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PATRIMÔNIO CULTURAL

Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho anuncia vencedores

A entrega da premiação acontecerá em agosto, durante a 9ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco

O Governo do Estado, por meio da Secult-PE e da Fundarpe, anuncia os três vencedores da primeira edição do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. A iniciativa é um reconhecimento e também um incentivo à participação social na preservação dos nossos bens e expressões culturais, sejam eles materiais ou imateriais.

Avaliados por uma Comissão de Análise de Mérito, os 116 projetos inscritos passaram por uma seleção que contou com a participação de representantes da Unicap, UFPE, UPE, Iphan e do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Dentre os critérios utilizados, buscou-se valorizar iniciativas criadas pela sociedade civil que estimulam, preservam e ajudam a difundir os patrimônios culturais de Pernambuco, por meio de diferentes técnicas, instrumentos e metodologia.

Cada um dos vencedores receberá um incentivo no valor de R$ 20 mil. “O Prêmio é uma das formas que encontramos de reconhecer essas iniciativas, que tanto têm contribuído para a divulgação de expressões formadoras da nossa identidade cultural”, destaca a presidente da Fundarpe, Márcia Souto. Ainda segundo a gestora estadual, esta primeira edição do Prêmio “também auxiliou na elaboração de um diagnóstico acerca das ações em curso no estado que se dedicam a preservar nossa memória cultural e a formar cada vez mais pernambucanos conscientes da importância e da riqueza do nosso patrimônio”.

De acordo com o Secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, “a segunda edição do Prêmio está confirmada pelo Governo do Estado e, certamente, ajudará a fortalecer as políticas públicas de valorização e preservação da nossa cultura, que hoje contam, inclusive, com um importante aliado, que é um Conselho paritário e democraticamente eleito”.

A cerimônia da premiação ocorrerá durante a 9ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, em meio às celebrações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico (17 de agosto). Além dos três vencedores, a Comissão de Análise decidiu conceder menção honrosa a mais três projetos, também listados abaixo.

Vencedores
1ª Categoria: Formação
Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), com a ação “Paço do Frevo”.
O Paço do Frevo é um equipamento público inaugurado em 2014, que tem se consolidado como espaço de referência no desenvolvimento de ações para a valorização, difusão, formação educativa e salvaguarda do frevo – Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, IPHAN/2007. Em pouco mais de dois anos de atividades, o espaço realizou cursos e oficinas nas áreas de dança e música, promoveu apresentações culturais e estimulou debates, estudos/pesquisas (acervo documental), com alternativas que garantem a fruição e acessibilidade.

Rafael Bandeira/Divulgação

Rafael Bandeira/Divulgação

O Paço do Frevo, no Recife

2ª Categoria: Promoção e Difusão
Sandro Lins Rodrigues, com a ação “Patrimônio PE Mobile”.
O proponente criou um programa para smartphones e tablets, com imagens, textos e áudios em quatro idiomas sobre doze monumentos, seis na cidade do Recife e seis em Olinda. Gratuito, o programa está disponível nas plataformas iOS e Android e apresenta possibilidades de ampliação, tanto com a inclusão de mais monumentos nas cidades contempladas quanto de outras cidades no Estado.

Divulgação

Divulgação

O aplicativo ‘Patrimônio PE Mobile’ ajuda a divulgar nossos bens materiais

3ª Categoria: Documentais e Memória Cultural
Severino Ribeiro da Silva, com a ação “Criação de Arquivos Públicos municipais no Estado de Pernambuco”.

Projeto realizado junto a 35 municípios de Pernambuco, que visa a criação de arquivos públicos com o acervo das Prefeituras e Câmaras locais. O idealizador da iniciativa realizou capacitações, oficinas técnicas e cursos de conservação preventiva nos lugares onde o trabalho foi realizado, entre 2011 e2015. Neste processo, foram inaugurados seis arquivos públicos municipais (intermediários e históricos, em Águas Belas, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Iati, Paudalho e Goiana). Dezoito arquivos tiveram sua criação autorizada através de lei, e oito arquivos estão em processo de implantação (Buíque, Afogados da Ingazeira, Garanhuns, Capoeiras, João Alfredo, Bom Jardim, Caruaru e Timbaúba).

Menção honrosa
1ª Categoria: Formação
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco, com a ação “Laboratório O Imaginário: design a serviço da preservação”.

O Imaginário iniciou em 2000, com foco na produção artesanal, e tinha como objetivo apoiar as comunidades artesãs e colaborar com a sustentabilidade do fazer artesanal como prática cultural. O foco é a comunidade e seu produto, num projeto coletivo, estabelecido nos eixos: design, gestão, produção, mercado e comunicação. Entre as comunidades contempladas, estão a Quilombola de Conceição das Crioulas. Outro exemplo foi a criação e consolidação do Centro de Artesanato Arquiteto Wilson Campos Júnior, do Cabo de Santo Agostinho.

2ª Categoria: Promoção e Difusão
Lenice Queiroga de Sousa, com a ação Lagarta Richelieu
“Tecer peças de renda, da mesma maneira que fotografá-las, exige muito das mãos e dos olhos” (Ângelo Monteiro, em crônica da Revista A Palavra. Recife, APL, 2015, nº 6, p.7). Trata-se de projeto que resultou em livro de mesmo nome, onde a fotografia é usada como veículo para registrar de forma sensível e carismática alguns aspectos de criação e produção da renda Renascença, de origem ibérica, que encontrou em Pernambuco e no Nordeste sua própria tradição. O trabalho arrojado mostra com arte um modo de fazer que se torna raro, pelo artesanal que há no processo, mas também pelo apuro e cuidado que a técnica desse bordado, transmitida de geração a geração, requer. Dentre outros temas, a publicação fala sobre o estímulo à cadeia produtiva, com o reforço nas vendas, via participação na FENEARTE 2013, cuja temática foi Mulheres Rendeiras, e a indicação de Dona Odete como mestre rendeira. Além disso, a obra valoriza o ofício de rendeira e, com isso, pretende estimular novas gerações de rendeiros e rendeiras.

3ª Categoria: Acervos Documentais e Memória Cultural
Kate Viviane Alcântara Saraiva, com a ação “Cinemas do Recife”
Fruto de uma pesquisa feita para conclusão do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da autora, o livro, fartamente ilustrado, registra a produção arquitetônica de edifícios e salas de cinema na cidade do Recife desde o início do século 20 até o momento atual, reunindo uma grande documentação, como jornais de época, fotografias e levantamentos arquitetônicos, depositada nas mais diversas instituições culturais da cidade ou em acervos particulares. O trabalho recebeu menção honrosa no Concurso Nacional de Trabalhos Finais de Graduação “Opera Prima 2003”, onde foi classificado como um “importante e completo documentário sobre a diversidade dos projetos de cinema da capital pernambucana”.

Sobre o prêmio
Criado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), juntamente com a Secretaria de Cultura do Estado, o prêmio foi instituído por decreto, assinado pelo governador Paulo Câmara, em 17 de agosto de 2015, na ocasião de abertura da 8ª Semana do Patrimônio. Divido em três categorias distintas, Formação (ações educativas), Promoção e difusão (comunicação e mídia) e Acervos documentais e memória cultural, o prêmio irá incentivar anualmente as práticas que resultam em preservação de bens materiais e imateriais, e homenageia em seu título o engenheiro, professor, intelectual e gestor público, Ayrton de Almeida Carvalho. É um reconhecimento à importante contribuição do seu trabalho na implantação da Superintendência do Iphan em Pernambuco e na atuação como professor na Universidade Federal de Pernambuco, formando profissionais que seguem com o legado de desenvolver práticas de preservação dos bens culturais materiais no Estado.

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