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Secretaria de Cultura

Emoção marca o rebatismo do Teatro Arraial com o nome de Ariano Suassuna

A cerimônia realizada nesta terça-feira (30), no auditório do espaço cultural, contou com presença dos familiares do mestre Suassuana, além de vários artistas e autoridades pernambucanas

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Artistas celebraram o novo nome do teatro

O Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretária de Cultura e da Fundarpe, prestou uma bela e justa homenagem a Ariano Suassuna, nesta terça-feira (30), ao rebatizar o Teatro Arraial com o seu nome. Com a presença dos familiares do grande mestre, além de vários artistas e autoridades pernambucanas, a cerimônia, no auditório do espaço cultural, foi marcada pela emoção e também pelo resgaste de sua luta incansável pela cultura popular nordestina.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

Antônio Marinho foi o mestre de cerimônia

Antônio Marinho foi o mestre de cerimônia

Amigo de longa data de Suassuna, o poeta Antônio Marinho foi quem vez as honras do evento. Ao lembrar de sua relação com o autor do Auto da Compadecida, Marinho destacou que, ao lado do ex-governador Eduardo Campos – falecido em agosto deste ano, ele foi um defensor ferrenho do legado histórico-cultural pernambucano. “Nada mais justo que esse espaço criado por Ariano, em 1997, seja rebatizado com o seu nome. Para mim é uma honra estar aqui hoje e, mais do que isso, poder presenciar o renascimento desse espaço que agora leva a égide desse grande ícone da cultura brasileira”, disse na abertura.

Em seguida, o atual presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, ressaltou a atuação e a contribuição do escritor para a construção do Teatro Arraial.
“O momento é de homenagear o grande mestre Ariano Suassuna. E homenagear é lembrar, é agradecer, é, acima de tudo, celebrar esse que foi um dos maiores guerreiros da cultura popular, o mestre do Movimento Amorial. Aliás, não poderia ter um lugar melhor para gente prestar essa honraria, pois este teatro foi ele que fundou com muito carinho. É um lugar singelo, mas cheio de significados para todos nós. Por isso, viva Ariano Suassuana. Viva a cultura de Pernambuco!”, saudou. Pessoa ainda aproveitou sua fala para saudar as autoridades, artistas, parentes, amigos e fãs de Ariano presentes na cerimônia.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

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João Suassuna fez um discurso emocionado sobre o avô

Representando a família, João Suassuna, neto de Ariano, não escondeu a emoção ao falar do avô. “Esse dia de hoje é um dia extremamente honroso para mim. Em 97, estive aqui na inauguração deste teatro, que foi batizado em homenagem ao Arraial de Canudos e, consequentemente ao seu líder, Antônio Conselheiro, que, assim como meu avô, era um bravo herói da cultura, em especial, a popular que sempre teve/terá vez aqui nesse espaço”, contou. Ao final, João recitou o poema Fazenda Acahuan, feito por Ariano em memória do seu bisavô, João Urbano.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

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Marcelo Canuto destacou a atuação de Ariano Suassuna e Eduardo Campos na cultura pernambucana

Já o secretário de Cultura, Marcelo Canuto, frisou que o evento encerrava um ciclo iniciado há oito anos por Eduardo Campos. “Se pudéssemos voltar no tempo, jamais poderíamos prever todas essas conquistas que alcançamos nessa gestão. Eduardo tinha perfeita dimensão do que a figura de Ariano representava para a cultura de nosso Estado, e rebatizar esse espaço com seu nome nada mais é do que uma forma de homenagear seu legado, e também a todos os artistas que aqui já pisaram”, ressaltou.

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Acompanhada pelo Quinteto Armorial, a bailarina improvisou um número de dança durante a cerimônia

Acompanhada pelo Quinteto Armorial, a bailarina improvisou um número de dança popular

Quinteto Armorial relembrou, durante a cerimônia, as célebres aulas-espetáculos de Suassuna. Os músicos, liderado por Antônio Madureira, e que o acompanharam em mais 200 apresentações pelo Estado, executaram duas peças compostas por Capiba. Uma delas, É de Toró-Toró, contou com a performance da bailarina e coreógrafa do Grupo Arraial, Maria Paula Costa Rêgo. “Estabelecer pontes e misturar nossas tradições ocidentais com as tradições afro-indígenas. Esse foi o grande ensinamento deixado pelo mestre Ariano para mim, e que tento levar adiante”, disse Maria Paula, sob aplausos.

Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe

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O pequeno João Salu roubou a cena e deixou os convidados encantados

Descendentes diretos de outro grande ícone da cultura popular pernambucana, a família Salustiano deixou todos os convidados encantados com sua apresentação. Nas duas canções que tocaram/dançaram, os filhos de Salu e o neto, o pequeno João, mostraram toda a beleza e o fundamento de sua arte, passada de pai para filho. “Só tenho a agradecer a esses dois mestres da minha vida, Ariano e Salu, que me ensinaram o verdadeiro valor de nossa cultura”, disse Pedro Salustiano. Ao final, o secretário Marcelo Canuto convidou os presentes a participar do descerramento da placa com o nome de Ariano Suassuna, no foyer do teatro, e conferir o novo letreiro da fachada do espaço.

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