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Funcultura

“A História da Eternidade” e “Sangue Azul” são premiados no 6º Festival de Paulínia

Longas metragens pernambucanos dirigidos por Camilo Cavalcante e Lírio Ferreira ganharam sete prêmios no evento.

Aline Arruda/ Festival de Paulínia

Aline Arruda/ Festival de Paulínia

O cineasta pernambucano Camilo Cavalcante foi o grande premiado do 6º Festival de Paulínia

A Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe têm a felicidade de mais uma vez fazerem parte da história do cinema brasileiro, através dos longas “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante, e “Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, que levaram sete prêmios no 6º Festival de Paulínia. “A História da Eternidade” e “Sangue Azul” falam sobre amor e desejo, um se passa no sertão e outro no arquipélago de Fernando de Noronha. Os dois filmes tiveram incentivo do Funcultura, do Governo de Pernambuco, e são mais uma demonstração do talento e do trabalho primoroso do setor audiovisual no estado.

Um dos mais importantes festivais de cinema do país, Paulínia exibiu filmes, durante cinco dias, para 24 mil espectadores. O festival teve curadoria de Rubens Edwald Filho, elogiado pela crítica especializada devido a qualidade dos filmes selecionados. A cerimônia de encerramento aconteceu neste domingo (27), no Theatro Municipal Paulo Gracindo, em Paulínia (SP),  com apresentação dos atores Caio Blat e Tainá Muller.

Mario Miranda Filho / Festival de Paulínia

Mario Miranda Filho / Festival de Paulínia

Camilo Cavalcante e equipe comemoram os cinco prêmios conquistados no evento.

“A História da Eternidade”, primeiro longa de ficção do pernambucano Camilo Cavalcante, foi o grande vencedor do festival. O filme ganhou cinco prêmios: os Troféus Menina de Ouro de Melhor Filme, Diretor, Ator (Irandhir Santos) e Atriz (dividido Marcélia Cartaxo, Zezita Matos e Debora Ingrid) e o Prêmio da Crítica (Júri Abraccine). Em seis edições do festival, é a terceira vez que o ator pernambucano Irandhir Santos (atualmente na novela “Meu Pedacinho de Chão”) é premiado. Em 2009, ele venceu pelo filme “Olhos Azuis”, de José Joffily, e em 2011 por “Febre do Rato”, de Cláudio Assis.

“Sangue Azul”, quinto longa de Lírio Ferreira, foi consagrado com os Troféus de Melhor Fotografia (Mauro Pinheiro Jr) e Figurino (Juliana Prysthon). O filme conta com os atores Daniel de Oliveira, Carol Abras e Sandra Coverlone no elenco. O longa tem roteiro assinado por Lírio em parceria com Sérgio Oliveira e Felipe Gamarano. Lírio é um dos responsáveis pela retomada do cinema brasileiro nos anos 90, foi coautor (com Paulo Caldas) de “Baile perfumado” (1997), um dos títulos mais significativos para a história do audiovisual nacional.

FILMES – “A História da Eternidade” conta três histórias de amor e desejo num pequeno vilarejo do sertão nordestino, que revolucionam a paisagem afetiva de seus moradores. Numa delas, um artista (Irandhir) ajuda a sobrinha (Ingrid) a ver o mar pela primeira vez. Em outra, uma viúva (Cartaxo) começa a abrir seu coração para o cego do vilarejo. Na terceira, uma avó (Zezita) recebe a visita do neto que regressou de São Paulo, fugindo de um passado turbulento.

O longa de Camilo Cavalcante foi exibido no sábado (26). “Esse filme é uma fábula delicada, extremamente poética sobre relações humanas. É feito para tocar o coração, a emoção de cada um de nós”, disse Cavalcante na estreia do filme em Paulínia. O cineasta também falou sobre a locação da filmagem antes da projeção: “É um filme rodado em Santa Fé, a 60 quilômetros de Petrolina, no sertão pernambucano. É uma metáfora, não só do sertão, mas das pessoas que precisam se sacrificar numa região árida pela sua existência. O filme metaforiza a verdade, o território geográfico da alma humana mesmo”.

Mario Miranda Filho / Festival de Paulínia

Mario Miranda Filho / Festival de Paulínia

“Sangue Azul, de Lírio Ferreira, recebeu os Troféus de Melhor Fotografia e Figurino.

“Sangue Azul” é um filme sobre a “impossibilidade de amar e a morte da arte no paraíso. A realidade engolindo o sonho e dissolvendo o circo. É a metáfora do mar…” No filme Zolah (Daniel de Oliveira), um homem-bala do circo Netuno, retorna ao arquipélago Fernando de Noronha, dez anos depois que sua mãe (Sandra Corvelone) o mandara para o continente, receosa de sua atração por sua irmã, Raquel (Caroline Abras).

Durante a exibição do filme na sexta-feira (25), Lírio afirmou “Cinema é isso, a gente só consegue se resolver com uma equipe e elenco lindos, que acreditam nessa loucura que é fazer um filme no meio do Oceano Atlântico, no meio do caminho entre o Brasil e a África, essa ilha vulcânica que a gente imaginou em um sonho que nesta noite está sendo realizado”. O cineasta dedicou o filme ao escritor Ariano Suassuna, falecido recentemente.

Prêmios de “A História da Eternidade” e “Sangue Azul” no 6º Festival de Paulínia
Melhor filme: A HISTÓRIA DA ETERNIDADE, de Camilo Cavalcante
Melhor Direção: CAMILO CAVALCANTE, por A História da Eternidade
Melhor Ator: IRANDHIR SANTOS, por A História da Eternidade
Melhor Atriz: MARCÉLIA CARTAXO, ZEZITA MATOS E DEBORA INGRID, por A História da Eternidade
Melhor longa-metragem (Júri ABRACCINE): A HISTÓRIA DA ETERNIDADE, de Camilo Cavalcante
Melhor Fotografia: MAURO PINHEIRO JÚNIOR, por Sangue Azul
Melhor Figurino : JULIANA PRYSTHON, por Sangue Azul

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