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Festival de Inverno

FIG apresenta nova cena musical pernambucana no Rio2C

Festival de Inverno de Garanhuns é o único evento realizado exclusivamente pelo poder público que está na programação do Festivália

Jan Ribeiro/CulturaPE

Jan Ribeiro/CulturaPE

Artistas ensaiam para o show inédito que será apresentado no Rio

Camila Estephania

Os múltiplos palcos que compõem o Festival de Inverno de Garanhuns, realizado pelo Governo de Pernambuco, são uma amostra da diversidade cultural do evento que, a cada ano, reafirma seu compromisso com todas as linguagens artísticas. Entre nomes de todo o Brasil que já integraram a programação nesses 28 anos de evento, os pernambucanos sempre tiveram espaço garantido não só nos polos de música, mas também nos de artes cênicas, artes visuais, literatura, entre outros.

É neste acorde da valorização dos nossos artistas que o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura/Fundarpe, convidou nove nomes representativos da cena musical contemporânea do Estado para apresentar o espetáculo “Nova Cena Pernambucana”, que vai representar o FIG no Festivália, encontro de grandes festivais de música inserido na programação do Rio Creative Conference, o Rio2C.

Marcado para às 17h do dia 7 de abril, o show tem direção musical de Juliano Holanda e apresenta Aninha Martins, Flaira Ferro, Isaar, Isadora Melo, Martins, Almério, Romero Ferro e Amaro Freitas. O show que traz esse recorte da cena musical pernambucana em evidência busca refletir não só a vasta gama de sonoridades que tão bem simboliza a nossa música como também abranger a força da dança, do teatro e do cinema, expressões que também marcam a trajetória artística dos convidados. 

Divulgação

Divulgação

Todos os artistas já passaram pelos palcos do Festival de Inverno de Garanhuns

Para a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, “o grande diferencial do FIG é seu compromisso com a política pública para a cultura em Pernambuco, por ser realizado exclusivamente com recursos públicos e pelo Governo do Estado”. Ainda de acordo com a presidente, “a chegada desses artistas – todos com a experiência dos palcos do FIG – é mais um esforço da gestão estadual no sentido de promover a arte e a cultura pernambucanas, uma ação que se soma a estratégias consolidadas de incentivo, como a política de editais para ciclos festivos e do Fundo Estadual de Incentivo à Cultura (Funcultura)”. Desde 2017, há um edital do Funcultura específico para a Música, que destina cerca de R$ 4,7 milhões para projetos de circulação, gravação, manutenção de bandas, entre outras categorias.

O Secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, destaca que “o FIG é território da diversidade” e convida o público de todo o país a conferir a edição deste ano: “Nada representa melhor o FIG do que o gosto pela novidade e a garantia de palco para os sonhos e o talento de jovens artistas pernambucanos. O show que o Governo do Estado tem o privilégio de apresentar no Rio2C está alinhado a duas marcas importantes do Festival: a reafirmação de nossa identidade como um povo de enorme diversidade cultural; e a promoção do intercâmbio entre grupos e artistas das mais diversas expressões”.

Os nove convidados ainda serão acompanhadas por uma banda de apoio de peso, que conta com Philipe Moreira Sales, no pífano, Rafa B, na bateria, e Roger Victor, no baixo. Ao lado de Juliano Holanda, na guitarra, Thiago Martins, na rabeca, e Amaro Freitas, no teclado, os instrumentistas assumiram a missão de rearranjar e trazer unidade para o repertório, que contará com músicas dos cantores convidados, além de homenagens a Luiz Gonzaga, Alceu Valença e Reginaldo Rossi. “A gente resolveu fazer um link com esses três pilares básicos na formação de quem faz canção em Pernambuco. Podiam ter muitos outros, mas escolhemos esses três através de ‘Sol e Chuva’, de Alceu, “Pense N ’eu”, de Gonzaga, e ‘Desterro’, de Rossi”, adianta Juliano Holanda, comentando as escolhas do repertório.

Foto: Leo Caldas

Foto: Leo Caldas

Em 2017, o maior palco do Festival atraiu um público de 250 mil pessoas

Entre as músicas da nova geração, estarão títulos como “Braseiro”, gravada por Isadora, “Preta Cirandeira”, de Isaar, “Queria Ter Pra Te Dar”, de Almério, “O Medo em Movimento”, de Romero Ferro, e uma peça instrumental de Amaro Freitas. “Acho que o show representa todos os palcos do FIG. Quem conhece o festival, vai sentir os momentos de cada polo, a música do FIG vai estar ali em camadas”, defende Holanda, que acredita que, apesar do grupo ser heterogêneo, trazendo diferentes referências de cultura popular, urbana e do subúrbio presentes na obra de cada um, a mistura consegue traduzir a história da música pernambucana. “Está sendo muito leg al ver os artistas se deixarem contaminar um pelo outro”, resumiu ele, ao explicar que nunca haverá um momento individual, já que todas as músicas serão apresentadas em coletivo ou por boa parte dos convidados juntos.

“A gente achou muito interessante a ideia da Fundarpe de valorizar esse aspecto de união da música pernambucana atual. Talvez haja uma ambição maior para a gente que é provocar mais conexões entre outros artistas”, observa Holanda, ao explicar que o sentimento de coletividade também inspirou a escolha de um repertório cujas letras defendem a prosperidade social. “‘Pense N’eu’ tem um verso que fala ‘felicidade teu nome é união’ e todo esse texto que nos interessa, assim como “Coisa Mais Bonita”, de Flaira, se afirmou no nosso roteiro”, diz Holanda, sobre a necessidade de expandir a música da cantora pernambucana que fala sobre a liberdade sexual feminina.

Beto Fugueiroa

Beto Fugueiroa

Juliano Holanda é diretor musical do show e adianta o repertório da apresentação no Rio

“Hoje percebo que há mais confiança e abertura para as mulheres na música pernambucana e é muito bacana porque essa geração mais jovem me influencia e me encoraja muito. Foi engraçado quando me chamaram para esse projeto, porque eu pensei: mais uma vez uma nova cena e eu estou ali de novo, mas é bom saber que a minha mensagem ainda é nova. Para mim é renovador e oxigena as ideias estar dentro disso”, comenta Isaar que, apesar de ter iniciado a carreira nos anos de 1990, ainda é um dos nomes mais atuantes e que mais dialogam com os novos artistas do Estado.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/CulturaPE

Com bastante experiência nos palcos do FIG, Isaar integra a comitiva de divulgação do Festival no Rio

Dentro dessa nova safra de revelações, o cantor Almério, natural de Altinho, também comemorou o convite. “Eu trabalhava em uma banca de revistas em Caruaru e pedia para que as minhas férias fossem quando o FIG começasse, que era pra eu poder acompanhar. Fui muito influenciado por esse festival. Hoje, estar representando esse evento no Rio2C é de uma responsabilidade imensa, porque todos temos consciência de que estamos representando um bocado de artistas que não puderam estar no show, mas que estarão ali através do nosso trabalho, porque eles também dialogam com a gente”, falou o compositor, ao lembrar que o cenário pernambucano é ainda mais amplo.

Para completar o espetáculo, a iluminação será feita por Natalie Revorêdo e também haverá projeções, feitas por Gabriel Furtado, de filmes em Super8 de Jommard Muniz de Brito. “A proposta é que ele trabalhe nessas imagens a partir da arte criada para o Festival de Inverno de Garanhuns. Como Jommard foi o capitão do movimento de Super8 no Estado e influenciou a cena forte de cinema que temos hoje, essas imagens irão ilustrar as músicas e também repercutirão o audiovisual”, finaliza André Brasileiro.

Marcelo Soares

Marcelo Soares

O cantor Romero Ferro é de Garanhuns e, ao lado de Almério, representa a cena musical surgida no agreste pernambucano

SERVIÇO

Show “Nova Cena Pernambucana no Rio2C” (Festivália)
Sábado, 7 de abril | 17h
Local: Cidade das Artes – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$ 50,00 (meia) e R$ 100,00 (inteira) | Programação Completa do Dia 07/04 AQUI
Vendas online AQUI

FICHA TÉCNICA

Promoção: Governo de Pernambuco (Secult-PE e Fundarpe)
Direção Artística: André Brasileiro
Direção Musical: Juliano Holanda
Artistas: Amaro Freitas, Aninha Martins, Almério, Isaar, Isadora Melo, Flaira Ferro, Martins e Romero Ferro
Banda: Philipe Moreira Sales (pífano), Rafa B (bateria), Roger Vitor (baixo), Juliano Holanda (guitarra), Amaro Freitas (teclado) e Martins (rabeca)
Iluminação: Natalie Revorêdo
Projeções: Gabriel Furtado

SAIBA MAIS SOBRE OS ARTISTAS

JULIANO HOLANDA

Um dos músicos mais requisitados da cena pernambucana contemporânea, Juliano Holanda é músico, produtor e compositor. Nascido em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e criado em Olinda, o artista soma múltiplas referências musicais do Estado. Além de integrar grupos como Orquestra Contemporânea de Olinda, Wassab, Rabecado e Azabumba, o artista também já lançou dois álbuns solos e já produziu discos como “Vestuário”, de Isadora Melo. Para a televisão, fez a trilha sonora da série “Amorteamo”, exibida em 2015, na Rede Globo. Até o presente já conta mais de 100 composições e participações em mais de 50 discos.

ALMÉRIO

O cantor e ator radicado em Caruaru segue um caminho luminoso, embalado pela ótima repercussão de seu segundo álbum, o “Desempena”, patrocinado pelo Natura Musical. Em palcos como o do Rock In Rio 2017, no qual se apresentou ao lado de Johnny Hooker e Liniker, Almério revela toda a maturidade artística e a força poética de um dos jovens expoentes da música brasileira contemporânea.

ISAAR

Iniciou a carreira como brincante de folguedos como o Maracatu, Cavalo Marinho, Boi e Afoxé, que serviram de inspiração para a criação do grupo Comadre Fulozinha, em 1997, do qual também participava a cantora Karina Buhr. Como cantora também participou de discos de artistas como Cidadão Instigado, Mundo Livre S/A, Silvério Pessoa, Orquestra Contemporânea de Olinda, Eddie, Siba e A Floresta, Lula Queiroga, entre outros. Em paralelo à carreira de cantora, também participou dos espetáculos “Os Sertões” e “Bacantes”, do Teatro Oficina, a convite de Zé Celso. Em 2006, lançou o seu primeiro álbum solo “Azul Claro”, que foi sucesso de público e crítica. Com três discos lançados até o momento, Isaar também integra o projeto Orchestra Santa Massa, do DJ Dolores.

ISADORA MELO

Dona de uma voz afinadíssima, a carreira solo de Isadora Melo na música começou em 2014, mesmo ano em que gravou o seu EP homônimo ao lado dos músicos Walter Areia, Juliano Holanda, Rafael Marques e Cesar Mendes. Com arranjos que destacam o canto, o EP pôs a cantora em evidência no cenário local e abriu caminho para o seu aclamado primeiro álbum, intitulado “Vestuário”, lançado em 2016. Antes mesmo de se destacar como cantora, Isadora já se dedicava a atuação na peça “O Baile do Menino Deus”, tendo posteriormente participado de musicais como “Gabriela” e “Dorinha, Meu Amor”, ambos do diretor João Falcão.

FLAIRA FERRO

Flaira ingressou na vida artística aos seis anos de idade através da dança, tendo sua trajetória ligada à difusão do frevo. Como representante do ritmo, viajou pelo mundo inteiro para estudar e apresentar a dança pernambucana. Depois de atuar por tantos anos como bailarina e professora na Antônio Nóbrega Cia de Dança (SP), em 2015, a artista lançou seu primeiro disco, chamado “Cordões Umbilicais”. Com letras de teor reflexivo, o trabalho autoral despertou o amadurecimento de Flaira como cantora e compositora.  Participou de festivais de música independente, como Rec-Beat (PE), Prata da Casa (SESC Pompeia/SP) e Festival Ilumina (GO). É idealizadora do projeto musical “A Dita Curva”, e recentemente lançou o single “Coisa Mais Bonita”, com produção musical de Pupillo (Nação Zumbi). Atualmente, a artista prepara seu segundo disco.

MARTINS

Rabequeiro do grupo Sagaranna e guitarrista da banda Marsa, Martins é também o dono da voz doce e letras delicadas dos trabalhos em que atua. Recentemente, o artista tem se destacado como artista solo, quando se apresenta geralmente só com o violão, mas sua trajetória como instrumentista é tão importante quanto a de cantor e compositor. No comando da guitarra e da rabeca, instrumento tradicional da Zona da Mata Norte, o músico coleciona elogios pela renovação e habilidade com as cordas.

AMARO FREITAS

Seu primeiro disco, o instrumental “Sangue Negro”, de 2016, contou com shows de estreia em grandes festivais como o MIMO e Vivo Open Air, onde se evidenciava a seu domínio e criatividade com o piano. Embora seja um instrumento bastante ligado à música erudita, Amaro tem a proposta de mostrar que a sofisticação do equipamento também se aplica à música popular, como o afrojazz, o frevo e o samba. Em Pernambuco, já acompanhou artistas como Márcia Pequeno, Cláudia Beija e Romero Ferro.

ANINHA MARTINS

Conhecida pela sua performance visceral, Aninha Martins entrou no mundo da música em 2012, quando se apresentou pela primeira vez no festival Recife Lo-Fi, onde se destacou imediatamente pela espontaneidade e força cênica da seu show. Com passagens por grupos como Sabiá Sensível, D’Mingus, Malvados Azuis e Grupo Varal, a carreira solo de Aninha a tornou um dos nomes mais promissores da Cena Beto, mesmo sem ainda ter lançado nenhum disco. O primeiro álbum, que se chamará “Esquartejada”, deve ser lançado ainda este ano e é um dos títulos mais aguardados do cenário pernambucano, já tendo algumas canções na boca do público que acompanha os shows.

ROMERO FERRO

Natural de Garanhuns, Romero iniciou o seu trabalho na música com o lançamento do EP autoral “Sangue e Som” em 2013. Em 2016, lançou o disco “Arsênico”, produzido por Diogo Strausz. O trabalho lhe rendeu uma indicação ao Prêmio da Música Brasileira (2017) como melhor cantor popular. Participou de festivais importantes como o Coquetel Molotov (PE), Rec-Beat (PE), FIG (PE), MADA (RN) e o Móbile (PB). Romero Ferro vem ganhando projeção nacional e é um dos destaques da cena atual pernambucana. Recentemente lançou o projeto “Frevália”, que divulga o Frevo de uma forma mais pop e moderna, sem perder suas raízes, para as novas gerações. Com 4 clipes lançados e quase 1 milhão de visualizações em seu canal do YouTube, Romero se prepara pra lançar novo single e clipe do segundo disco.

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