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Conferência Estadual

Sociedade civil e poder público dão início à plenária final da IV Conferência Estadual de Cultura

Jan Ribeiro

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Durante a solenidade, foram apresentados os números que comprovam o sucesso da IV CEC PE

Após amplo processo de escuta em todo o Estado, a IV Conferência Estadual de Cultura de Pernambuco chegou a sua plenária final, que teve abertura na noite da última sexta-feira (23), no Centro de Formação e Lazer do Sindsprev, que fica em Guabiraba (Recife), onde os trabalhos seguirão até o domingo (25). Com a presença dos delegados eleitos nas pré-conferências, conselheiros e convidados, a solenidade foi marcada por discursos que comemoraram o sucesso de todo o processo que desencadeará no primeiro Plano Estadual de Cultura de Pernambuco.

O momento foi aberto pela Secretária Executiva de Cultura, Silvana Meireles, que apresentou os dados finais relativos ao processo da IV CEC PE. Ao todo, 138 municípios (75% do Estado de Pernambuco) receberam as 26 pré-conferências, que contaram com 1.942 participantes. O processo culminou na nomeação de 250 delegados, entre eleitos e natos. Como prova ede que a minuta do Plano Estadual de Cultura conseguiu espelhar as demandas da sociedade, o documento teve 78,4% de aprovação, 21,4% de edições e 0,24% de propostas suprimidas.

Jan Ribeiro

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O Secretário de Cultura, Marcelino Granja, comemorou o sucesso das pré-conferências

“Esse é um momento de celebração política, social e cultural. Antes, agradeço a confiança política da sociedade no processo pactuado pelo Governo do Estado com os Conselhos de Cultura para propor essa conferência e realizá-la.Com o êxito conquistado, é momento de comemoração da política pública de desenvolvimento social. Essa Conferência de Cultura, neste cenário em que o País vive, é uma ousadia política que, feita de maneira vitoriosa, merece mesmo ser comemorada. Na contramão do processo político que o Brasil passa, fazemos um contraponto de mobilização, de de afirmação democrática, da possibilidade do Estado Brasileiro ser um Estado inclusivo”, lembrou o Secretário de Cultura, Marcelino Granja.

O Secretário ainda destacou os três pontos principais que coordenarão o Plano Estadual de Cultura. “O primeiro aspecto e fundamental é que irá tornar lei os recursos para a cultura nos próximos 10 anos. O segundo é que o Plano, em seus eixos estratégicos, deixa claro que há uma prioridade para a cultura popular, para a promoção da nossa diversidade e para a valorização da nossa identidade, assim, a gente reafirma que há uma relação dialética entre a diversidade cultural e a nossa identidade. O terceiro aspecto é que nós queremos que esse plano radicalize na democratização dos instrumentos de fomento.Isso passa por três questões fundamentais, uma delas é que haja a presença da nossa origem negra no nosso fazer cultural e as outras duas se refere às nossas maiores deficiências na política de inclusão e diz a respeito a questão de gênero, pois as mulheres ainda têm pouca expressão nos nossos instrumentos de fomento,  e a outra é questão da inclusão regional, para a gente regionalizar a distribuição de recursos do Funcultura. Vamos garantir uma maior presença de todas as caras do pernambucano e da pernambucana”, defendeu.

A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, parabenizou os delegados, a sociedade e os colegas da gestão pela realização do processo da IV CEC PE. “É um momento de construção coletiva mas é também um momento que materializa muito a política cultural definida nesta gestão, que é uma política cultural democrática, com a implantação de três conselhos que possibilita a participação direta da sociedade civil no debate das políticas públicas, com os fóruns temáticos das linguagens, com a participação intensa de todo o Estado. Esse avanço é resultado de ações que têm sido feitas esse tempo todo, não chegamos a essa minuta de Plano sem ter dado passos importantíssimos antes. O Plano tem a função principal de garantir o nosso planejamento, a nossa visão de futuro, uma política pública de Estado, que é diferente de uma política de governo, construída pela sociedade civil com o Governo do Estado, esse é um passo fundamental para que a gente tenha a garantia da participação democrática por muito tempo”, frisou ela.

Jan Ribeiro

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A presidente da Fundarpe destacou que o processo da IV CEC PE espelha um modelo de política cultural democrático

Entre os integrantes da mesa, a produtora de teatro Paula de Renor, que é presidente dos Conselho Estadual de Política Cultura, lembrou da missão dos conselheiros. “Hoje, aqui, um momento histórico, um passo decisivo para a afirmação da nossa cidadania cultural. É uma época de perda e retrocessos dos nossos direitos sociais, políticos e culturais, em um país desgovernado, onde a cultura sempre está posicionada no final do túnel, provamos que existe sim uma luz e que ela é emanada por nós. Nesta conferência, todos aqui têm grande responsabilidade na votação desse Plano, que consolidará a democracia cultural do nosso estado. Pernambuco está de parabéns! O Conselho Estadual de Política Cultural, no fim do seu mandato, deixa como seu legado o Plano, como contribuição de sua primeira gestão. Cabendo aos próximos conselheiros a incumbência de serem atentos e rígidos no acompanhamento e fiscalização de sua execução. Me orgulho de estar presente neste momento”, resumiu.

A chegada da plenária final da IV CEC PE também trouxe boas expectativas para os delegados presentes. “Para a gente da fotografia, participar da Conferência é fazer a consolidação do Plano focados muito em resgatar algumas ações e avanços, que a gente já teve, e ficaram perdidos ao longo do processo de mudanças dos governos”, explicou a jornalista Mariana Lima, que faz parte do time de delegados. O produtor Wagner Staden acredita que o momento simboliza uma política cultural mais transparente. “É a grande oportunidade de ter uma ferramenta para cobrar do Governo a execução das ações que constarão no Plano”, observou ele.

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Delegados, conselheiros e integrantes da sociedade civil compareceram a abertura da plenária final da IV CEC PE

Natural de Serra Talhada, o conselheiro Modesto Lopes reiterou que o Plano virá para garantir a representatividade de todas as regiões do Estado. “É a primeira vez nesse modelo que, nós do Sertão, e de Pernambuco como um todo, nos sentimos representados. Antes, nunca havia representantes do interior no Conselho, por isso, este Conselho passa a ser histórico e essa mudança é uma culminância dessa Conferência, que consagra a reafirmação da cultura pernambucana”, disse. A priorização da diversidade cultural de Pernambuco também foi comemorada por representantes da música. “A gente busca nesta Conferência trazer a possibilidade de que a cultural musical do Estado saia fortalecida não só nos ciclos festivos, mas como também fora deles”, comentou o maestro Newton Caivano, que é conselheiro de música.

A Secretaria de Cultura do Recife, Lêda Alves também compareceu à solenidade, que definiu como um momento alegre. “No momento em que há uma organização popular e uma organização da sociedade civil que encaminha para a formação de grupos de estudos sobre a nossa cultura e suas várias linguagens e a importância da cultura como elemento libertador, essa conferência se torna muito importante, porque a gente reúne vozes, pensares, fazeres, para juntos a gente refletir quais os caminhos melhores para uma cidadania. Cultura leva a cidadania e essa é a primeira vitória da gente”, concluiu ela.

 

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