail

O 18º Festival de Curtas de Pernambuco – FestCine, promovido pelo Sistema Secult-PE/Fundarpe em parceria com a Prefeitura do Recife, está com inscrições abertas para duas oficinas gratuitas.

divulgação

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Identidade visual do FestCine 2016

Com a proposta de gerar reflexões sobre a cinematografia de diretoras e questionar padrões como o da mulher-musa e da mulher-coadjuvante no audiovisual, a jornalista e pesquisadora Carol Almeida vai facilitar a oficina Para além do teste Bechdel: representação da mulher no cinema. Já a cineasta e educadora Lia Letícia vai orientar o minicurso Videoarte em ação, exibindo e discutindo obras de diversos artistas do gênero, contemplando vertentes como performance, intervenção urbana, videopoesia e videoinstalação.

De acordo com Milena Evangelista, coordenadora do festival, “as duas atividades formativas desta edição dialogam com questões que – inclusive para a política pública do audiovisual -, são urgentes, como a promoção da visibilidade e o incentivo ao protagonismo das mulheres no fazer cinematográfico”. Além disso, “a ideia é estimular ainda a diversidade de narrativas, estéticas e a experimentação no audiovisual, até porque o FestCine é o único em Pernambuco com uma categoria específica voltada para obras de Videoarte/Experimental em mostra competitiva”, complementa.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente online, até o dia 10 de novembro, pelo envio de informações para e-mail: festcinepe@gmail.com. No título das mensagens, os interessados devem colocar “inscrição + nome da oficina”. No corpo do e-mail, precisam constar nome completo, idade, contatos (telefone e e-mail) e uma carta de intenção com até 10 linhas sobre a participação nas oficinas.

Sobre o festival

Marca da atual política para o fomento e difusão do nosso cinema, o FestCine 2016 vai acontecer entre os dias 28 de novembro e 3 de dezembro. “Em mais esta edição, estamos reforçando o caráter de formação que o festival já vem exercendo ao longo de sua trajetória, além de garantir a exibição de obras realizadas por estudantes de faculdades e cursos técnicos na área”, comemora o Secretário Estadual de Cultura Marcelino Granja.

Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE e da Fundarpe, em parceria com a Secretaria de Cultura e a Fundação de Cultura da Cidade do Recife, o festival vai ganhar novamente a tela do templo do audiovisual pernambucano, o Cinema São Luiz. Já as oficinas acontecerão no Espaço Pasárgada, também no bairro da Boa Vista. “É uma alegria podermos contar com equipamentos públicos estaduais a serviço da difusão do nosso cinema e de reflexões sobre toda a cadeia produtiva do audiovisual “, comenta Márcia Souto, Presidente da Fundarpe.

Saiba mais sobre as oficinas do 18º FestCine:

Para além do teste Bechdel: representação da mulher no cinema

A partir de conceitos-chave da teoria fílmica feminista, que atravessa pensadoras desde Laura Mulvey, Teresa de Lauretis e Bell Hooks até teorias mais recentes sobre cinema queer, a oficina pretende dar um panorama de como a presença da mulher no cinema tem sido lida não apenas por uma cinefilia historicamente machista, mas pelo próprio pensamento feminista. Além do conteúdo teórico, a oficina pretende apontar para uma cinematografia de diretoras mulheres que potencializam esse debate. Trata-se mais de indicar por que devemos olhar melhor para essa outra cinematografia, que quebra com o padrão da mulher-musa, a mulher-passiva, a mulher-coadjuvante, com exibição de trechos de filmes que tensionem e problematizem a ideia de feminismo no audiovisual. Entre as diretoras debatidas, estarão Chantal Akerman, Agnès Varda, Margarethe Von Trotta, Dee Rees, Anna Muylaert e Naomi Kawase. Haverá, portanto, uma introdução ao cenário atual, no Brasil e no mundo, sobre como as mulheres são representadas no cinema, demonstrações de como as diretoras em questão tentam subverter esse olhar.

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Carol Almeida é jornalista cultural e crítica de cinema

Ministrante: Carol Almeida – Jornalista cultural, crítica de cinema e atualmente aluna doutoranda do programa de pós-graduação em Comunicação na Universidade Federal de Pernambuco com foco na relação Cinema e Cidades. Publica no site www.foradequadro.com, escreve esporadicamente sobre cinema para diversos meios de comunicação do Brasil e faz parte do coletivo Quebrando Vidraças – Desconstruindo o Machismo no Audiovisual Pernambucano.

Público-alvo: Pessoas interessadas na linguagem cinematográfica e em questões feministas.
Faixa etária: A partir de 18 anos.
De 30/11 a 2/12, das 8h às 12h
Local: Espaço Pasárgada (Rua da União, 236)
Quantidade: 25

Videoarte em ação

Através da exibição e discussão de obras de diversos artistas a oficina investiga aspectos da vídeoarte, em suas diversas vertentes como performance, intervenção urbana, videopoesia, videoinstalação, bem como busca diálogo com os jovens através de suas experiências com novas tecnologias. A oficina aborda as discussões acerca da inserção do audiovisual na arte desde as experimentações técnicas do início do século XX, passando pelas intervenções da contracultura e do cinema experimental até a atual sociedade digitalizada. O cinema, arte surgida há pouco mais de um século, estabeleceu-se primordial e dominantemente como uma arte de contar histórias. No entanto, ao longo do seu desenvolvimento o cinema seguiu em várias outras direções, bem distantes das narrativas, estreitando laços, por exemplo, com a linguagem plástica e sonora. Já vislumbradas pelas vanguardas artísticas históricas como o Futurismo, o Dadaísmo e mesmo o cineasta Melliés, estas investigações resultaram no cinema experimental de pioneiros como Maya Deren e Stan Brakhage, que testaram os limites do audiovisual introduzindo elementos advindos de outras linguagens artísticas. Experiências limítrofes entre artes visuais e cinema foram o estopim do que chama-se videoarte, linguagem desenvolvida por artistas desde os anos 60. A potência do vídeo trouxe novas técnicas e procedimentos, inspirando o cinema contemporâneo e sendo incorporado por ele.

Ericson Silva

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A cineasta e educadora Lia Letícia

Ministrante: Lia Letícia – Em Porto Alegre, trabalhou com cenografia para teatro e escola de samba. Muda-se para Olinda e explora a pintura em diversos suportes, como murais e tecido. Vai morar na casa Molusco Lama, onde participa de exposições coletivas e suas primeiras individuais. Atua em performance e inicia criação em vídeos e filmes. Além de escrever e dirigir seus próprios filmes, trabalha como diretora de arte. É educadora no projeto de experimentação audiovisual Escola Engenho e no Tardes de Quintal. Também coordena o Cinecão, além de projetos independentes de arte na Maumau|Recife.

Público-alvo: Estudantes de artes visuais, cinema, dança, músicos e artistas em geral interessados em linguagens híbridas.
Faixa etária: A partir de 18 anos
De 28/11 a 02/12, das 14h às 17h
Local: Espaço Pasárgada (Rua da União, 236)
Quantidade: 15

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