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Literatura

Oficina de Poesia Confessa resgata o eu-poético dos participantes

Promovida pela Coordenadoria de Literatura Secult-PE, a ação foi realizada na Torre Malakoff entre os dias 6 e 8 deste mês

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

Atividade teve o objetivo de apresentar como esse estilo de escrita se apresenta, dando exemplos de artistas que atuam nesta linha

Conhecido por ser um equipamento cultural de várias linguagens artísticas, a Torre Malakoff recebeu até a tarde da quinta-feira (8/6) a oficina LAB | poesia confessa, ministrada pelo bibliotecário, editor, escritor e poeta paulista Stefanni Marion. As aulas foram gratuitas e contaram com a presença de dez participantes, entre estudantes e público geral.

Para Mariane Bigio, coordenadora de Literatura da Secretaria de Cultura de Pernambuco e responsável pela ação, a oficina superou todas as expectativas. “Não costumo pressupor metas para uma oficina de poesia, mas é fato que há sempre uma expectativa e ela superou todas. Marion mediou um enlace de mentes e almas, pessoas tão diferentes e tão próximas que se entrelaçaram através da palavra, da memória. A troca foi intensa, e a redescoberta da poesia que há em cada um de nós foi certamente o grande trunfo dessa vivência”, destaca.

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

Stefanni Marion é bibliotecário, editor, escritor e poeta. Autor dos livros Temporário (Patuá, 2012) e Inventário (Patuá, 2014)

Editor da Nosotros, que propõe em sua linha editorial um intercâmbio entre Brasil e América Latina, Stefanni Marion já teve seus poemas publicados em diversos periódicos virtuais no Brasil, além da Catalunha, Portugal e USA. Segundo ele, a oficina revelou-se uma mina de tesouros escondidos. “Os caminhos poéticos que os alunos percorreram nesses três dias foram cheios de encontro, luzes, movimento, e um resgate brilhante da memória. Ao final, fizemos um Sarau, e os poemas que eles leram foram cheios de vida, de uma poesia rara e linda”.

Na opinião de um dos participantes da oficina, Paulo Queiroz, de 34 anos, os encontros foram importantes para resgatar o eu-poético que há dentro dele. “Tenho que dizer que essa oficina de poesia confessa ela é, aliás, vai continuar sendo, um movimento poético dentro de mim. Ela trouxe à tona em mim o valor da palavra poética.  Havia um bom tempo que eu não escrevia, mas a poesia renasceu, a poesia voltou a ter voz, a se fazer sentida e a fazer sentido pra mim. Foi muito emocionante“.

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

Encontros foram realizados entre os dias 6 e 8 deste mês, no terceiro andar da Torre Malakoff

Já de acordo com Luna Vitrolira, de 25 anos, que também participou da oficina com Stefanni Marion, este foi um exercício de libertação das amarras. “Um exercício de se abrir pras pessoas e de escrever e dizer a poesia. No meu caso eu estava particularmente muito fechada, muito travada, ignorando, na verdade, minha potencia de escrita, minhas vontades meus desejos. Por causa da vida, da rotina, eu acabei colocando a poesia em segundo plano. Essa oficina me deu de presente a poesia de volta. Foi especial estar com essas pessoas, e me abrir de novo para a vida e para a arte”, ressalta.

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