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Janela Internacional de Cinema exibe mais de uma centena de filmes

Festival começa nesta sexta-feira (24), com 130 filmes de 17 países, além de oficinas e palestras.

“Brasil S/A”, de Marcelo Pedroso, é um dos filmes pernambucanos que serão exibidos pela primeira vez no estado.

O festival Janela Internacional de Cinema do Recife chega a sua sétima edição na próxima sexta-feira (24), com mais de uma centena de filmes de várias partes do mundo. Realizado desde 2008, por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, da Cinemascópio Produções, o festival se tornou um dos mais concorridos da cidade. A programação, que segue até 02 de novembro, conta com 130 filmes de 17 países, além de oficinas, palestras e debates com cineastas brasileiros e estrangeiros. O festival é composto por mostras de curtas e longa-metragens, programa de filmes clássicos e seleções especiais como “Pós Nouvelle Vague”, resultado de parcerias com cineclubes, instituições e eventos internacionais.  Os filmes serão exibidos nos cinemas São Luiz e da Fundação, além de dois novos e importantes espaços da cidade: o Portomídia e Museu Cais do Sertão. As sessões terão projeção em 2 e 4K, DCP (Digital Cinema Package) e 35mm.  A sétima edição do festival tem  incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco e patrocínio da Petrobras.

Acesse a programação AQUI.
Confira as sinopses dos filmes AQUI.

Os ingressos tem preços populares e começam a ser vendidos na quinta-feira para as sessões de clássicos e demais longas, no Cinema São Luiz. 40% dos ingressos serão vendidos antecipadamente e 60% serão vendidos duas horas antes de cada sessão. No Cinema da Fundação cinco filmes terão ingressos antecipados: “Sorcerer”, “I Dolci Inganni”, “Brasil S/A”, “Ventos de agosto” e “Biophilia”, na mesma proporção: 40% antes e 60% na hora, mas a bilheteria só abre 30 minutos antes de começar cada sessão.  Os preços dos ingressos são: Cinema São Luiz (R$ 4 e R$ 2); Cinema da Fundação (R$ 4 E R$ 2); Museu Cais do Sertão (R$ 8 e R$ 4, exceto na terça-feira, que terá entrada gratuita). Sessão de curtas: R$ 1.

A programação traz vários filmes produzidos em Pernambuco, com incentivo do Funcultura/ Governo de Pernambuco, mas ainda inéditos no Estado. O público recifense poderá assistir pela primeira vez os longa-metragens Brasil S/A, de Marcelo Pedroso; Ventos de agosto, de Gabriel Mascaro; Prometo um dia deixar essa cidade, de Daniel Aragão; Permanência, de Leonardo Lacca;  A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; Sangue Azul, de Lírio Ferreira; e os curtas História Natural, de Júlio Cavan; Loja de répteis, de Pedro Severien; João Heleno dos Brito, de Neco Tabosa; e Noites traiçoeiras, de João Lucas Melo Medeiros.

Entre os longa-metragens, onze títulos de seis países formam a mostra competitiva: Jauja (Argentina/Dinamarca), de Lisandro Alonso (prêmio da crítica no Festival de Cannes); The Kindergarten Teacher (Haganenet, Israel), de Nadav Lapid; The tribe (Plemya, Ucrânia); de Miroslav Slaboshpitsky; Turist (Suécia), de Ruben Östlund; The fool (Durak, Russia), de Yuriy Bykov; e os brasileiros A misteriosa morte de Pérola (CE), de Guto Parente e Ticiana Augusto Lima (estreia mundial); Sinfonia da Necrópole (SP), de Juliana Rojas; Brasil S/A (PE), de Marcelo Pedroso; Ventos de agosto (PE), de Gabriel Mascaro; Casa Grande (RJ), de Fellipe Barbosa; e Prometo um dia deixar essa cidade (PE), de Daniel Aragão. O júri de longas é composto pelo curador do Wexner Center for the Arts (Ohio) Chris Stults (que vem ao festival com o apoio da Associação Brasil América – ABA), o produtor pernambucano João Vieira Jr (REC Produtores Associados), o crítico paulista José Geraldo Couto.

Sessões especiais de longas também compõem a programação do Janela. Dez títulos foram selecionados, entre eles Maidan (Ucrania), de Sergei Loznitsa; Björk: Biophilia Live (Inglaterra), de Peter Strickland e Nick Fenton; Branco sai preto fica (DF), de Adirley Queirós (melhor longa no Festival de Brasília); Mes séances de lutte (França), de Jacques Doillon; Ela volta na quinta (MG), de André Novais; Sangue Azul (PE), de Lírio Ferreira (melhor longa no Festival do Rio); Permanência (PE/SP), de Leonardo Lacca; Obra (SP), de Gregorio Graziosi; Sete Corações (PE), de Andrea Ferraz; e A história da eternidade (PE), de Camilo Cavalcante (melhor longa nos festivais de Paulínia e Vitória).

Reprodução/Filme

“Permanência”, de Leonardo Lacca, traz o ator Irandhir Santos, que também atua em “Obra” e “A História da Eternidade”.

3 X IRANDHIR – Os três últimos filmes trazem o  atorpernambucano Irandhir Santos no papel principal. No novo filme de Lacca, Permanência, ele contracena com Rita Carelli, reencontro após a marcante atuação da dupla do curta Décimo segundo (2007), do mesmo diretor. Único representante brasileiro no Festival de Toronto, Obra traz Irandhir como um arquiteto que descobre um cemitério clandestino no terreno de sua família. Em A história da eternidade, o ator faz o papel de um artista em busca de meios de se expressar em uma pequena comunidade sertaneja, enquanto desperta a paixão da prima adolescente.

ABERTURA COM PERNAMBUCANOS + CLÁSSICO DO HORROR – A sessão de abertura do Janela na sexta-feira (24), no Cinema São Luiz, traz dois esperados filmes pernambucanos. O curta Sem Coração, de Nara Normande e Tião, vencedor do Prix illy du court métrage na Quinzena dos Realizadores, onde estreou em maio passado como único representante brasileiro no Festival de Cannes. Mês passado, o curta também ganhou prêmios de melhor filme, direção e montagem no Festival de Brasília. Logo depois será a vez de Brasil S/A, novo longa de Marcelo Pedroso, que abre a mostra competitiva. O filme estreia em Pernambuco após receber cinco prêmios no último Festival de Brasília: melhor direção e roteiro para Pedroso, montagem para Daniel Bandeira, som para Pablo Lamar e trilha sonora para Mateus Alves.

Logo depois, às 23h, tem início a quinta edição do Clássicos do Janela, com a exibição de O massacre da serra elétrica, de Tobe Hooper, restaurado em DCP 4k. Sobre o filme, diz o curador Kleber Mendonça: “Em 80 minutos, Hooper fez um museu de horrores de alta voltagem e onde a violência vem bem mais da agressivdade da montagem, do som e dos objetos de cena do que de uma violência explícita. Os últimos 20 minutos, em especial, são uma descarga e tanto de terror e energia bruta”.

SESSÃO BOSSA JOVEM – Este ano o Janela promoverá exibições nas manhãs de sábado e domingo, retomando uma antiga tradição do Cinema São Luiz, que com a sessão Bossa Jovem fez a alegria dos cinéfilos nos anos 1960 e 70. As sessões pela manhã podem combinar com uma nova fase da cidade com as pessoas saindo mais às ruas aos domingos.

RECIFE EM SUPER 8 – Dando continuidade ao trabalho iniciado em 2013 de resgate digital de curtas do período do Super 8 pernambucano, três títulos de 1981 serão relançados após serem escaneados com resolução 2K e passados para DCP com o apoio do festival. Noturno em Récife maior, de Jomard Muniz de Britto conta com o dramaturgo Antônio Cadengue no papel de um vampiro amante da boemia, que transita dos bares do centro do Recife até o dia amanhecer, na beira-mar de Olinda. “Foi um momento muito intenso na cidade, as relações entre arte e vida se misturavam muito”, diz Cadengue. “Esse filme tem muito a dizer hoje, sobre a solidão e tristeza, a alegria comedida e momentos de erotização absolutamente inusitados”.

Se pintar colou e Se colar olhou, realizados por Ivan Cordeiro, ao lado do fotógrafo Regi Galvão e o produtor Cláudio Barroso, durante a 1ª Exposição Internacional de Art Door do Recife. “Em registros assim, como sempre, se vê muito a cidade. Em bairros como Joana Bezerra e a Ilha do Leite é bem forte perceber como a cidade mudou”, diz Kleber Mendonça.

Bruna Valença

Bruna Valença

Dandara Morais é atriz coadjuvante em “Loja de Répteis”, curta de Pedro Severien.

CURTAS – Este ano mais de mil trabalhos de 33 países foram submetidos a processo seletivo, um recorde do festival. Destes, foram selecionadas 43 obras de doze países, sendo 23 curtas brasileiros e 20 estrangeiros. Participaram da seleção de curtas nacionais os jornalistas e pesquisadores Rodrigo Almeida e Luís Fernando Moura, o roteirista Luiz Otávio Pereira e o cineasta Leonardo Lacca. A comissão de curtas internacionais foi formada por Emilie Lesclaux, o ator Fábio Leal e o sócio da Cinemascópio Produções, Winston Araújo.

Na mostra nacional participam curtas de sete estados. De Pernambuco, foram selecionados quatro trabalhos: História Natural, de Júlio Cavani (prêmio de melhor desenho de som no último Festival de Gramado); Loja de répteis, de Pedro Severien; e os inéditos João Heleno dos Brito, de Neco Tabosa; e Noites traiçoeiras, de João Lucas Melo Medeiros.

Entre os convidados internacionais está a realizadora portuguesa Margarida Rêgo (A caça Revoluções), que vem ao Janela graças ao apoio do Instituto Camões. “Chegamos a um equilíbrio interessante de descobertas, somadas a filmes de autores que acompanhamos há vários anos como Miguel Gomes, Marcelo Caetano, Gabriela Amaral Almeida, Gustavo Beck e outros, que têm sido destaques em festivais importantes como Cannes, Locarno, Brasília e Festival de Curtas São Paulo”, explica Emilie.

Para Rodrigo Almeida, a seleção nacional revela vocação e o amadurecimento de uma geração de diretores para narrativas ficcionais próprias dos longa-metragens. “Aumentamos a duração de alguns programas, pois a maioria dos curtas oscila entre 20 e 25 minutos”. Por outro lado, Rodrigo ressalta obras com grande poder de síntese, como Kyoto, de Deborah Viegas, com duração de oito minutos.

Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. No júri estão Barbie Heussinger (German Films/Alemanha), a diretora Karen Black (Cachaça Cinema Clube/RJ), Rafael Ciccarini (curador, professor e pesquisador/MG), da curadora e diretora Nara Normande (PE), da pesquisadora Roberta Veiga (Revista Devires/MG) e Michael Gibbons (Lincoln Center/Nova York).

PÓS NOUVELLE VAGUE – Em parceria com o Instituto Francês e o Consulado da França no Recife, o Janela promove a mostra especial “Pós Nouvelle Vague”, com oito filmes dos anos 1970 e 80 selecionados por crítico da revista francesa Cahiers du Cinéma, Ariel Schweitzer. Seu colega Nicolas Azalbert, também da Cahiers, vem ao festival para apresentar os filmes. Entre obras de Marguerite Duras, Philippe Garrel, Maurice Pialat e Jean Eustache estão dois trabalhos de Jacques Doillon, estará no festival para apresentar dois de seus filmes, Les doigts dans la tête (1974) e La vie de famille (1985).

“Os Caçadores da Arca Perdida”, de Steven Spielberg, é um dos filmes para a mostra de clássicos.

CLÁSSICOS DO JANELA – Sob o tema “Estradas Perdidas”, a quinta edição do Clássicos do Janela traz uma seleção de 13 títulos em cópias novas ou restauradas, nos formatos DCP e 35mm, obras de mestres como David Lean, Nicholas Ray e Wim Wenders (“Paris, Texas”, que completa 30 anos), além de títulos emblemáticos do horror, aventura e ficção-científica, entre eles Os Caçadores da Arca Perdida, de Steven Spielberg, Alien – o oitavo passageiro, de Ridley Scott, O massacre da serra elétrica, de Tobe Hooper, O comboio do medo, de William Friedkin e Mad Max 2, de George Miller.

A seção de clássicos se tornou uma das marcas do festival, utilizando o porte e a historia do Cinema São Luiz como elemento essencial para o sucesso desse conceito. O São Luiz interage lindamente com filmes que fazem parte da historia do cinema, das pessoas e, muitas vezes, dessa própria grande sala. Nos últimos cinco anos milhares de espectadores lotaram a sala diversas vezes, em sessões inesquecíveis que têm colaborado para estabelecer um aspecto forte da personalidade do Janela: a alegria do cinema e o respeito pela história.

PROGRAMAS CONVIDADOS
Panorama Alemão – Pela segunda vez, a German Films, órgão oficial para promoção do cinema na Alemanha, promove no Janela uma mostra com filmes que têm sido destaque nos últimos meses. São sete longas e sete curtas, entre eles Tango de uma noite de verão (Mittsommernachtstango), que contará com a presença da diretora, Viviane Blumenschein e que tem a participaçao do diretor finlandês Mika Kaurismaki.

Cachaça Cinema Clube – Cineclube carioca que pela sexta vez colabora com o Janela de Cinema. Batizado de “Cachaça aus Berlim”, o programa deste ano traz curtas alemães produzidos na Alemanha comunista por trás da cortina de ferro, entre 1965 e 1989, quando finalmente veio abaixo o Muro de Berlim.

Dissenso – Cineclube que traz mais uma vez uma seletiva especial para o Janela, em três curtas: o inédito Nova Dubai, de Gustavo Vinagre; O trabalho enobrece o homem, de Lincoln Péricles; e O completo estranho, Leonardo Mouramateus.

Toca o Terror – Coletivo que promove programas de rádio e sessões de cineclube dedicados a filmes de horror preparou um programa com sete curtas de quatro países, entre eles, Too Late (EUA), de Rani Naamani; Ruído Branco (Brasil), de Mateus Neiss e Lucas Sá; The Backwater Gospel (Dinamarca), de Bo Mathorne e O segredo da família urso (Brasil) de Cíntia Domit Bittar.

ATIVIDADES PARALELAS NO PORTOMÍDIA – Em parceria inédita, o Portomídia – Centro de Empreendedorismo e Tecnologias da Economia Criativa viabilizará atividades de formação e reflexão, entre elas, o workshop “Cinematografia como Design” com o fotógrafo internacionalmente conceituado Affonso Beato, que já trabalhou com Glauber Rocha, Pedro Almódovar e Stephen Frears; a oficina Janela Crítica, em que sete pessoas participam de encontros com o crítico de cinema Luís Fernando Moura e formam um júri especial e produzem críticas veiculadas diariamente no site do festival; o lançamento do livro “Utopias da frivolidade – ensaios sobre cultura pop e cinema” (Cesarea), de Ângela Prysthon; mesa sobre Arte e Mídia com os norte-americanos Chris Stults e Michael Gibbons; e um debate sobre a revista mineira “Devires – Cinema e Humanidades”, com presença da editora Roberta Veiga. Também no Portomídia haverá o Encontros do Janela, série de debates em que os realizadores convidados conversam sobre seus filmes com o público.

CAIS DO SERTÃO – Oito curtas brasileiros recentes compõem dois programas infantis e poderão ser assistidos em um novo espaço de exibição do Janela: o Museu Cais do Sertão (Recife Antigo). Além disso, haverá sessões da Mostra Competitiva de Curtas Internacionais. O Museu sediará ainda uma mostra especial com filmes que dialogam com aquele excelente espaço.

PRÊMIO JOÃO SAMPAIO – O Janela também anuncia a criação do “Prêmio João Sampaio para Filmes Finíssimos que Celebram a Vida”, homenagem permanente ao crítico baiano falecido no último mês de abril. A honraria será concedida pela organização do festival para um filme contemporâneo ou de arquivo, nos formatos longa ou curta-metragem. “O que mais me alegra nesse prêmio é todo ano ter que explicar para as pessoas como era João Sampaio, crítico e jornalista que teve trabalho importantíssimo em Salvador e uma voz notável no âmbito nacional. Para além disso, alguém que muitos de nós, em todo o cenário de cinema, amavam como amigo”, diz Kleber.

Serviço:
7º Janela Internacional de Cinema do Recife

De 24 de outubro a 2 de novembro
Local: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 – Boa Vista), Cinema da Fundação (Rua Henrique Dias 609 – Derby), Museu Cais do Sertão (Av. Alfredo Lisboa, S/N – Bairro do Recife) e Portomídia (Rua do Apolo, 181 – Bairro do Recife)
Ingressos: Cinema São Luiz (R$ 4 e R$ 2); Cinema da Fundação (R$ 4 E R$ 2); Museu Cais do Sertão (R$ 8 e R$ 4, exceto na terça-feira, que terá entrada gratuita). Sessão de curtas: R$ 1.
Horário bilheteria do São Luiz para vendas antecipadas: a partir de quinta-feira 23 de outubro, de 14h às 20h.
Horário bilheteria Cinema da Fundação: a partir de quinta-feira 23 de outubro, 40 minutos de cada sessão.
Informações: www.janeladecinema.com.br

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