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Cine Jardim recebe inscrições para oficinas gratuitas

Festival de Cinema faz sua 3ª edição de 22 a 27 deste mês e abre turmas para estudantes e público geral

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Alunos da rede municipal de Belo Jardim terão acesso às oficinas Mídias Móveis, com Marlom Meireles, e Animando o Boneco, com Quiá Rodrigues

Com o tema Cinema Social e Identidade, o Cine Jardim – Festival Internacional de Cinema de Belo Jardim chega à sua 3ª edição entre os dias 22 e 27 de maio. Na missão de promover o cinema pelo interior pernambucano, o festival segue com inscrições abertas para quatro oficinas: Direção para Documentário Novas Formas de ProduçãoComo Fazer um Filme de Baixo Orçamento (abertas ao público); Mídias MóveisAnimando o Boneco (destinada aos estudantes da rede municipal).

“A gente geralmente faz um questionário com os alunos e participantes das oficinas após cada edição e abre uma pergunta com sugestões de abordagens às quais o público quer ter acesso. Esses questionários apontaram um desejo dos participantes em entender melhor questões sobre a produção e direção de filmes,  por exemplo”, explica Léo Tabosa, à frente da Pontilhado Cinematográfico, que realiza o festival junto ao Instituto Conceição Moura, do Grupo Moura.

A oficina Direção para Documentário será ministrada pela documentarista Dea Ferraz, entre os dias 23 a 26 de maio, das 9h às 12h. “A gente optou por uma abordagem mais teórica e pensou em traçar um caminho da linguagem documental, do seu surgimento até os dias de hoje, principalmente no contexto do Brasil. Vamos abordar filmes que tratam da diversidade, da não conformidade, passando pelos filmes militantes nascidos dos coletivos políticos. A ideia é abrir um leque para pesquisa de linguagem, entender que a opção dentro do mercado passa também por uma questão estética”, revela Dea.

Já a oficina Novas Formas de Produção ou Como Fazer um Filme de Baixo Orçamento, por Cavi Borges, acontece de 24 a 26, das 14h às 18h, e assim como a de direção documental será realizada no Centro de Treinamento Edson Mororó. Nos dois casos, as inscrições podem ser feitas no Cine Teatro Cultura e as dúvidas podem ser tiradas através do telefone (81) 3726-1132.

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De acordo com Léo Tabosa, responsável pela produção do festival, a repetição da oficina sobre stop motion foi um pedido dos próprios alunos que participaram das edições anteriores do Cine Jardim

As outras duas oficinas são dedicadas a alunos da rede municipal de ensino de Belo Jardim: Mídias Móveis, que será conduzida por Marlom Meirelles, no Centro Comunitário Municipal Castelinho, de 15 a 19 de maio; e Animando o Boneco, com Quiá Rodrigues, na Escola Municipal Dr. Sebastião Cabral, de 16 a 19 e 23 a 26 do mesmo mês. “Nos questionários que fizemos com os alunos nas outras edições, identificamos o pedido para a repetição da oficina de stop motion, além da necessidade de entender melhor como funcionam as novas mídias portáteis”, pontua Léo Tabosa.

Com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, o festival tem patrocínio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, e das Baterias Moura. Outras informações sobre o Cine Jardim estão disponíveis no site do festival.

Saiba mais sobre os ‘oficineiros’:

Dea Ferraz – Documentarista recifense, já dirigiu três filmes: Sete Corações, sobre maestros de frevo pernambucanos; Câmara de Espelhos, em que entrevista homens da Região Metropolitana do Recife sobre como veem as mulheres, num trabalho sobre patriarcado e machismo; e ainda Modo de Produção, que tem como foco o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ipojuca e a relação deles com Suape. Câmara de Espelhos foi exibido no Festival de Brasília do ano passado e Modo de Produção, na Mostra de Tiradentes deste ano.

Cavi Borges – Produtor, diretor e empresário de cinema carioca, com atuação junto a novos realizadores e em projetos de baixo orçamento. Já realizou curtas, médias e longas-metragens documentais e de ficção, inclusive, com grupos culturais, como, por exemplo, Nós do Morro e CUFA. É dele o documentário Cidade de Deus – 10 Anos Depois, selecionado para o encontro com produtores do Festival de Cannes, em 2012, e para mais de 60 festivais no Brasil e mundo afora.

Marlom Meirelles – Natural de Bezerros, também no Agreste pernambucano, já dirigiu os curtas de ficção Devaneio (vencedor do Festival de Curtas de Pernambuco), A Emparedada da Rua Nova e Olhos de Botão, este último exibido na Universidade de Harvard e em mais de 60 festivais ao redor do mundo, além do documentário Entre Mulheres. É diretor-executivo da produtora Eixo Audiovisual.

Quiá Rodrigues – Mineiro radicado no Rio, é criador, construtor, manipulador de bonecos e também diretor de cinema de animação. Ao longo da carreira, criou bonecos para vários programas de TV, inclusive a TV Colosso. Em animação, começou com o ratinho de massa do Castelo Rá-Tim-Bum. Em 1999, lançou seu primeiro filme, Da Janela para o Cinema, em que usa bonecos animados na técnica stop motion; ganhou mais de 30 prêmios. Também realizou Cabeça Papelão e é co-roteirista e diretor da série infantil para o Canal Futura Paio & Dongo.

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